Obrigado pelo seu comentário... volte sempre!

Gravatar lendo e aprendendo com os dois, Miguel e Isabel... que é só o que consigo nos tempos que vão corrend: ainda arranjar tempo para algumas leituras e para vos ler, vos ouvir. Obrigada pela sugestão de mais este livro e obrigada pela tua chamada de atenção Isabel... confesso-me, como tu, apreensiva... veremos...


Gravatar (lol, o comentário tem limite de palavras, bem o mereço, mas agora tenho que acabar o que foi cortado)
Continuação:
'..... penso até que são' em maioria.
Pressões são pressões, mas estas de que falei agora só condicionam professores se estes quiserem. E, penso que isto também deve ser dito.
(Desculpa, Miguel, mais esta ocupação do teu espaço, pensei em escrever no meu cantinho, mas o comentário foi-me suscitado por uma parcela do texto de Hargreaves, e é aqui no teu 'cantinho' que o texto está.


Gravatar Considero o texto muitíssimo pertinente face ao actual cenário português. Não faço um comentário global, Vou apenas "pegar" num aspecto particular referido no texto - "alguns altos responsáveis tomaram medidas drásticas. Uma das mais importantes foi a estandardização dos testes e dos textos" E, como tenho ainda a bater na cabeça a Medida 12 do Plano de Acção para a Matemática, que consistirá na publicação na net de mil itens-tipo de exame de Matemática para 9º ano, circunscrevo-me ainda mais ao caso dos exames nessa disciplina no final da escolaridade obrigatória.
Se tenho feito críticas às políticas educativas e, particularmente, muito fortes à da actual equipa do ME, devo dizer que também não desculparei os professores que, com efectiva formação em Matemática, da qual costumam decorrer perspecticas correctas do seu ensino (pelo menos a partir do 3º Ciclo inclusive, já que aquela formação pode, nalguns casos, ser prejudicada pelo actual modelo de formação do 2º Ciclo, que engloba a Matemática muito "pela rama"), não desculparei, dizia, se cairem na obcessão de um exame que até pouco influi na aprovação ou reprovação final do aluno (a própria disciplina não é decisiva), passando a um ensino algo centrado em conjuntos padronizados de questões e problemas, cada conjunto com um monte de itens do mesmo género, numa atitude de treino que, bem o sabem os professores, corre o risco de os alunos acabarem por corresponder positivamente a um exame devido mais à memorização e automatização do que ao real desenvolvimento das respectivas competências ("desempenhos esses que podem desaparecer logo que cesse também a pressão a curto prazo"). Não falo em prejudicar os alunos desprezando o exame, mas não por ele em si, sim porque ele testa competências sem as quais de nada servirá aos alunos virem a estudar domínios menos simples ou mais aprofundados. Falo em continuar, o professor que já o fazia, a realizar um trabalho que dê a todos oportunidade de prosseguirem e chegarem tão longe quanto as suas capacidades e/ou vontades permitam - e aqui não estou a falar em igualdade de oportuninades niveladas por baixo, estou a pensar nos alunos que têm direito a continuar a frequentar a escola pública, ou seja, a não ter que ir para a privada para que não lhes seja ministrado só um ensino visando competências mais gerais/básicas padronizadas,acessíveis ou exigidas a todos, mas também aquisição de conhecimentos e capacidade de desempenhos que se percebe que o exame não pedirá (e então, se não pede, descuram-se?). Em suma, repito, o ME pode exercer grandes pressões para obter taxas de sucesso imediato, aliás questionável em termos de preparação a maior prazo para "a sociedade do conhecimento", mas não pode obrigar os professores de Matemática a abrirem mão do trabalho que faziam e defendem que deve ser feito e a enveredar pela opção de "formatos prescritos" que começam por criticar (quando é o caso, mas penso que os casos são muitos, penso até que são




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