Solte os dedos!

Gravatar Uma vez disseram-me que iria receber 0,5% de aumento.
Foi o maior insulto que me deram no meu anterior emprego. Mais valia nada!


Gravatar Claro que a última palavra ("sabe?") no comentário anterior não está ali a fazer nada...


Gravatar Olá. Tentei deixar ontem um comentário (extenso, muuuuito extenso) a esta entrada... que caiu e se desvaneceu no etéreo azul. Se calhar foi bom para todos, que foram poupados a uma seca. Tentarei, hoje, ser mmuuuuiiito mais breve.

As ideias-chave:

1. Mais uma indignidade. De acordo!

2. Perseguição aos professores (públicos) para abrir caminho ao ensino privado. Óbvio (para mim, pelo menos).

3.Urge passar do "muro de lamentações" para acções criativas de combate a este estado de coisas, sob pena de se cair na saturação provocada pelo discurso de vitimização (vide comentários anteriores).

Receitas não tenho. Mas julgo que se impõem atitudes. Os professores, aparentemente contra tudo e contra todos, parecem incapazes de levar a cabo uma qualquer acção conjunta de grande impacto na opinião pública. Claro que são, porventura, os sindicatos os maiores responsáveis, mas...

Uma greve geral (sectorial, claro) aos sacrossantos exames de aferição não teria sido uma palavra de ordem correcta? Se todos estão contra estes exames...

Sabes que a maior parte dos professores com quem contactei ultimamente nem sequer sabiam que a correcção das provas seria remunerada? Será que só conheço professores totós? Duvido. No entanto, tudo vem alinhando na santa aferição.

Se calhar, sou eu que estou mal informado...

Outro exemplo: se a ameaça dos sindicatos de apoiarem acções judiciais para aqueles professores que se sintam injustiçados - e têm inúmeras razões para isso - nesta história dos professores titulares for em frente, força com eles! Claro que se os professores não se queixarem... é porque está tudo bem.

E não está, de facto! Por exemplo (outro): como é possível que um professor que tenha visto, nos últmos 25 ou 30 anos (!!!), oficialmente reconhecidas as suas habilitações literárias como "máximas", seja excluído do concurso porque não tem uma licenciatura, mas "apenas" um bacharelato? Isto é discriminação ilegítima, hipócrita e chula!

Eu, nestas circunstâncias, havia de ir nem que fosse até aos tribunais dos céus! Agora, se não for... queixo-me de quê?

Bem, vou ficar por aqui. Crê-me atento, venerador e obrigado relativamente à classe docente (penso que sabes que o sou, de facto). Solidário até onde posso. Mas só palavras... chega a um momento que é curto.

Utilizando as grandes palavras, não são apenas as crianças de Portugal que estão "nas mãos" dos professores. É, através delas, o seu futuro.

Talvez, para além do heroismo discreto diário de tantos, se imponham os actos públicos heróicos de muitos sabe?...

Beijos.


Gravatar O que mais me irrita é os professores no dia das provas de aferiçãoo não terem faltado e agora irem como cordeirinhos corrigi-las.
Não é só a ministra que tem a culpa, é também quem refila, mas depois faz!
Isto estava-me entalado, caraças!
Beijos


Gravatar Ó minha querida, estás no teu direito
Nunca te levaria a mal, até porque sei com que espírito escreves essas palavras, e sei que és uma funcionária exemplar, o que te dá o direito de alvitrar, pois tem moral para isso.
Se queres que te diga, nem devia haver provas de aferição, pelo menos não nestes moldes. E continuo na minha, receber € 0,12 por cada prova é um insulto. Valia mais não pagarem nada, e dispensarem os professores envolvidos durante o período de correcção das provas.


Gravatar Aiiii Sãozinha, gosto mt de ti, mas esta mania da preseguição dos Professores mexe um bocadinho comigo!
Não dúvido que estejam a ser tomadas mediads incorrectas para todos, professores, alunos, pais. Mas, havia muita coisa que precisava ser mexida nesta área!
Durante largos anos foram uma classe completamente à parte em termos de beneficios, em relação a outros funcionários do estado!
E, como tu sabes, eu faço muito trabalho fora do meu horário. Amanhã memso é feriado em Lisboa e vou para a Guarda trabalhar, onde fico até sexta.
Claro, retiro muuuito tempo à minha família. Mas alguém tem que o fazer!

Desculpa, sabes que sou apologista das causas reivindicativas dos direitos dos cidadãos, mas o discurso dos professores (com quem sou muito solidária, porque dão muito às minhas filhas), tem sido enfadonho...

Desculpa lá o desabafo miguinha


Gravatar É o degredo total... INACREDITÁVEL!!!




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