Homofobia: combate a d@s outr@s, cura a tua!
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Muito bem.
/me |
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11.23.07 - 11:15 am | #
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Quem fala assim não é gago!
Parabéns, Sérgio e um abraço.
Captain James T. Kirk |
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11.23.07 - 11:22 am | #
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Portanto Sérgio, só as minorias religiosas, clubísticas, sexuais, alimentares, étnicas ... o que e que isso signifique num mundo globalizado cada vez mais misturado e heterógeno, têm direito a se afirmarem??
Olha que isto é um princípio bem perigoso e muito pouco tolerante, típico dos sistemas totalitários e de pendamento único. Qualquer dia vivemos numa ditadura do políticamente correcto que só serve para alimentar ainda mais os tabus e a segregação. Isto faz-me lembrar os anúncios da Benetton e a falsa polémica gerada à volta deles. De repente caiu tudo em cima deles, a Igreja, os conservadores, etc. A vossa reacção é precisamente a mesma.
Migas |
11.23.07 - 12:24 pm | #
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Migas, o que dizes é absurdo. Não é comparável a emancipação de um grupo social discriminado, com outro que é maioritário, hegemónico e que mantém uma cultura de opressão do primeiro. Ninguém está afalar de "afirmação" senão tu. Mantenho: o movimento LGBT nunca afirmou um orgulho em função da sua orientação sexual. Mas furou em dez anos um muro de invisibilidade e tabú que havia em torno da homossexualidade e dos direitos negados a gays, lésbicas, bi e trans.
Queres convencer-me de que homossexuais e heterossexuais têm as mesmas oportunidades nesta sociedade? Que a cultura dominante não continua a ser de promoção da heterossexualidade e de discriminação da homossexualidade? Nessa não caio.
sérgio vitorino |
11.23.07 - 1:11 pm | #
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Isto agora é um pequeno à-parte, que não tem muito a ver com o post, mas, já pararam para pensar que em Portugal é CRIME, estender o braço direito em frente e acima?(EU NÃO SOU ADEPTO DA EXTREMA DIREITA) no entanto vivemos em democracia... Quando falas em orgulho branco esqueces-te que a raça com maior povoação do mundo é asiática. No entanto nunca ouvi falar em "Orgulho Amarelo"... Enfim, definitivamente, política não é para mim... Diz o texto deste post, que os grupos "LGBT" foram discriminados durante 2000 anos. E eu pergunto: Valeu a pena lutar? Ganharam reconhecimento social? penso que a resposta será afirmativa. Caro Sérgio, não me parece que o mais indicado seja falar nos mártires. Não me parece indicado falar constantemente em discriminação. Ninguém vive rotulado de Hetero, LGBT, ou seja o que for. No entanto temos de entender que nada irá mudar que as maiorias de estratos, olhem para outros grupos, com diferentes abordagens da vida, de forma diferente. E acredite Sérgio que esse "olhar de canto não é só com LGBT's.
Acho que neste momento só me posso despedir com um:
"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo (ou rachar a cabeça a alguém)"
Silva Torres |
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11.24.07 - 4:33 am | #
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Caro Silva Torres, obrigado pelo teu comentário. Ele parece-me, porém, um pouco contraditório... Reconheces a utilidade de termos lutado ao longo de muitos anos pelo reconhecimento da igualdade de direitos para a população LGBT e contra a discriminação, mas simultaneamente negas a utilidade dessa mesma luta... Não entendo...
sérgio vitorino |
11.24.07 - 1:06 pm | #
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pois , pois ...
o vosso post anterior diz muito da vossa mentalidade !!
tric |
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11.24.07 - 1:44 pm | #
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tric, se explicares a que te referes, poderemos debater...
sérgio vitorino |
11.24.07 - 1:53 pm | #
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Caro Sérgio, não era minha intenção contradizer-me pelo que passo a explicar: No meu entender, quando sabemos que ganhamos uma luta, temos de seguir em frente, sabendo que temos o reconhecimento, devendo sempre evitar caír numa elipse que nos leve sempre às mesmas lutas. vencemos, sigamos em frente. Força com os temas abordados, fiquei cliente do blog. Parabens.
Silva Torres |
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11.24.07 - 2:16 pm | #
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Caro silva Torres, o problema é que a luta contra a homofobia em Portugal está longe de ser ganha, e a campanha da TAGUS só o ilustrou.
É todos os dias...
sérgio vitorino |
11.24.07 - 3:11 pm | #
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Depois de 2000000... posts, gostava de voltar a perguntar a todos aqueles que estão tão revoltados com esta contra-campanha das Panteras o seguinte: Se o anúncio fosse "ORGULHO BRANCO" e pretendesse criar uma comunidade virtual de redes de encontro só para brancos (portanto ex-cluíndo não-brancos, entendamo-nos) - vocês achavam aceitável? Achavam que isto era liberdade de expressão?
Respondam de uma vez por todas a esta questão, em lugar de andarem a fugir com o rabo à seringa!!! PORRA!
Bruno Maia |
11.24.07 - 7:12 pm | #
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Já agora: falaram tanto em liberdade de expressão, respondam-me a isto: se eu hipoteticamente (porque tenho muito dinheiro) comprar um out-door no marquês do pombal e colar lá, em letras bem grandes a frase: " VIOLA, ESPANCA E MATA TODOS OS PRETOS E CHINESES QUE ENCONTRARES PELA FRENTE QUE ELES ESTÃO A ROUBAR-TE O PAÍS", deveria sair disto impune? deveria ser permitido?
Então e se eu fosse mais rico ainda e comprasse 10000 outdoors por todo o país para colocar lá a mesma frase? Continuaria impune? E se a seguir comprasse um canal de televisão na TV cabo em que 24/24h passasse imagens de incitamento ao ódio racista? Liberdade de expressão? Até quando? Até quanto?
É muito fácil passar por aqui, deixar uns post acusando este e aquele de extremista e defender à boca cheia a liberdade de expressão... O que é difícil é ter uma conversa séria sobre qual é a fronteira entre a razoabilidade e a liberdade? é um out-door no marquês ou um canal na TV cabo?
O que é mais importante, a liberdade de expressão afirmada aos sete ventos, ou a protecção contra as agressões verbais e a violência na comunicação? Quem tem mais direito ao quê? O racista a ter direito de incitar ódio através de cartazes ou o preto ou o chinês a ter direito a não sofrer na pele essa discriminação?
Bruno Maia |
11.24.07 - 7:23 pm | #
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Hum, Bruno, não discordando, acho que há o seu quê de perigoso na comparação ao Orgulho Branco, em termos de usar experiências alheias como mecanismo retórico.
Não que não perceba o paralelo que se tenta estabelecer, mas duvido que possas afirmar com firmeza que todos os afectados pelo racismo achem aceitável esse tipo de comparação bruta, e acho que pelo sim pelo não, por sensibilidade, mais valia evitar ir por aí...
E até porque a ideia de espaço engate hetero dá uma natureza um bocado diferente à coisa, que complica fazer essa comparação sequer.
D. |
11.25.07 - 7:21 pm | #
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E uma comunidade virtual de encontros só para muçulmanos?
Ou só para japoneses?
Ou um site só escrito em russo?
Ou uma discoteca só para maiores de 18 anos?
Ou um grupo de amigos só para... os amigos?
Ou um clube só para caçadores de perdiz?
Ou um grupo de pessoas que se entretem a dizer mal da Tagus e que não tem a mesma simpatia por quem não transige em achar que a Tagus não fez mal a minguém?
Acho que isto da Tagus prejudica muito as pessoas LGBT. Nem toda a gente precisa de que o mundo esteja por tudo e por nada a lembrar-se de que eles existem.
A Tagus quis perguntar "És hetero?" E depois? E se perguntasse: "Gostas de mulheres? Vem marcar encontro com elas!" Também era discriminação?
Prefiro não dizer, ok? |
11.27.07 - 2:09 am | #
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provavelmente era discriminação sim, das mulheres.
Sérgio Vitorino |
11.28.07 - 1:07 am | #
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perguntas palermas;
qual a diferença entre um cidadão e um consumidor?
as ruas, estações, paragens são espaços privados?
o telejornal é a realidade?
criticar conteudos é censura?
a discriminação positiva serve os interesses dos seus opositores?
copyripp é desobediencia civil?
há-de haver mais perguntas palermas, mas nao me alembro
Anonymous |
11.29.07 - 1:53 am | #
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e parafraseando o camarada cadeira rota, é político o que o povo SABE que é político, e pah, a tagus não sabe q a discriminação baseada na orientação sexual não normativa é assunto político (será q há duvidas que é político? desconfio q muita gente mesmo envolvida duvida que o privado também é publico, espreitem http://www.rue89.com/2007/11/08/...est-il-
francais e nem vou começar a dissertar sobre o nosso esforço cultural em manter as coisas ASSIM E HETERONORMATIVAS com as vantagens q até o papa reconhece, anyway), a gente ajuda, ou então implode o movimento e voltamos cada qual para o recato da sua caminha
anonimo (rosa-que-fuma) |
11.29.07 - 2:12 am | #
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Há 2 anos o Gay Parade de S.Paulo lançou uma campanha nas ruas para divulgação do evento. Sabem o que eles fizeram?? Colocaram sabonetes espalhados pela calçada com um papelinho. Quem quissesse ler a mensagem no papelinho teria que literalmente se dobrar para o fazer. Estão a ver a diferença? No Brasil a comunidade Gay usa a ironia e brinca com os estereótipos para normalizar a sua "diferença" e dar-se a conhecer num tom de humor e boa onda. Em Portugal, talvez por uma questão cultural e não só, acentuam-se os tabus.
Carioca de Limão |
11.29.07 - 8:54 am | #
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Carioca, isso é a cultura lgbt a brincar consigo própria. Não tem nada que ver com a campanha de uma marca de cerveja a brincar com os sentimentos heterossexistas hegemónicos da maioria da população portuguesa. Esses fazem mossa concreta todos os dias à vida de muita gente e não só a homossexuais, mas a toda a gente, porque impõem códigos limitadores e preconceitos que acabam por moldar todas as vivências e o conjunto da sociedade.
Sérgio Vitorino |
11.29.07 - 6:18 pm | #
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Por falar na questão do "orgulho branco", surgiu agora em Portugal a revista Afro, "dedicada à mulher de origem africana" (leia-se: negra ou mulata). E se se fizesse uma revista dedicada à mulher europeia branca? Já estou a ver os coros de protesto indignados, o Louçã a espumar de raiva na RTP1, o SOS Racismo indignadíssimo (que curiosamente nunca aceita queixas de racismo contra brancos), os processos judiciais que se seguiriam...
Wildfaun |
12.01.07 - 5:20 pm | #
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wildfaun, voltamos ao mesmo, historica e socialmente o racismo é de brancos contra os restantes. Não se podem comparar populações que têm estatutos diferentes, uns privilegiados e outros menorizados. A população branca já tem representação semi-hegemónicas, vai lá olhar outra vez para a embalagem do cerelac...
De qualquer forma, não tens razão sobre o SOS Racismo, de que sou membro - lembro-me de pelo menos um caso de uma agressão racista contra um branco, na sequência do assassinato do cabo-verdiano Alcino Monteiro por um grupode skinheads, que mereceu igual condenação.
Sérgio Vitorino |
12.07.07 - 11:04 am | #
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O que faz o racismo branco salientar-se mais (para além do politicamente correcto) é que são os negros que imigram para a Europa, tornando-se um grupo minoritário. Se fosse ao contrário não duvide que seria o racismo negro que mais se salientaria. Como é o caso da África do Sul, por exemplo, em que existe bastante racismo anti branco - nalguns casos até estatal. Já para não falar no racismo étnico que subsiste em muitas partes de África, que levou por exemplo a que Robert Mugabe prejudicasse os Ndebele. Ou o caso dos negros que assaltam comboios na linha de sintra mas que nunca assaltam negros...
Quanto à embalagem de cerelac, não sei qual é o problema. Decerto que no Congo a publicidade existente também é feita com negros.
Portanto meus amigos, se os negros podem celebrar a sua herança etnocultural, isso tem de se aplicar a todas as raças, incluindo a branca europeia.
O mesmo vale para o orgulho hetero, que na minha opinião é parvo, mas também creio ter sido apenas uma brincadeira por parte da marca. Agora comparar a Tagus ao Hitler e ao Ku Kux Klan? Por favor... Essa hipersensibilidade é-vos contraproducente até, creio que traz-vos antipatia de pessoas que de outro modo não o teriam.
Wildfaun |
12.07.07 - 8:17 pm | #
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Portanto para ti, as relações económicas entre os países do Norte e do Sul são justas, os interesses das multinacionais e das nações europeias e dos Estados Unidos não têm nada que ver com os conflitos armados e a fome em África (ou a imigração massiva), e não houve colonialismo, nem escravatura, e o cerelac no Congo mudou de embalagem? Hum... em que mundo vives?
Sérgio Vitorino |
12.09.07 - 11:38 am | #
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Está-me então a dizer que qualquer povo/raça que tenha cometido injustiças para com outrem não pode orgulhar-se da sua identidade?
Suponho então que pense que os muçulmanos do norte de áfrica não podem prgulhar-se da sua identidade já que entre 1500 e 1800 fizeram mais de um milhão de escravos europeus, nas frequentes razias marítimas que efectuavam.
Ou que os japoneses não possam orgulhar-se da sua pelas atrocidades que cometeram com os chineses?
E os italianos pelo imperialismo romano?
E isso acaba onde?
Que raio de argumento...
Wildfaun |
12.27.07 - 8:22 pm | #
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Não estou a falar de atrocidades históricas, estou a falar das atrocidades presentes.
sérgio vitorino |
12.28.07 - 1:43 pm | #
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