Eu consigo ter muitas sensações desagradáveis a ler Kant, mas não essa. É até bastante claro o que Kant pretende na CRPura. Em oposição os empiristas, ele pensa que nem todo o conhecimento substantivo (i.e., que não é meramente verbal ou conceptual) é *a posteriori*, dependente da experiência. Ou seja, pensa que há conhecimento substantivo a *priori*. O que pretende descobrir é como é possível esse conhecimento e quais são os seus limites. A sua resposta pode ser obscura e tortuosa em muitos aspectos, mas o problema até é bastante claro.

Pedro


Gravatar Por insondáveis caprichos do "haloscan", o comentário anterior não apareceu assinado, mas era meu.

Debulhado em lágrimas, só espero que, um dia, me possam perdoar.

JVA


Gravatar E, depois, note-se o adestramento na novilíngua: o Jaquim não experimenta; o Jaquim "experiencia". Provavelmente, também não obsta, "obstaculiza"; não recebe, "recepcionaliza"; e não vê ou visiona, "visionaliza".

E o pândego do Kant é que é aldrabão.

))


Gravatar Isto, valha a verdade, já dá para tudo. É uma parada de mirabolâncias a cada segundo.

É então isto um homem de escol - ou, se fizer questão de insistir no galicismo, de “élite”. E que, pormenor pitoresco, contribui inestimavelmente para o “debate racional de ideias” e se revela radicalmente isento dos pecadilhos que, na esteira da fecundíssima doutrina arrojiana, impossibilitam o debate entre “caths”: denota, nomeadamente, um aturado “estudo prévio”, uma formidável “capacidade de abstracção”, uma “focalização” assombrosa e uma capacidade heróica de evitar a “pessoalização” e os ataques "ad hominem", bem como os “excepcionalismos & particularismos”.

Moral da história: estão verdes, não prestam.

JVA


Gravatar "hahahahahahaha"? Mas há o quê?
Isto é que é uma besta!


Gravatar "Já vos aconteceu chegarem ao fim de um livro e não serem capazes de explicar o que é que o autor pretendia? Podem experienciar essa sensação lendo:

Immanuel Kant, Kritik der Reinen Vernunft (1781)
Friedrich Hegel, Phänomenologie des Geistes (1807)
Martin Heidegger, Sein und Zeit (1927)
" Joaquim

Caro Joaquim,

Só faltou mesmo acrescentar o PA a essa lista de autores... não consigo apreender, afinal de contas, a conclusão é que ele chegou, não consigo; admito ser problema meu.

Em face da inexistencia de conclusões do próprio, eu concluí que aos povos de cultura católica apenas resta o definhamento?

RB


Gravatar Anonymous | 07.03.09 - 10:13 am | #
Este comentário é meu.
Dragão


Gravatar Martin Heidegger, Sein und Zeit (1927)
.
Não consegui ler o livro todo, não cheguei ao fim.
.
Mas valeu a pena pela meia dúzia de pérolas que nele encontrei.
.
ccz


Gravatar "They say jump
Ya say how high
Ya brain dead
Ya gotta fuckin' bullet in your head"

Homem de Elite versao filosofo matarruano as quintas e side conas o resto da semana...

hahahahahahaha


Gravatar Olhe, Joaquim !. Repare outra vez na mirada que lhe está a fazer o Hegel da imagem elegida para acompanhar o post. Repare em que o raparigo depois de ouvir isto e ter a escrita no seu lado que até nem parece nem irritado minimamente por nao poder intervir. Mais bem o contrario. Como que ja da por coisa feita e conhecido o texto e nem se asombra...

A olhada e como se diz, bem expresiva.Ou como se diz que as veces nos fazem os prots. Mirarnos (com evidentes racoes) por acima do hombro...


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