Obrigado pelo seu comentário... volte sempre!
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só agora comento, apesar de ter lido o artigo na altura em que o "postaste"...porque como sabes, concordo com ele e tão claro que é...que se torna dificil dizer qualquer coisa que não sinta ser mais do mesmo. Parabéns
Miguel Sousa |
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19.01.06 - 1:14 pm | #
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Pois... não tinham percebido? O que a gente queria dizer é que ia escrever muuuuito mais!
(Não se vê? às cinco e meia da manhã e já nisto? É só pela graça, pois hoje não vou andar nem sequer perto daqui... não se assustem!)
Tenham um bom dia.
Teresa |
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18.01.06 - 5:40 am | #
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A propósito de muros, para além dos quais muitos de nós não queremos ver ...
Na 5ª feira passada, levei à escola os jogadores americanos da equipa de basquetebol daqui da zona e a minha filha, também jogadora internacional do mesmo clube e nossa colega, para realizarem uma acção de dinamização e tentarem mostrar que "existem mais bolas para além das de futebol". Quando chegámos à escola, os americanos ficaram muito espantados e perguntaram " porque é que as escolas em Portugal têm grades? ... e portões fechados?"
f... |
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18.01.06 - 2:44 am | #
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Ó Teresa. Querem ver que a doença é contagiosa... 
Miguel Pinto |
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18.01.06 - 12:28 am | #
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Adesivo na boca, Isabel? Hummm… e os dedos ficam livres para o teclado? ...
Livra-te!
Miguel Pinto |
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18.01.06 - 12:27 am | #
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Tenho mesmo de ir dormir (Amanhã é um dia denso e longo)... mas não podia fazê-lo sem dizer que já me ri com a história. E é bom rir antes de ir para a cama, para evitar pesadelos. Tenho de fazer o que a Isabel disse: adesivo na boca. Temos isso em comum ela e eu (provavelmente mais coisas)... textos looooongos.
Teresa |
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18.01.06 - 12:24 am | #
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Miguel, desculpa um relato a ocupar o teu espaço, mas vem mesmo a propósito esta frase tua: Não podemos desprezar essa relação privilegiada entre os professores com as famílias, na qualidade de directores de turma. Na reunião de anteontem da dt com os pais da minha turma de 9º que trago desde o 7º, que não tem necessidade de aulas de apoio para colmatar lacunas pois dei no ano passado 0% de negativas (depois de os apertar e pregar um susto com uma data delas no 2º período, inesparadas para eles, porque estavam numa "crise" de desatino, desatenção e desleixo do trabalho), não pus apoios extra nos planos de recuperação daqueles a quem dei negativa neste período pois a razão é só andarem outra vez sem trabalhar nadinha (o que reconhecem publicamente na aula), os respectivos paizinhos mostraram-se escandalizados e protestaram(os meninos têm apoios nas outras disciplinas mesmo que não tenham dificuldades nenhumas de aprendizagem). A d.t. preocupou-se com o que eu dispensava: defender que eu lhes dava todas as oportunidades de recuperação na aula, etc, mas perdeu a oportunidade de dizer o que devia e sabe, tendo sido uma mãe que me conhece como professora há muito pq tb fui prof do filho mais velho - essa outra geração com quem eu podia ser dura a puxar que correspondia, e os dezanoves do filho são para essa mãe exemplo disso - mãe que pôs os pontos nos ii sobre a falta de trabalho/esforço pessoal, inclusive da própria filha, apesar de ser aluna de 3+ - 4. E vou ser eu que amanhã terei que dizer aos alunos que digam em casa que a professora se espantou por alguns pais preferirem as papinhas todas feitas em vez de professores que os querem preparar não para exames mas para se aguentarem no futuro escolar com o q é fundamental para isso: capacidade de trabalho e pensar, autonomia.
Desculpa o relato, soube disto hoje, e esta dt como a maioria dos dts não tem coragem nem de denunciar medidas ministeriais erradas, nem causas reais de insucesso, nem sucessos fictícios que serão insucessos futuros.
(Ai, acho que vou pôr adesivo na boca, neste caso nas teclas, tenho que corrigir isto das escritas longas).
Quanto ao teu comentário global, acho que tens razão, Miguel.
IC |
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18.01.06 - 12:10 am | #
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Teresa
O teu comentário é pertinente e concordo com ele.
Ouvi uma explicação tétrica desta problemática. Um colega contava esta pequena estória.
Quando o comandante tomou conhecimento da morte de um familiar do soldado [mera ficção] decidiu abordar o dito cujo. Abeirou-se dele, aconchegou-o, e murmurou:
- Ó soldado Fagundes, um acidente estúpido vitimou os teus pais, o Aristóteles e o Platão [dois irmãos]...
O Fagundes recuou quase a desfalecer e antes de dizer o que quer que fosse, o comandante deu-lhe uma palmada nas costas e ripostou.
- Tem calma… olha que as coisas não se passaram bem assim. Os teus pais estão bem e o Aristóteles também.
- Uffa, comandante…
- O funeral do Platão é amanhã.
- Muito obrigado. Pregou-me um susto…
Miguel Pinto |
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17.01.06 - 11:28 pm | #
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Eu também gostava, confesso. Não sei se é a principal. É uma questão muito importante e entre pedra e água debaixo da ponte, espero poder ainda contribuir para ajudar a construir um qualquer modelo com sentido.
E depois "há nós"... uma classe por vezes assustadora nas reacções. Veja-se o último ofício... depois da reclamação de excesso de horas, ao verem reduzidos os tempos na escola de 27 para 26 houve colegas que se questionaram e REFILARAM porque lhes tinha sido retirado o tempo numa qq hora de coordenação. Foi difícil explicar-lhes que cada tempo retirado, independentemente do que fosse, acrescentava um tempo à componente individual... e o que quer que fossem à escola fazer naquele tempo poderiam fazê-lo em casa... Vi muitos ares de espanto, como o daqueles bichitos presos já viciados na falta de liberdade, que nem sabem o que fazer com ela (revoltando-se contra o CE por ter retirado o tempo "no sítio errado"). Vá lá perceber-se... E a questão do ofício não se esgota aqui.Espero que ninguém tenha ficado "só contente" se viu reduzidos os tempos... Alguém percebeu se este acordo "sindical"-ME, que virou ofício, retira a autonomia às escolas (contrariando - sem poder - o despacho) impondo um número de horas igual para todos (aumentando o número nas escolas que conseguiam funcionar com menos)? OU é um limite máximo para evitar os reinos de 30 tempos dos mais papistas que o papa? Eu leio, mas não me entendo. Talvez olhos mais esclarecidos...
Teresa |
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17.01.06 - 10:57 pm | #
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Separar o trigo do joio será a questão principal, Teresa? Gostava de acreditar que a aplicação de um modelo de avaliação de professores e das escolas [e será necessário partir muita pedra] fosse a ponte e a passagem para o lado da credibilidade e da dignificação profissional.
Miguel Pinto |
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17.01.06 - 9:07 pm | #
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Miguel
Concordo contigo excepto na parte do comentário que diz respeito aos efeitos extraordinários [palavras minhas] da Ordem.
Miguel Pinto |
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17.01.06 - 9:01 pm | #
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De forma sucinta e directa [procuro fugir à ambiguidade], demasiado simplista e redutora:
1.Aos apelos dos administradores de mais trabalho, os professores têm respondido, invariavelmente, com mais trabalho ainda. Que atitude deve tomar o professorado? Resistir, reinventando na escola soluções alternativas, porventura, mais proteccionistas. Um exemplo: quando as escolas foram obrigadas a elaborar planos curriculares [de escola e de turma] muitas escolas responderam a esta apelo fabricando verdadeiros “tratados”. A metodologia da resistência é discutível quanto à eficácia dos seus efeitos. Mas é um caminho que não tem sido escolhido por estar conotado, muitas vezes, com a falta de profissionalismo e, outras vezes, por falta de quórum [ ].
2.Como dar visibilidade à nossa insatisfação? Utilizar todos os meios de discussão ao nosso alcance [encontros, reuniões, fóruns de discussão, quantas oportunidades terão sido desperdiçadas?] para denunciar as fragilidades das propostas governamentais e dos efeitos perniciosos que elas encerram. Um exemplo: Não podemos desprezar essa relação privilegiada entre os professores com as famílias, na qualidade de directores de turma… E os conselhos executivos? O melhor é deixarmos esta questão para mais tarde…
3.Quanto à 3ª questão: como reinventar o sistema educativo? Se o professorado alterar a atitude, tipicamente acrítica, o primeiro passo está dado. Claro que uma andorinha não faz a primavera, Isabel.
Miguel Pinto |
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17.01.06 - 8:50 pm | #
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Credibilidade é a palavra chave da questão. Concordo em absoluto. Sem credibilidade não temos voz. O difícil é separar o trigo do joio. (Sobretudo porque passamos a vida a fingir que não há joio, ou a protegê-lo, a torná-lo invisível, e é ele que nos tira a credibilidade e nos afoga). Sobra a visibilidade nestes espaços e a propagação da força e da esperança. Não acho que seja pouca coisa, mesmo sendo uma muito recém-chegada. Acho mesmo que é alguma coisa e que o futuro dirá o que nasceu a partir daqui. Não vale a pena começar já a fazer apostas... mas vale, pelo menos, a pena continuar. Nem que seja pelo QUASE que, afinal de contas, é TUDO o que temos para já.
Teresa |
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16.01.06 - 11:19 pm | #
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De facto, não é por se debaterem as questões da educação na blogosfera que as políticas educativas mudam, mas o estímulo à mudança passa em muito pelo reforço das mentalidades e pela capacidade que nós, professores, possamos demonstrar de uma constante e plena intervenção cívica na sociedade, seja na blogosfera, em colóquios ou nas simples conversas de café.
Claro que, para mim, a credibilidade do professorado, condição essencial para intervir na política educativa, passaria em muito pela criação de uma Ordem de Professores e não pela actual situação de vigência de sindicatos "comandados" por gente que já não sabe o que é leccionar e que se deixa levar por meros objectivos partidários...
Mas, eu, sozinho ou não, cá continuarei a lutar pelas minhas ideias...
Miguel |
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16.01.06 - 10:34 pm | #
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Bom, parece-me que este post é um desafio. Então vamos por partes e ser práticos/concretos.
1. "o professorado (...)convenceu-se que, no interior das escolas, seria possível camuflar as imbecilidades e a desorientação dos nossos representantes com..." Como está visto que não é possível, que atitude deve tomar o professorado?
2."levantar os olhos e ver para lá dos muros da escola (...) para que os representantes políticos percebam que estamos atentos a eventuais trapaças e que não passarão incólumes." Ver para lá dos muros da escola, isso vemos, mas que propões que façamos para que eles percebam que não passarão incólumes?
3."reinventar o sistema educativo". Que mais está nas nossas mãos - mãos sem poder - do que irmos sempre reinventando as nossas aulas e a nossa acção com os nossos alunos? (É que com isso lá caímos nos "voluntarismos e investimentos pessoais desmedidos".
Esse "Quase" final também é o que me motiva, não só na blogosfera, por isso este meu comentário não é destrutivo, pelo contrário, é um desafio ao teu desafio, Miguel. 
IC |
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16.01.06 - 8:53 pm | #
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Obrigada eu, Miguel, pelas boas vindas, pela lucidez de outróòlhar que me faz descer da teia, a intervalos certos, quando a teço para lá do sonho. É nessas alturas que saboreio a aragem almost blue do outro lado da razão. (E tudo junto faz muito mais sentido.)
Teresa |
16.01.06 - 8:46 pm | #
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Commenting by HaloScan
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