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pedro, está rolando nas redações do Rio a notícia de que a Veja vai antecipar sua edição deste fim de semana, parece que vai sair já no sábado...adivinha...com outra grande bomba contra o PT, claro. acabei de saber esta informação. era de se esperar. o que vão aprontar desta vez? afe!
maira |
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10.19.06 - 4:09 am | #
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ahhhhhhhhhhh!!!!! nossa, cordel é foda-foda, foda²,³, o transfiguração tá animáu.
essa coisa de não agradar ouvidos doutras plagas é bobagem: a gente se atrai justo pelo que é diferente da cultura da gente. adoro e embandeiro e empunho os gaúchos porque o discurso tem (sometimes) meu sotaque, mas gostar do que nos formou é fácil, gostar de coisa nova é que deixa a gente meio embasbacado de perceber que aquilo tão diferente tá dentro da gente tbm.
m & v stanley eu tinha ficado encafifada com o título, que história tri.!
e
subiu numa planta /
no alto da pedra /
bem perto daqui /
e ficou por lá
!
denise |
10.19.06 - 8:45 am | #
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Ops, devia ter inserido aqui, tá lá embaixo:
Pedro, valeu pela resposta e pela gentileza, mas ainda insisto nessa martelação: práticas, éticas, políticas de esquerda e direita. Sua perspectiva é sempre muito rica, essa de olhar dentro, mas vejo vocês como formadores de opinião pública, e sei que podem inserir, mesmo subjetivamente, alguns valores nos textos, ainda que os chefes, novos sensores, gostem de passar a tesourinha. Tem que ser um movimento de todos, pra que um mauricinho não venha pegar o emprego do outro. Uma união de classe onde essas coisas possam ser discutidas abertamente para que se criem mecanismos legais de proteção à perseguição ideológica, por exemplo. A classe jornalística é que vai salvar o povo dessa sujeira das informações. Toda mudança exige uma dose de sacrifício, não é fácil ser coerente, não se vender, mas é preciso. Aí não tem fundinho da alma não, tem prática, transformação coletiva, caso contrário tudo se justifica - eu trabalho pra direita mas no fundinho sou de esquerda? De que vale? A revolução privada é muito pouco pras urgências desse mundo. Ps: vcs arrebentam no texto, sempre fico admirada. Abraços, Samira.
samira |
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10.19.06 - 9:38 am | #
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mais um belo texto, pas. viva!
pas, um off-topic, nem tão off assim, momento "propaganda":
o poeta e jornalista maranhense (radicado em são paulo) celso borges lança hoje, às 19h, o livro-cd "música", na escola de música lilah lisboa, em são luís-ma. do disco, participam mais de cinqüenta artistas-músicos-poetas-etc.; entre estes, lirinha e clayton barros, do cordel.
tu já (ou)viste/leste esse disco/livro? tá lindo, tá lindo, tá lindo...
abração!
zema ribeiro |
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10.19.06 - 9:55 am | #
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pedro, qual é mesmo teu email da carta capital?
dafne |
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10.19.06 - 12:43 pm | #
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Só pra complementar, aquela carta aberta do Arbex Jr., se for verdadeira, é uma denúncia grave, estou cada vez mais chocada, não sabia que era assim, o conselho editorial define quem vai defender e todos seguem. O leitor se fica sabendo disso, que o jornal que ele compra segue uma linha que vem de cima, obrigatória, deve primeiro boicotar, parar de comprar, e depois perguntar a troco de quê o jornal está defendendo este ou aquele, quanto foi, qual foi o acordo, quem vai levar. Isso é um crime grave para o leitor, porque ele não quer comprar um dossiê, ele acredita que a imprensa é um serviço de informação. Não se faz uma denúncia dessas sem conseqüência, é como contar que presenciou um crime, isso não é postura ideológica, é corrupção das piores. Errei lá em cima no "sensores", antes fossem que "censores". Precisamos de mais "sensores" detectando questões seríssimas, doa a quem doer.
samira |
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10.19.06 - 2:12 pm | #
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A Interlândia é aqui. O Brasil. Fiquei pensando sobre como a música popular tem uma ligação forte com o local onde ela é criada mas ao memso tempo essa ligação as vezes é tão obscura. Talvez essa ligação de d6e as vezes com a própria negação. Cordel é realmente muito bom.
Henrique |
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10.19.06 - 2:29 pm | #
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ei, não vai dar pra responder direito agora, mas, samira: o que é essa carta aberta do arbex jr., que eu não sei??? mostra pra gente??
p.s. para maira: já tô até acostumado com a boataria semanal sobre a "bomba" que a "veja" vai trazer no próximo fim-de-semana, isso já parece até estratégia publicitária da própria revista, né? afinal, é uma revista ou é um avião bombardeiro de guerra?
p.s. para samira: adorei o ato falho/trocadilho/ambiguidade entre "censores" e "sensores", hehehe. acho que é exatamente desse nosso trânsito entre essas duas pontas opostas (embora de igual pronúncia) que andamos tratando o tempo todo... (ah, e digo "nosso" com e sem ato falho, porque estou falando de TODOS nós, de QUALQUER profissão, de qualquer ideologia, de qualquer mirante do mundo em que estejamos estacionados...)
pedro alexandre sanches |
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10.19.06 - 2:46 pm | #
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recebi, mas não sei se é verdade (não acredito mais em nada até ver...)
CARTA DE JOSÉ ARBEX JR. SE DESLIGANDO DE BRASIL DE FATO
Car@s,
Com grande e sincero pesar, cumpro o dever de comunicar o meu desligamento voluntário do conselho editorial do jornal Brasil de Fato, pelas razões expostas abaixo. Não se trata, em absoluto, de uma ruptura com o jornal, com quem pretendo manter uma relação de colaboração; nem é de ruptura com os movimentos que sustentam politicamente o jornal, que continuam a merecer toda a minha admiração e respeito. Trata-se, apenas, de honestidade política e intelectual. Não quero nem posso ver o meu nome publicamente associado a uma linha editorial que julgo absolutamente errada e nefasta para a luta dos trabalhadores e jovens brasileiros. Não assumo e nem quero assumir nenhuma responsabilidade por essa linha.
Grato,
Abraços.
1. Em 2003, estava corretíssima a linha editorial do "governo em disputa". Era uma linha que permitia ao jornal dialogar com os seus leitores, à época completamente iludidos com o governo Lula. Quando o jornal pedia que Lula rompesse com a burguesia, caminhava ao lado de seus leitores, de forma a conduzi-los para a conclusão inevitável de que jamais haveria tal ruptura. Era uma linha pedagógica. Para usar uma expressão leninista, tratava-se de "combater as ilusões no terreno das ilusões". Por isso estavam errados, naquela ocasião, o PSTU e outros que adotaram uma postura vanguardista, denuncista e isolada dos movimentos sociais.
2. Em 2006, a situação é outra. Nosso leitor médio já sabe, muito bem, qual é a vocação, a natureza e a prática do governo Lula. Não há mais o que esperar do governo dos transgênicos, do Haiti, dos mais espetaculares lucros do sistema financeiro, da privatização das reservas de petróleo da bacia de Campos etc. etc. etc. Aliás, há sim o que esperar: mais desmandos, mais humilhações, mais corrupção, mais degradação moral da esquerda.
3. Apesar disso, o jornal ainda mantém a linha do "governo em disputa". A edição 188 traz uma capa repugnante. Metade dela é dedicada a uma foto-pôster de um Lula disfarçadamente constrangido pelo abraço de uma senhora explicitamente emocionada. A outra metade traz um editorial envergonhadamente lulista. Duda Mendonça qualificaria a capa como excessivamente pró-Lula. E a tal capa não é um caso isolado. A edição 187, por exemplo, diz que "desvios de petistas fortalecem a direita". Errado. É o PT inteiro, sua prática inteira, o governo Lula inteiro, que "fortalece a direita". A votação em Alckmin não é o resultado de uma burrada de última hora, mas sim de quatro anos de frustrações e decepções.
4. Sim, há o argumento de que "muitos ainda estão iludidos". Sei, e o nosso papel, suponho, é nivelar a consciência por baixo... Não acredito nisso. Estamos no final de 2006, quando milhões já fizeram sua experiência com Lula, e não no início de 2003, quando ninguém ainda sabia ao certo o que iria acontecer. Esse argumento é inaceitável.
5. Há o argumento de que Lula é menos pior do que Alckmin. Talvez. Mas, nesse caso, não deveriam tentar encontrar, com grandes e potentes lupas, os tais "pontos positivos" no governo Lula (supostamente, sua política externa, o aumento do salário mínimo e outras mistificações e blá-blá-blás semelhantes), pois isso significa alimentar ilusões. Deveriam apenas dizer, se fosse o caso: entre o péssimo e o pior, ficamos com o péssimo, só por não ser o pior. E ponto final.
6. Mas sequer é o caso de propor o voto no "menos pior", por uma razão muito simples e trágica: o preço que teremos que pagar por essa proposta. Governos de colaboração de classe são, historicamente, a ante-sala do fascismo. Foi assim na Espanha e França, nos anos 30; em 1964, no Brasil; em 1973, no Chile. Será sempre assim, pois governos de colaboração de classe têm, por vocação, desarmar os trabalhadores, corromper suas lideranças, conduzir os movimentos sociais à prostração e à passividade, mediante a distribuição das migalhas que sobram dos banquetes dos ricos. É o que faz o bolsa-família, por exemplo, defendido como o auge da virtude pública por antigos trabalhadores e sindicalistas, hoje burocratas corruptos regiamente pagos pelo Estado. É emblemática a frase do antigo presidente da CUT, Jair Menegueli: "Ganho hoje R$ 20.000,00 por mês; é muito para o que eu ganhava antes, mas é muito menos do que ganha a Xuxa". Lula gosta de dizer que o seu governo fez em 4 anos
n muito mais do que o de FHC em 8. Isso é uma verdade absoluta, em pelo menos um caso específico: em 4 anos, ele causou uma devastação maior na esquerda, do que os 8 anos de FHC... e os 20 de ditadura militar. Pedir o voto em Lula, em 2006, é manter as ilusões no mais espetacular e eficaz governo de colaboração de classe instituído na América Latina contemporânea. É um ato de suicídio político."
4. Sim, há o argumento de que "muitos ainda estão iludidos". Sei, e o nosso papel, suponho, é nivelar a consciência por baixo... Não acredito nisso. Estamos no final de 2006, quando milhões já fizeram sua experiência com Lula, e não no início de 2003, quando ninguém ainda sabia ao certo o que iria acontecer. Esse argumento é inaceitável.
5. Há o argumento de que Lula é menos pior do que Alckmin. Talvez. Mas, nesse caso, não deveriam tentar encontrar, com grandes e potentes lupas, os tais "pontos positivos" no governo Lula (supostamente, sua política externa, o aumento do salário mínimo e outras mistificações e blá-blá-blás semelhantes), pois isso significa alimentar ilusões. Deveriam apenas dizer, se fosse o caso: entre o péssimo e o pior, ficamos com o péssimo, só por não ser o pior. E ponto final.
6. Mas sequer é o caso de propor o voto no "menos pior", por uma razão muito simples e trágica: o preço que teremos que pagar por essa proposta. Governos de colaboração de classe são, historicamente, a ante-sala do fascismo. Foi assim na Espanha e França, nos anos 30; em 1964, no Brasil; em 1973, no Chile. Será sempre assim, pois governos de colaboração de classe têm, por vocação, desarmar os trabalhadores, corromper suas lideranças, conduzir os movimentos sociais à prostração e à passividade, mediante a distribuição das migalhas que sobram dos banquetes dos ricos. É o que faz o bolsa-família, por exemplo, defendido como o auge da virtude pública por antigos trabalhadores e sindicalistas, hoje burocratas corruptos regiamente pagos pelo Estado. É emblemática a frase do antigo presidente da CUT, Jair Menegueli: "Ganho hoje R$ 20.000,00 por mês; é muito para o que eu ganhava antes, mas é muito menos do que ganha a Xuxa". Lula gosta de dizer que o seu governo fez em 4 anos
muito mais do que o de FHC em 8. Isso é uma verdade absoluta, em pelo menos um caso específico: em 4 anos, ele causou uma devastação maior na esquerda, do que os 8 anos de FHC... e os 20 de ditadura militar. Pedir o voto em Lula, em 2006, é manter as ilusões no mais espetacular e eficaz governo de colaboração de classe instituído na América Latina contemporânea. É um ato de suicídio político.
7. Fizemos, mais ou menos, essa discussão na reunião do conselho [editorial], sábado passado. Venceu a proposta de apoio a Lula. Não tenho mais o que fazer em tal conselho. Antes que me acusem de "intransigência", "birra", "radicalismo" etc., lembro que já perdi muitas vezes em votações realizadas no conselho. Na verdade, perdi quase todas as vezes. Fui voto único contra o lançamento do jornal no fórum de Porto Alegre, perdi ao propor o encerramento do jornal-papel etc. De fato, não me lembro de ter vencido uma única vez, sempre que manifestei divergência do senso comum. Nada disso me fez deixar o conselho. Mas, agora, o Rubicão foi atravessado. Eu me recuso a emprestar o meu nome a um chamado que visa perpetuar um governo sórdido de conciliação de classe.
Lamento, mas é isso.
Abraços.
José Arbex Jr.
samira |
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10.19.06 - 3:04 pm | #
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Desculpem a sujeira, aqui ela está certinha:
CARTA DE JOSÉ ARBEX JR. SE DESLIGANDO DE BRASIL DE FATO
Car@s,
Com grande e sincero pesar, cumpro o dever de comunicar o meu desligamento voluntário do conselho editorial do jornal Brasil de Fato, pelas razões expostas abaixo. Não se trata, em absoluto, de uma ruptura com o jornal, com quem pretendo manter uma relação de colaboração; nem é de ruptura com os movimentos que sustentam politicamente o jornal, que continuam a merecer toda a minha admiração e respeito. Trata-se, apenas, de honestidade política e intelectual. Não quero nem posso ver o meu nome publicamente associado a uma linha editorial que julgo absolutamente errada e nefasta para a luta dos trabalhadores e jovens brasileiros. Não assumo e nem quero assumir nenhuma responsabilidade por essa linha.
Grato,
Abraços.
1. Em 2003, estava corretíssima a linha editorial do "governo em disputa". Era uma linha que permitia ao jornal dialogar com os seus leitores, à época completamente iludidos com o governo Lula. Quando o jornal pedia que Lula rompesse com a burguesia, caminhava ao lado de seus leitores, de forma a conduzi-los para a conclusão inevitável de que jamais haveria tal ruptura. Era uma linha pedagógica. Para usar uma expressão leninista, tratava-se de "combater as ilusões no terreno das ilusões". Por isso estavam errados, naquela ocasião, o PSTU e outros que adotaram uma postura vanguardista, denuncista e isolada dos movimentos sociais.
2. Em 2006, a situação é outra. Nosso leitor médio já sabe, muito bem, qual é a vocação, a natureza e a prática do governo Lula. Não há mais o que esperar do governo dos transgênicos, do Haiti, dos mais espetaculares lucros do sistema financeiro, da privatização das reservas de petróleo da bacia de Campos etc. etc. etc. Aliás, há sim o que esperar: mais desmandos, mais humilhações, mais corrupção, mais degradação moral da esquerda.
3. Apesar disso, o jornal ainda mantém a linha do "governo em disputa". A edição 188 traz uma capa repugnante. Metade dela é dedicada a uma foto-pôster de um Lula disfarçadamente constrangido pelo abraço de uma senhora explicitamente emocionada. A outra metade traz um editorial envergonhadamente lulista. Duda Mendonça qualificaria a capa como excessivamente pró-Lula. E a tal capa não é um caso isolado. A edição 187, por exemplo, diz que "desvios de petistas fortalecem a direita". Errado. É o PT inteiro, sua prática inteira, o governo Lula inteiro, que "fortalece a direita". A votação em Alckmin não é o resultado de uma burrada de última hora, mas sim de quatro anos de frustrações e decepções.
4. Sim, há o argumento de que "muitos ainda estão iludidos". Sei, e o nosso papel, suponho, é nivelar a consciência por baixo... Não acredito nisso. Estamos no final de 2006, quando milhões já fizeram sua experiência com Lula, e não no início de 2003, quando ninguém ainda sabia ao certo o que iria acontecer. Esse argumento é inaceitável.
5. Há o argumento de que Lula é menos pior do que Alckmin. Talvez. Mas, nesse caso, não deveriam tentar encontrar, com grandes e potentes lupas, os tais "pontos positivos" no governo Lula (supostamente, sua política externa, o aumento do salário mínimo e outras mistificações e blá-blá-blás semelhantes), pois isso significa alimentar ilusões. Deveriam apenas dizer, se fosse o caso: entre o péssimo e o pior, ficamos com o péssimo, só por não ser o pior. E ponto final.
6. Mas sequer é o caso de propor o voto no "menos pior", por uma razão muito simples e trágica: o preço que teremos que pagar por essa proposta. Governos de colaboração de classe são, historicamente, a ante-sala do fascismo. Foi assim na Espanha e França, nos anos 30; em 1964, no Brasil; em 1973, no Chile. Será sempre assim, pois governos de colaboração de classe têm, por vocação, desarmar os trabalhadores, corromper suas lideranças, conduzir os movimentos sociais à prostração e à passividade, mediante a distribuição das migalhas que sobram dos banquetes dos ricos. É o que faz o bolsa-família, por exemplo, defendido como o auge da virtude pública por antigos trabalhadores e sindicalistas, hoje burocratas corruptos regiamente pagos pelo Estado. É emblemática a frase do antigo presidente da CUT, Jair Menegueli: "Ganho hoje R$ 20.000,00 por mês; é muito para o que eu ganhava antes, mas é muito menos do que ganha a Xuxa". Lula gosta de dizer que o seu governo fez em 4 anos
muito mais do que o de FHC em 8. Isso é uma verdade absoluta, em pelo menos um caso específico: em 4 anos, ele causou uma devastação maior na esquerda, do que os 8 anos de FHC... e os 20 de ditadura militar. Pedir o voto em Lula, em 2006, é manter as ilusões no mais espetacular e eficaz governo de colaboração de classe instituído na América Latina contemporânea. É um ato de suicídio político.
7. Fizemos, mais ou menos, essa discussão na reunião do conselho [editorial], sábado passado. Venceu a proposta de apoio a Lula. Não tenho mais o que fazer em tal conselho. Antes que me acusem de "intransigência", "birra", "radicalismo" etc., lembro que já perdi muitas vezes em votações realizadas no conselho. Na verdade, perdi quase todas as vezes. Fui voto único contra o lançamento do jornal no fórum de Porto Alegre, perdi ao propor o encerramento do jornal-papel etc. De fato, não me lembro de ter vencido uma única vez, sempre que manifestei divergência do senso comum. Nada disso me fez deixar o conselho. Mas, agora, o Rubicão foi atravessado. Eu me recuso a emprestar o meu nome a um chamado que visa perpetuar um governo sórdido de conciliação de classe.
Lamento, mas é isso.
Abraços.
José Arbex Jr.
samira |
Homepage |
10.19.06 - 3:09 pm | #
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samira, vou ler assim que puder!
mas outro assunto que não consigo esperar: o colunista-blogueiro d'"o globo", jorge bastos moreno, finalmente desceu das tamancas e se pôs a lavar a roupa que ele jura que já tá limpinha, limpinha da silva. olha só o tópico (e prest'enção no título, ele tá falando com tu) "conversa na madrugada com o leitor":
http://oglobo.globo.com/online/b...e/blogs/moreno/
márcia, a QUARTA PAREDE monolítica da imprensa/mídia QUEBROU!!!! viva bertolT brecht! [que, não à toa, foi acusado nalgum lugar de algum jornal de hoje de ser (ou melhor, ter sido, alguém que "não é flor que se cheire", hahahahahahaha...]
pedro alexandre sanches |
Homepage |
10.19.06 - 3:14 pm | #
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O Sr. Arbex tem todo o direito de romper com quem quiser, mas fazer essas acusações ao governo Lula, usando os argumentos da direita, é cair no que ele mesmo acusa - um ato de suicídio político. Não conheço o sujeito, a não ser de leitura, mas o tom me sugeriu alguém que foi preterido em alguma coisa, que tinha algumas pretensões que não viu realizadas. E o pior é que fiquei sem ter a menor noção do que, afinal, ele quer, do que acha justo e correto. Achei a justificativa para o desligamento ultrapassada, stalinista. A carta é de afastamento do jornal, mas fala em eleições. Li e reli e cheguei à conclusão de que, ou ela prega o voto nulo ou o voto em Alckmin. Quer saber? achei o cara um puta chato, o zé do contra. O verdadeiro ativista não cai fora, não. Fica pra ajudar a mudar o que acha que está errado. Fazer beicinho e cair fora é covardia.
Marcio Gaspar |
10.19.06 - 3:42 pm | #
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sensacional, também, esta matéria do bob fernandes no "terra magazine" (obrigado à cynara por chamar minha atenção!):
http://terramagazine.terra.com.b...-
EI6578,00.html
um trecho (ou eu devia dizer "pedaço"?...):
"Terra Magazine - O que aconteceu com o seu dedo?
Daniela Tristão - Uma tucana louca me arrancou o dedo a dentadas.
Como começa essa história?
Saí da caminhada de apoio ao presidente Lula que começou no Posto 9, em Ipanema, e terminou no Baixo Leblon, então passei no Bracarense e fomos, eu, meu marido, e os amigos Mirna e Zé, para o Jobi...
...chegando lá...
...fomos recebidos com vaias.
Por quê?
Porque na minha camiseta e na da Mirna tinha escrito "Lula sim". O clima estava pesado, e começaram a gritar: "baranga do PT", "vai embora, ladra", "cambada de corruptos", e nós nos assustamos, porque não conhecíamos aquelas pessoas. Essa mulher começou a gritar comigo, eu disse que ela era mal-educada, grosseira.
E como é que a maionese desandou?
O clima foi ficando ainda mais pesado, um senhor de uns 60 anos ameaçou me jogar um prato e nós resolvemos deixar o Jobi. Quando eu estava abrindo a porta do meu carro, a tucana louca me atacou.
Atacou como?
Começou a me morder e arrancou a última parte do meu dedo anular esquerdo. Foi uma cena terrível.
Descreva, por favor...
De repente, era um chafariz de sangue, o meu dedo no chão e a amiga da tucana louca atacando o meu marido, tentando arrancar o chapéu dele...
...e o capítulo seguinte...
...fui para um hospital da Farme de Amoedo, eles não tinham cirurgião, mas botaram o meu dedo no gelo e então fui para o hospital São Lucas, em Copacabana. Só que, como tinha sido arrancado até o osso, não teve como ser feito o implante. Agora, vou fazer um enxerto.
A senhora foi à polícia, inquérito foi aberto, tudo isso?
Tudo isso. Loucos como essa mulher não podem estar soltos nas ruas.
E agora?
Agora, hoje à noite (terça-feira), vou ser recompensada.
Como?
Estou no Canecão, onde haverá um encontro de artistas e intelectuais com o presidente Lula e eu serei apresentada a ele".
(no link acima tem foto dela ao lado de lula e marisa.)
pedro alexandre sanches |
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10.19.06 - 4:38 pm | #
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o dia em que o gigante golias se dignou (por "livre" e "espontânea" "vontade") a contestar o pequenino davi:
http://observatorio.ultimosegund...p?
cod=403JDB010
(e destaque especial e delicioso, também, ao davi do davi - ou seja, à caixa de comentários de vossas excelências, os leitores uau!)
pedro alexandre sanches |
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10.19.06 - 4:51 pm | #
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uma das magníficas leitoras da carta de ali kamel:
"Lola Aronovich , Florianópolis-SC - doutoranda, professora
Enviado em 19/10/2006 às 2:38:59 PM
Pois é, a Globo está sempre acima de qualquer suspeita. Às vezes leio comentários de que a Carta Capital não é confiável por ser mais de esquerda e defender interesses de esquerda. Mas e órgãos de imprensa como Estadão, Folha, Veja, e Globo defendem os interesses de quem, do povo? Vamos a um exemplo, o caso da jornalista tucana que arrancou o dedo de uma publicitária petista, no domingo. Ontem saiu uma notinha na Folha, mas só hoje o Estadão decidiu publicar alguma coisa. Tá na página A9. O título é de uma imparcialidade a toda prova: 'Segundo turno trouxe radicalização de ânimos'. Subtítulo: 'Episódio em que publicitária teve dedo arrancado reedita clima de confronto ideológico no Rio'. Chamada no meio do texto: 'Para psicanalista, polarização entre esquerda e direita partiu de Lula'.
Não é preciso estudar Análise do Discurso para ver o que o jornal quer dizer. Não é bem que uma eleitora tucana atacou uma petista. Trata-se de uma atmosfera normal, onde todos são radicais, petistas mais que tucanos, lógico, os ânimos estão exaltados, sabe como é, foi o Lula quem causou isso, como diz o tal psicanalista, e a consequência natural dessa radicalização é que uma 'publicitária teve dedo arrancado'. Notem o passivo. Não é que alguém atacou, mordeu e arrancou o dedo da publicitária, é que o dedo foi arrancado, assim, nhac, naturalmente, aconteceu, ué. [hahaahahahahahha!, bravo, professora!] E no subtítulo fica claro que isso está restrito ao Rio, porque os tucanos de SP devem ser mais civilizados.
Gostaria que vcs fizessem um esforço e imaginassem que uma petista arrancasse o dedo de uma tucana. O que sairia nos jornais? Sairia algo cinco dias depois do fato, na página A9, com linguagem passiva, ou na manchete da primeira página, com direito a editorial exigindo prisão perpétua pros xiitas do PT? Será que o artigo falaria de 'radicalização de ânimos', ou o plural só é oportuno quando a vítima é petista? E como explicar que uma publicitária vote no Lula? Então não são todos os eleitores dele analfabetos e pobres? Ah, será que ela tem emprego em estatal? Essa é a única explicação!".
putz, que monumental a construção coletiva de pensamento que estamos promovendo via internet, hein?! dias nervosos, mas dias felizes!
pedro alexandre sanches |
Homepage |
10.19.06 - 5:15 pm | #
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Um off-topic:
LULA - A minha dúvida é saber não apenas de onde veio o dinheiro, mas quem arquitetou esse plano. Isso é um plano. É uma estratégia política. Alguém arquitetou e meia dúzia de pessoas que se achavam inteligentes morderam a isca. Eu não posso acusar ninguém. Só estou dizendo o seguinte: eu tenho a suspeita de que algo estranho aconteceu nesse ninho. E eu só quero que a PF cumpra com a sua função.
Um on-topic:
Assisti, no carnaval de Recife, a uma apresentação do Cordel do Fogo Encantado. Foi uma catarse. Já tinha visto eles em Sampa, onde uma porção de playboyzada-bicho-grilo compareceu. Mas nada se comparou a essa apresentação no Recife Antigo. Eles são venerados, como deuses. Os recifenses/nordestinos conhecem as letras deles de cor. Como se fossem hinários. E foi lindo de morrer quando chamaram ao palco o Coco Raízes de Arcoverde para cantarem juntos. Momento de consagração.
Dunha |
10.19.06 - 5:17 pm | #
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Muito, MUITO bom!!!
Pedro Struchi |
10.19.06 - 5:19 pm | #
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Pô, apareceu alguém no meu caminho, hehe, era pro post de cima...
Pedro Struchi |
10.19.06 - 5:24 pm | #
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off topic...
Pedro, como sobrou uma graninha, assinei a -Carta Capital-. A -Piauí- tb. Pra poder debater com meu irmão q assina a -veja-. Depois eu digo quem venceu a parada.
beron |
10.19.06 - 6:04 pm | #
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pedro, tô correndo hoje porque eu vou lá no debate e é cheio de fricote para entrar.
mas eu sou radicalmente contra essa coisa de jornalista não declarar voto. nunca aceitei, desde o meu primeiro emprego, com 17 anos. falo para o meu patrão e para todos os meus entrevistados e me dou o direito de usar a camiseta, brochinho ou o raio-que-o-parta do partido que eu mais gosto.
eu sou pessoa antes de ser jornalista. minha existência abrange minhas convicções e preferências. se alguém não gostar, contrate um robô da família jetson para fazer o meu trabalho. é desonestro sonegar essa informação.
a coisa é que em todos os lugares isso era veladamente proibido e condenado, mas nunca ninguém me proibiu de fazer isso. nem quando eu cobri uma greve de metalúrgico de cima do caminhão de som, abraçada com o lula e gritando "o povo unido jamais será vencido". só me pediram para ter bom senso e não fazer parecer que eu fazia isso a mando do patrão.
e as matérias foram melhores que o resto porque eu ganhei acesso tanto a patrões quanto a empregados. todo mundo que é poderoso valoriza trabalhador que não tem vergonha de si mesmo. muitos deles já foram isso quando eram jovens.
agora, cês estão mal de imprensa, hein? o lance do dedo da menina foi um escândalo no rio faz dias!!! saiu em tudo quanto é canto: rádios, tvs locais. o jornal o dia cobriu na mesma hora, colocou lá no começo da semana. imprensa é só a folha, é?
madamada |
10.19.06 - 6:04 pm | #
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mais umas manifestações legais dos leitores da carta do ali kamel, no observatório da imprensa:
"Clerton de Castro e Silva , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 19/10/2006 às 5:15:21 PM
A poderosa rede Globo contestou a pequena Carta Capital? Pensei que nunca iria ver isso na minha vida. Alguma coisa está ficando diferente neste País."
"Fábio Martins , Campinas-SP - Func. Público
Enviado em 19/10/2006 às 4:24:20 PM
A verdade verdadeira, Ali Kamel, é que toda a grande mídia foi pega com a boca na butija (ou seria boca na fotografia...) e agora ficou difícil explicar o inexplicável... A coisa fedeu e repercutiu muito, menos na mesma grande imprensa. Por que será? Não é preciso ter QI de Einstein para ver que o silêncio constrangedor diz tudo. Mas o pior de tudo isto é que a mais funesta conseqüência de toda esta brincadeira imoral (para usar de um eufemismo) que vocês estão fazendo será provocar um estrago muito grande na credibilidade da imprensa e na confiança popular no jogo democrático. Será que não dá pra perceber que vocês estão mexendo com fogo?"
"Stanley Burburinho , San Jose-IN - Professor
Enviado em 19/10/2006 às 4:55:13 PM
Não sejamos injustos com a TV Globo. Só porque o Garibaldi Alves Filho - RELATOR DA CPI DOS BINGOS é dono da Televisão Cabugi (RN) - http://intertvonline.globo.com/ que é retransmissora da Globo, e o Tasso Jereissati (CE), PRESIDENTE NACIONAL DO PSDB, que é dono da TV Verdes Mares que é retransmissora da TV Globo - http://verdesmares.globo.com/v3/...om/v3/
index.asp e o Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) que é dono das Televisão Bahia, retransmissora da TV Globo em Salvador (BA), TV Subaé, em Feira de Santana (BA), Televisão Conquista, em Vitória da Conquista (BA) que são retransmissoras da Globo e todos serem da oposição, não significa que a Globo vai deixar de ser imparcial. É mera coincidência.
Também não podemos achar que a Globo deixou de ser imparcial só porque na última sexta-feira 13, no Globo Repórter, se perguntava se o número "13" dava azar ou não. É só coincidência com o número do PT que também é 13. Não tem nada de subliminar nisso. Não podemos dizer que é parcialidade só porque a TV Globo e rádio, nos intervalos comerciais, quando a emissora se prepara para retomar o controle das retransmissoras para veicular comerciais nacionais e, para evitar qualquer problema de sincronização com as retransmissoras, a rádio Globo coloca no ar, para todo o Brasil, comerciais de CDs da Som Livre, que é uma empresa da Globopar, tipo Malhação, trilha de novelas, etc e, ultimamente, tem veiculado um comercial de lançamento de um CD da Som Livre com músicas da década de 90 e a primeira música que toca para ilustrar o conteúdo é "Os Alquimistas estão chegando..." do Jorge Ben-Jor. Aqui, também, não vi nada de subliminar.
Acho a maior injustiça dizer que O Globo está fabricando manchete para a campanha do Alckmin, só porque ontem, mesmo antes da edição do jornal sair, A campanha do Alckmin na TV já entrou com cenas da manchete de primeira página do Jornal O Globo do dia seguinte, com o seguinte texto: PT USARÁ FACÇÃO DO CRIME PARA ABAFAR DOSSIÊ, mesmo sem ter tempo razoável para entrega do material de campanha dos partidos na TV que vai gerar em rede nacional de TV o material de campanha.
Dizer que isso só aconteceu porque os ex-globais os jornalistas Luis Gonzales e Woile Guimarães sócios da GW, produtora que trata do marketing político da campanha do Alckmin usaram de seu trânsito na emissora geradora e Woile Guimarães foi diretor do Globo Repórter e, também, porque a GW já estava na porta da PF de São Paulo, mesmo antes dos presos no Íbis chegarem? Foi mera coincidência. Vejam que malvadeza dizer que a Globo é parcial só porque em 2002 ela mostrou em primeira mão, no JN, as imagens do dinheiro da Roseana Sarney, que a PF tinha apreendido, dizendo ser ilegal mas, ficou provado que não era ilegal e os envolvidos na época são os mesmos do caso dossiê: Serra, o procurador Mario Lucio Avelar, a PF e Globo. É tudo coincidência."
pedro alexandre sanches |
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10.19.06 - 10:32 pm | #
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ninguém ai tem o video do debate entre o mino carta e o clóvis rossi?
acho que desde a época dos ataques, quando aportei aqui pela primeira vez, não via a internet tão divertida.
e eu assistindo a televisão (coisa que faço quando vou do quarto pra cozinha, e vejo a propaganda tucana dizendo que o dossiê era contra o ALCKMIN? não dá pra acreditar que eles tão subestimando a inteligência do povão desse jeito.
Ian. |
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10.20.06 - 10:25 am | #
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é evidente que as organizações globo fazem campanha pro-alckmin, usando muitas vezes meios sujos para isso.
como é evidente tb que a carta capital é simpatica ao governo lula, sem que isso , até então , houvesse prejudicado seu jornalismo sério e competente.
Agora não dá para acusar a globo de praticas tortas e sujas, e por um lapso sei lá de que permitir dentro de sua redação que se faça o mesmo: editar para tornar a coisa mais preciosa...bola foríssima da carta capital.
leo |
10.20.06 - 11:28 am | #
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ah, léo, peraí!
uma coisa é a carta capital assumir em editorial sua posição política, evidenciando inclusive suas discordâncias com o lado que apóia.
outra coisa é se vestir com o manto diáfano da imparcialidade e querer que o povo acredite que ali está expressa "a verdade", não a "sua verdade".
uma coisa é tomar partido com transparência.
outra coisa é se disfarçar de neutro.
Alessandra Alves |
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10.20.06 - 12:38 pm | #
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ah, léo, peraí!
uma coisa é a carta capital assumir em editorial sua posição política, evidenciando inclusive suas discordâncias com o lado que apóia.
outra coisa é se vestir com o manto diáfano da imparcialidade e querer que o povo acredite que ali está expressa "a verdade", não a "sua verdade".
uma coisa é tomar partido com transparência.
outra coisa é se disfarçar de neutro.
Alessandra Alves |
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10.20.06 - 12:38 pm | #
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Alessandra, esse é o ponto! Muito bem.
Todos os jornais e revistas deveriam abrir ao público sua posição. Não ia faltar leitor; leitor vai pela manchete, pela novidade; não tem muito saco pra ler o que já sabe ou já está cansado de pensar...
samira |
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10.20.06 - 12:53 pm | #
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dá-lhe nosso amigo bertolT, hehe.
márcia |
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10.20.06 - 1:11 pm | #
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hey! volto a responder depois do almoço, mas só uma coisa agora: cê viu o que disse o padre norte-americano que no passado teria abusado sexualmente do político republicano norte-americano que hoje leva o ultramoralista governo bush a apuros, diante de suspeitas de que o abusado tenha se convertido, com o tempo, em abusador? o padre, que morou no brasil quando era mais moço, disse assim, segundo a "folha":
"No Brasil, eles nadam sem roupa todo o tempo e ninguém fica escandalizado. É parte da cultura deles, é natural. Ninguém dá importância a nadar sem roupa no parque".
eeeeei!, cê se reconhece nesse brasil descrito pelo padre???? eu tô entendendo mal, ou norte-americanos abusam sexualmente de norte-americanos e tentam atirar a carga de suas responsabilidades e de seus sentimentos de culpa na cacunda do brasil e de brasileiros??? o brasil é que é o "culpado"?, os males moram todos no "terceiro mundo"?
é como no caso do legacy, em que o piloto norte-americano bateu no avião brasileiro, mas a "culpa", segundo o jornalista norte-americano que jabazeava por ares amazônicos, é da balbúrdia e da selvageria do espaço aéreo brasileiro???? cê tá entendendo, hein?!?!?!?
e o (e)leitorado moralista daqui, aquele que acha que o operário nordestino de quatro dedos é o último homem da terra, o mais "corrupto" entre todos eles? como se porta e se posiciona o (e)leitorado moralista daqui, diante do modo truculento como "civilizadíssimos" norte-americanos e do "primeiro mundo" compreendem e julgam e condenam sumariamente os "silvícolas" "selvagens" do brasil e do "terceiro mundo"?
ah, vá!, não é possível que cê não teja entendendo o que é que tá acontecendo!!! como (não) diria o avatar (tá na moda essa palavra agora, né?) ali kamel em seu livro "(não) somos racistas", o inferno (não) são os outros!!!!!!!!!?... ãhã... (não) são?, (não) somos?
pedro alexandre sanches |
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10.20.06 - 3:08 pm | #
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definição genial do ali kamel, por um leitor do "observatório da imprensa" (já são mais de 330 retruques à "carta" do kamel, um mais incrível que o outro), hahahaha:
"Fabio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 20/10/2006 às 1:45:15 PM
É notório o compromisso do autor com a 'verdade da Globo'. Ele é um homem de negócios, não um homem de notícias. Isto explica os deslises do JN, bem como suas derrapadas no OI. Muito embora tenha um crédito bancário elevado não merece crédito jornalistico. Ele e FHC gozam de uma presução bastante interessante: nada do que digam será considerado verdade".
(colocaríamos o caetano veloso junto com o fhc e o kamel nessa lista tenebrosa de huguinhos-zezinhos-luizinhos que tanto blefam o tempo todo com mamãe que, no dia em que resolvem contar uma verdadezinha tropical, nem mamãe nem ninguém mais acredita?...)
http://observatorio.ultimosegund...p?
cod=403JDB010
pedro alexandre sanches |
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10.20.06 - 3:15 pm | #
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delícia isso aqui:
http://olhaso.nominimo.com.br/?p=291
suflê de vômito, ugh. =(
denise |
10.20.06 - 4:38 pm | #
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então, de volta (espero). já viram a capa nova da "carta capital", já nas bancas? agora é globo-e-"veja", os dois logotipos-mestres da mídia nativa conjuminados num só...
tem também uma entrevista ótima com o pelegão roberto freire, surreal.
e minha matéria, na mesma edição, é sobre a cultura mediando conflitos em zonas de guerra, mora?...
mas o que eu queria comentar um pouquinho, e ainda não tive tempo, são as sabatinas dos candidatos na "folha"...
na do lula, que aconteceu no palácio da alvorada, adorei a chamadona enorme que falava assim:
"Quando a primeira-dama entrou na biblioteca, o presidente brincou: 'Devagar agora que a Marisa chegou'. Ela disse: 'Vim ver quem está batendo no meu marido'".
hahahaahahha. quem estava batendo (ou tentando) eram quatro fodões da "folha", dois deles homens, duas delas mulheres - olha as cotas sexuais pedindo passagem na "folha", agora só falta as raciais, hehehe.
depois, vem o "palpitante" assunto da maior ou menor afinidade do presidente com o álcool. ele cita meio desajeitado sua própria trapalhada ao tentar expulsar o jornalista norte-americano que o tratou levianamente como "bêbado":
"Eu sou uma pessoa de flexibilidade. É que eu não queria criar daquilo uma celeuma, porque o espírito da corporação [jornalística] é muito forte. A história vai consagrar isso".
"corporativo", o jornalismo, sr. presidente????? de onde o sr. tirou essa idéia aloprada???? [atenção, para o caso de o sr. ali kamel, que não entende ironias, estar lendo este modesto recadinho: estou sendo irônico, ok?]
em seguida, lula pula o diversionismo e vai ao núcleo do tema, hurra!:
"Aí está mais o preconceito, porque, se um presidente grã-fino tomasse um uísque num coquetel, seria chique. O Lula não é".
para desgraça do jornal, aconteceu uma daquelas coincidências incríveis que os jornalistas sabemos que acontecem o tempo todo, e que acabam expondo partículas daquilo que eles, donos de mídia, fazem toda a força do mundo para esconder. várias páginas depois da denúncia de preconceito por parte do presidente, no caderno "ilustrada", estava lá a foto de um senhor chiquérrimo, num escritório sofisticadérrimo, emoldurando uma reportagem cujo título era "O bom uísque à casa torna", hahahahahaahhahahahahaha. se fosse orquestrado, não seria mais perfeito, né?...
mas, então, sobre a sabatina do ali kamel, ops, quero dizer, do geraldo alckmin (alô, afinidades opus dei!, alô, corporação!!!), o que mais me chamou a atenção foi o fato de que a "folha" foi, milagre!, bastante agressiva com o seu candidato - para minha surpresa, pareceu inclusive MAIS agressiva com alckmin do que com lula. não chega a voltar a nivelar uma gangorra bem mais do que desnivelada, mas vá lá, né?...
mas, ah, para ser sincero nem foi isso o que mais me chamou atenção na sabatina da batina. o que me arregalou os olhos foi uma perguntinha lá dos "folha", em que o candidato alckmin foi tratado por "você"... quanta intimidade, hein?, será que o ambiente acolhedor do teatro folha estava favorecendo um flerte assim mais téte-a-téte (como lula disse, lá nos estranjas, que a gente costuma dizer aqui no brasil?, hahaha)?...
bão, acho que já estou respondendo, de resvalo, ao assunto que foi levantado em registros diversos por madamada, leo, alessandra e samira: não dá mais para jornalista e dono de jornal se fingirem de quarta parede, ocultarem que têm opinião e preferência política e ideologia, deslizarem pelos fatos como se não fossem co-participantes dos fatos, né?
leo, tenho maior preguiça do mundo de tomar pose de operário-defensor da "carta capital" (aliás, nem acho que a revista tá precisando), mas é basicamente por isso que não se sustenta em pé a reação do pitbull da corporação globo à denúncia de que a mídia "neutra"-"imparcial"-"pluralista" é, por baixo dos panos, partidária-parcial-monolítica. isso tá esfregado deslavado na cara de muita gente, de cada vez muito mais gente. bendita internet, que veio instalar um prosaico jogo de espelhos no monolito incomunicável de quatro paredes intransponíveis em que a "grande" mídia quis se meter ao nunca dar ouvidos ao discurso de mr. bertolt brecht. teatrão clássico à la stanislawski tá mais para século xix que para século xxi, né?, alice já atravessou o espelho...
madamada, continua mais que instigante, mas sempre perturbador, a gente confrontar nossas experiências a partir de nossos respectivos mirantes, o seu de jornalismo eletrônico, o meu de jornalismo escrito... eu diria, condensando, que viemos de experiências igualmente radicais, embora opostas uma à outra. olha só:
* no meu caso (não sei se porque trabalhei tanto na "folha" ou se porque sempre fui jornalista de cultura), a cultura propagada sempre foi de hiper-moralismo, de ameaça tácita de que usar distintivo partidário durante uma entrevista seria crime passível de, sei lá, cadeira elétrica ou exílio (a propósito, tô imaginando aqui eu ir ter com o sr. caetano veloso, só para ficar no exemplo mais óbvio e ululante, portando um bottomzinho do pt, hahahahaha... perigava apanhar logo na entrada, ou no mínimo passar por uma longa sessão de assédio moral-e-verbal...)
* no seu caso, a impressão que me passa, mesmo sabendo tão pouco como funciona o jornalismo político e não-político em rádio e tv, é que a cultura propagada é de hiper-permissividade... tipo, acho o máximo a sua postura aberta diante das chefias (e concordo que isso só aumenta nosso respeito diante deles), mas confesso que não sei muito o que pensar sobre a mistura disso com a hora h do corpo-a-corpo com a notícia...
hum, sei lá se me enrolei, mas o que eu queria dizer é que a postura da minha cultura me parece radical e exagerada, por um lado, e que a da sua também me parece, por outro. e que o mais legal seria aprendermos a encontrar pontos de equilíbrio (ou o "justo meio", como diria um certo ministro-cantor) entre os extremos opostos, mas tão parecidos nos respectivos exageros...
alessandra, concordo fundamentalmente contigo, "tomar partido com transparência" e "se disfarçar de neutro" são posturas de pesos e medidas muito diferentes, talvez incompatíveis uma com a outra - e eu tenho lutado bravamente (inclusive com perdas, medos e sofrimentos de bom tamanho) para pular da primeira posição para a segunda.
samira, também concordo plenamente contigo, e acho bom lembrarmos (sempre, sempre, sempre) que o mito da imparcialidade e da neutralidade é um resquício autoritário e ultrapassado da nossa cultura ferida a ferro e fogo pela ditadura - que a gente não pense, por nenhum momento, que fingir e propagandear "neutralidade" é um princípio universal da imprensa e da mídia do planeta terra, porque não é. é entulho de, como diria um certo fhc, práticas "atrasadas" e "tacanhas" - praticadas não a partir dos "grotões", mas sim dos núcleos nervosos de são paulo e do rio de janeiro, da "folha"-"estado"-"veja" e das globos.
além disso tudo, é também autoritarismo, porque subtrai direitos básicos de cidadãos, seja dos operários que movem o maquinário, seja dos patrões que saem se dizendo adeptos do voto nulo para não ser partidários, seja do imenso público que os acompanha e os acaba repetindo por imitação. por isso que concordo contigo, samira, o brasil não terá o direito de começar a se imaginar como uma real democracia enquanto os veículos de comunicação continuarem se recusando a explicitar seus perfis ideológicos e políticos, e recusando a seus funcionários a transparência de saberem exatamente a serviço de que estão trabalhando e se querem mesmo seguir tabalhando a esse serviço. senão é só manada, matilha, rebanho, né?
e, viu?, não tô falando só de jornalismo, não...
pedro alexandre sanches |
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10.20.06 - 5:51 pm | #
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É isso aí, Pedro! E vc acha que dá para os jornais abrirem suas posições e explicarem a razão delas, ou seria uma ilusão acreditar nessa possibilidade?
samira |
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10.20.06 - 6:17 pm | #
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gente, vocês viram as caixas de comentários no observatório da imprensa e no blog do fernando rodrigues, acerca do texto do ali kamel?
é uma sova, uma lavada, um massacre. será que todos os petistas se reuniram para desancar a imprensa "parcial" ou será (oh, santa revelação!) que a imprensa "parcial" está descobrindo que não escreve, transmite nem televisiona para homer simpson, hein?!
do que eu vi, na base da vista d´olhos, como diria minha avó lusa, uma coisa me chamou muitíssimo a atenção: quanta gente puxa a orelha do fernando rodrigues por ele ter postado a carta do ali kamel sem sequer ter mencionado, antes, a reportagem da carta capital! que maravilhoso nível de consciência dos leitores!
ó, sei não, mas eu acho que essa reportagem da carta capital entra para o rol das reportagens históricas como foram a do wainer com getúlio no exílio dos pampas, do lula costa com pedro collor etc.
Alessandra Alves |
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10.20.06 - 6:37 pm | #
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denise, sobre esse conflito entre o "local" e o "universal" que todos conhecemos, vejo uma coisa engraçada no cordel que é parecida à do "lula nordestino" versus "lula paulista-universal"... na entrevista, eu percebi que eles se vêem mais como exilados aqui no "sul", desgarrados da origem natal, mas quando a gente ouve a música parece tãããããão nordestino, tãããão pernambucano, tãããão agreste, não parece?... e engraçado é que, na entrevista (que um dia hei de colocar aqui, se conseguir transcrever tudo), o lirinha critica o lula justamente por não ser mais nordestino, por ter virado um político do velho café-com-leite paulista-mineiro... algo, aliás, com que o nordeste não parece concordar, né?...
henrique, acho que esse era um pouco seu ponto também, né? concordo, a negação muitas vezes desempenha um papel beeeem importante nesse processo todo de (não)identificação entre localidades e universalidades... não deve ser à toa que exista tanto brasileiro explicando sua própria vida só a partir do som dos strokes e do último "mago" (alô, paulo coelho!) do electro alemão, né?
samira, o que você mencionou no seu primeiro comentário lá de cima vai na direção de união de classe e sindicalização (coisas que horrorizam 11 em cada 10 jornalistas), e também, ouso dizer, na direção da proposta de criação de um conselho de jornalismo, coisa que levou patrões e seus cães-de-guarda à beira de um ataque de nervos, quando entrou em discussão. na ocasião os jabores gritaram feito loucos que a proposta e os proponentes eram autoritários, stalinistas, nhém, nhém, nhém, e hoje, como é que estamos mesmo?... quem é mesmo que vem adotando comportamento autoritário-stalinista-persecutório-
antidemocrático?... os pitbulls anti-conselho, né?...
mas sobre o finalzinho do seu comentário, em que diz do comportamento "eu trabalho pra direita mas no fundinho sou de esquerda", lembro aquele meu texto velho na "carta capital" sobre os "subversivos" da globo ( http://pedroalexandresanches.blo...ersivos-
ns.html ), que não chega a nenhuma conclusão, mas lançou para mim mesmo a suspeita de que seja possível, sim, ser-(mais)esquerda-e-estar-(mais)-na-direita, e vice-versa (tipo, só para ir também para outro lugar, a favela é "de direita" ou "de esquerda"? a favela é resumível em "só esquerda", ou "só direita"?) - ih, nós dois já não tivemos um debate parecido com esse, mas cada um de nós na posição inversa à de agora, a respeito de sexualidade?...
legal ver você tomando consciência sobre esse lance dos procedimentos de conselhos editoriais (conselho editorial pode, né?...), mas adivinha se operários-jornalistas sabem bulhufas do que ocorre naquelas instâncias?... falando pelo menos por mim, nunca entendi neres de pitibiribas sobre como funcionam... esse caso do arbex parece ser lá pelas instâncias superiores do veículo dele, e eu fico entre não entender muito do contexto e concordar em parte com o marcio, de que tem um âmbito privado misturado ali, e de que mais uma vez estamos tocando na questão mal-resolvida de como se formam posições políticas "oficiais" (mas sempre escamoteadas) dentro dos veículos, de como os conselheiros reagem a isso (o arbex parece mencionar uma votação em que ele foi perdedor, tipo a helô helê, que quis votar contra o pt num tema e virou anti-pt em tudo, né? ou seja, os processos decisórios e os babados são todos parecidos, seja na política, na imprensa, na academia, no sindicato, na família...)...
e como será que se devem dar as decisões nos conselhos superiores (existem?) da globo, hein? na mesma matéria que citei aí em cima o dori caymmi fala um pouco disso, cita lá o famigerado "décimo andar" da globo... já pensou?...
ah, samira, obrigado pelo elogio aos (nossos) textos!, eu também gosto muito de ler os que você escreve!
zema, obrigado! mas, uai, eu li/ouvi o "música" do celso borges, sim!, até escrevi brevemente sobre na "carta capital" 412, cês não viram?...
dafne, pega aí, é pas@cartacapital.com.br.
pedro alexandre sanches |
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10.20.06 - 6:50 pm | #
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dunha, bem intrigante o lula ter usado a palavra ninho ao dizer que não quer acusar ninguém, mas que quer saber o que de estranho aconteceu no ninho que deu origem ao famigerado dossiê e a todas as suas conseqüências, né?
se perguntar para o ali "opus dei" kamel, certamente ele vai dizer "não sei, não sei, não sei", igualzinho seu lula passou meio mandato fazendo ao falar de corrupção, traição etc. aliás, tem uma coisa que minha intuição sempre me martela, mas eu nunca tive coragem de falar, porque não tenho maturidade política nem nenhum subsídio factual para falar isso, mas, sobre aquele papo de "fui 'traído'" do lula, sempre me perguntei (à parte o mofo fediiiiiido desse papo de "traição") por que é que todos sempre pressupomos que ele estava se referindo a alguém(ns) do pt, e não a alguém(ns) de fora do pt... sabe aqueles papos da transição "civilizada" do governo fhc pra o governo lula, sabe aquele "ninho"?... esquisiiiito...
sobre o cordel, os caras são endiabrados no palco, né? aliás, ninguém comentou até agora, mas... o que que cês acharam sobre o que lirinha diz do luiz gonzaga, hein? ninguém se manifesta?...
querido pedro struchi, obrigado, MUITO obrigado!
beron, sensacional, hahaha - e essencialente democrático, afinal essa é a própria definição de família, em que um lê "veja", outro "piauí" (não vi ainda...), um vota no lula, outro no alckmin, outro nulo, outro em branco... se as famílias já são desarticuladas e contraditórias na própria origem, como não o seriam os partidos, as profissões, os jornais, as tevês?...
ian, não sei, será que o youtube já universalizou a rinha comandada pelo heródoto barbeiro? alguém sabe? e cê tá certo!, "dossiê contra o alckmin" é abaixo da inteligência de qualquer cidadão"! aliás, o alckmin é tão anódino que não entra nem no dossiê que mobilizou toda a cavalaria cavalar das eleições 2006, hein? parece até que estamos ainda em 2002, no lula versus serra (embora o clone paulista de tio funéreo apareça menos no cenário de guerra que vampiro em noite de lua cheia...)...
samira, oba, cê pergunta outro ponto importante. tevês, rádios, jornais, revistas são unânimes (ou quase, né?, hehehe) não explicitar suas posições de guerra no processo eleitoral, mas isso se deve a um único e simples fator, na minha opinião: elas não querem revelar suas posições. aí já caberia outra perguntinha automática, né? não querem por quê? por quê? por quê? será porque declará-lo escancaria imediatamente muito do jogo sujo que vêm fazendo sob a proteção alaranjada da posição hipócrita de que "não temos posição"?...
alessandra, concordo, não tenho dúvidas de que estamos diante de um momento histórico (e, melhor, de sinal trocado em relação a todos os outros que você citou). tem o papel crucial da "carta capital" nisso, mas lembro também que a reportagem da revista estaria às traças, no mais completo anonimato, se não existissem os blogs avalanchando esse escarcéu que estamos vendo, que está até mesmo penetrando pelas portas-portais dos fundos dos grandes veículos de comunicação, via seus jornalistas-blogueiros atarantados com o fato inédito de a realidade estar vindo bater em suas portinholas, em forma de gente. fenomenal.
não vi o fernando rodrigues, mas tô indo toda hora na caixa do observatório da imprensa, que acho que entra junto para a história do jornalismo brasileiro praticado por jornalistas e não-jornalistas... e o que mais gosto de ver são as profissões dos comentaristas, que são de uma tal variedade e diversidade que me fazem lembrar daquele brasil imaginado nas músicas de joão bosco e aldir blanc, em especial em "o rancho da goiabada":
"os bóias-frias
quando tomam umas birita
espantando a tristeza,
sonham com bife-a-cavalo,
batata-frita e a sobremesa
é goiabada-cascão com muito queijo,
depois café, cigarro e um beijo
de uma mulata chamada leonor
ou dagmar.
amar
o rádio-de-pilha,
o fogão-jacaré, a marmita,
o domingo, o bar,
onde tantos iguais se reúnem
contando mentiras
pra poder suportar...
ai, são pais-de-santo,
paus-de-arara, são passistas,
são flagelados,
são pingentes, balconistas,
palhaços, marcianos,
canibais, lírios, pirados,
dançando-dormindo
de olhos-abertos à sombra
da alegoria
dos faraós embalsamados"
e os faraós embalsamados? atarantados, atordoados...
pedro alexandre sanches |
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10.20.06 - 7:22 pm | #
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Ô Pedro, lembra de mim? Sou teu ex-xará, Pedrowk, na verdade Tiago. Fico muito feliz lendo teu blog, vendo como tá bacana, e quanto sucesso faz. Lembra que uma vez, quando trocávamos e-mail (e vc era o PAS da Folha), falei que tu devia ter um site só teu? Até citei o da Erika Palomino como exemplo, lembra? E você disse que seria impossível, que precisaria de grana e tal. Pô, o site taí. Fico feliz pelo tamanho dele, e por ver que até que tava certo: muita gente quer te ler/ouvir, e não só tratando de música. Parabéns!
Tiago |
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10.20.06 - 7:34 pm | #
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http://screamyell.com.br/
musicad..._entrevista.htm
não sei se já rolou aqui, entrevista com o fred zeroquatro, olha um trechinho pra dar vontade:
"Eu voto em Lula, continuo acreditando. (...) A relação das regiões mais ricas com o Nordeste sempre foi a mesma da Europa com a África, colonização interna, tipo assim: 'Vocês devem produzir tudo que a gente precisar, não podem vender pra mais ninguém, se vender é pelo preço que a gente mandar e vai ter que comprar tudo que a gente fizer'. É colonização. Quem mora aqui e sempre teve presidente paulista ou mineiro, não tem idéia do que Lula representou para o Nordeste. Pra você ter uma idéia, Lula bateu o recorde de Juscelino, na abertura de novas universidades e extensões universitárias. (...) eu lembro o velho Josué de Castro, que dizia que cada vez vai ser mais complicado dormir pra mais da metade da população, ou porque está com fome ou porque está com medo de quem está com fome".
Ian. |
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10.20.06 - 8:11 pm | #
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ô pedro, ou você acha que os moralistas das redações de jornais e revistas também não botam seus bottonzinhos? tem vários que põem, e eu sempre vi, só que muitos não assumem na redação. esse lance do mito da imparcialidade talvez seja uma forma de não se sentir tão pequeno. é duro admitir que a gente luta todo dia e vence pouco quando pensa diferente do patrão. é ruim admitir quando e por que se abaixa a cabeça. mais cômodo tampar o olho e fingir que todo mundo é imparcial.
ninguém que vive no meio político é xiita. entre jornalistas e políticos, todo mundo sabe quem é quem. mas os grupos de jornalistas políticos não são formados por preferências políticas. e nem os próprios políticos se dividem exatamente assim. eu já tive experiências de ser ajudada por deputados ou senadores rivais em conjunto.
uma das matérias mais legais que eu fiz é como usavam cargos especiais para desviar dinheiro na câmara. o responsável por investigar era justamente o que mais fazia isso. não é coisa de partido a ou b. era de outra composição, mais relacionada com oligarquias na política x políticos de opinião.
os deputados que me ajudaram com os documentos eram de partidos rivais. um sabe que eu voto numa pessoa aliada dele, e não nele, e o outro sabe que eu voto no partido rival. e eles não estão rigorosamente nem aí, ficam até brincando entre eles, tipo "eu vou roubar ela de vocês um dia". e o outro diz que precisa é me manobrar dentro da coligação.
eu nunca entendi por que se dá tanta importância para partido. a divisão por partidos é meio ilusória porque a nossa estrutura partidária é ridícula por força de lei. o pt tem muito coronel filiado no interior do país. o pfl tem muita gente boa, uns caras libertários até. o psdb tem muita gente que não é mauricinha. eu já vi quebra-pau porque queriam lançar prefeito em coligação pt-psdb ou pfl-pc do b e isso ia pegar mal nos grandes centros.
fora que eles todos conhecem a lei eleitoral pós lula x collor. o jornalismo escrito pode tudo. internet também - eles usam à vontade. tv e rádio não, aliás não pode quase nada, nem nos sites. por exemplo, nenhum eletrônico pode declarar sua posição política. o tse tira todo dia do ar alguma afiliada de tv ou rádio do interior porque um apresentador ou repórter declarou preferência.
todas as edições precisam ser medidas. e isso quer dizer: diferença entre falas e referências de no máximo 3 segundos. acusações no mesmo peso e defesas com a mesma eficiência. os nomes precisam ser citados o mesmo número de vezes, com a mesma referência de cargos. tipo "presidente e candidato" x "ex-governador e candidato". lula x alckmin. geraldo alckmin x luiz inácio lula da silva.
a pena por qualquer deslize vai de multas salgadas até retirar a emissora do ar. mas só é aplicada se quem se sentir prejudicado reclamar. (entendeu por que eu desconfio muuuuito dessa história com a globo? se fosse briga mesmo, entravam na justiça e ganhavam, como fazem todo dia com emissora pequena. tão esperando e/ou barganhando o quê?)
bom parece justa a lei, né? coisa que devia ser para impresso também. agora imagina a ginástica para editar o debate de ontem, quando o lula passou feito um trator em cima do alckmin. tive que cortar vááários pedaços ótimos do lula para equilibrar. no da band, tive que tirar váááários pedaços do alckmin para equilibrar. eu não posso nem deixar a impressão de que um foi melhor que o outro.
e aí fico matutando se isso é justo mesmo, porque eu botei no ar dois empates, rigorosamente empates. os ouvintes ficam caindo de pau em mim porque eles também viram o debate e não foi daquele jeito não. na primeira vez, eu era "essa vaca petista" e devia ser demitida. agora eu sou "essa patricinha tucana" e devia ir trabalhar na daslu. fora quando eu sou xingada das duas coisas por causa de uma única matéria.
é difícil, mas é interessante. eu nunca consegui entender por que as pessoas que acompanham política se entranham nesse universo paralelo onde a única divisão possível é por partidos. a gente teve um governo tucano com ministra petista. agora tem um governo petista com um presidente do banco central tucano. o líder do governo fhc no senado é o atual líder do governo lula.
bom, isso já tá uma novela mas, para ser sincera, eu sempre achei que quem se diz imparcial tá buscando é oportunidade de se conchavar com alguém. quem declara preferência é meio fiscalizado. quem se diz imparcial anda aberto a tudo, menos visado, pode cada hora pender para um canto e sempre dizer que foi jornalístico.
madamada |
10.20.06 - 8:26 pm | #
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vixe, pas. perdi a 412. nem sempre a grana dá. mas vou caçar. abração!
zema ribeiro |
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10.21.06 - 12:06 pm | #
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pas, então, aqui, um pedido público: posta aí o texto sobre "música", ou me "dá" ele (por e-mail) pra publicar em meu blogue, ahah... gracias... abração!
zema ribeiro |
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10.21.06 - 1:02 pm | #
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eu queria saber: será que alguém teria o interesse de interpretar para nós um fenômeno que parece estar acontecendo, mas para o qual eu até agora não consegui encontrar explicações nos lugares de mídia em que procurei? é o seguinte:
o candidato do psdb teve quase 42% de votos válidos no primeiro turno, não foi isso?
agora as sondagens de voto para o segundo turno apontam que ele tem entre 38% e 39% dos válidos, não é isso?
então eu devo concluir que gente que votou no alckmin no primeiro turno está debandando do próprio voto, está mudando de candidato (ou resolvendo anular) de um turno para o outro, não devo?
a minha pergunta é: por quê? por que gente que votou no alckmin há menos de um mês cogita não votar de novo agora? alguém aqui no brasil teria interesse em esmiuçar esse estranho fenômeno?
pedro alexandre sanches |
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10.21.06 - 1:36 pm | #
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ah, e um importante registro: parece que o presidente-candidato amanheceu minado, bombardeado, após o ataque de uma bomba de fabricação caseira que caiu como uma bomba (sim, a repetição - bomba, bomba, bomba - é proposital) no comitê central de campanha da reeleição.
isso foi o que eu entendi lendo uma das manchetes internas da "folha" de hoje, que dizia assim: "preço do arroz mina o discurso de lula". a bomba caseira que dinamitou a cândida-tura, parece, foi feita de arroz.
ãhã, tô ironizando. mas é para demonstrar como o discurso bélico, armamentista, raivoso, belicoso, costuma distorcer e contaminar simbolicamente (às vezes às raias do surreal) até mesmo os discursos dos pacifistas mais pacifistas desta grande paróquia cheia de terráqueos.
acho que é por essas e outras que fiquei tão impressionado com um vídeo argelino que vi lá no "antídoto - seminário internacional de ações culturais em zonas de conflito", que associava sempre imagens de mídia com imagens de metralhadoras, fuzis, bombardeios. cê pensa que é só faca que dilacera a carne da gente, pensa?
pedro alexandre sanches |
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10.21.06 - 1:46 pm | #
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Pedro, que trabalhão, vc responde tudinho e até lembra de conversas antigas! Pois é, aquele "conselho" me pareceu uma coisa meio sinistra. A gente sabe do poder que os meio de comunicação têm, e que nada se faz de graça porque eles têm uma moeda fortíssima de negociação que é a visibilidade/poder. Até acredito que alguns veículos realmente tentam ser coerentes com posições passadas, como pode ser o caso do JB, mas imagino o tal conselho, como vc também, naqueles meios que têm por tradição estar ao lado do poder econômico mais conservador. Embora às vezes me espante um programa como aquele, da globo, que tem uma filósofa, esqueci o nome, o último foi de cair o queixo, sobre Foucault, muito bom, Foucault no Fantástico para o Brasil todo!! Falava sobre a ditadura e entrevistava alguns torturados. De uma maneira simples e relevante, coisas que "só a globo tem". Mas isso tudo expressa bem esse nosso mundo brasileiro que é dos menos piores, grandes atrasos, mas também grandes avanços... e tudo o que for "progessista", como vc diz, tem que ser aplaudido, pra não cair naquela chatice carola-crítica de em tudo votar nulo, em tudo ver o demo disfarçado de cristo, mas também é importante não perder de vista as conexões que podem estar escondidas e às vezes acarretar coisas muito ruins... aí entram os "sensores"...
samira |
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10.21.06 - 1:50 pm | #
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ó, não que eu entenda muito do que vem abaixo, mas vá lá, intriguei-me com o seguinte trecho da entrevista do presidente da federação nacional dos policiais federais, francisco carlos garisto (nunca tinha ouvido falar dele, até hoje), à revista "caros amigos". quem sabe unindo todas as nossas cabeças a gente entende um pouquito mais, né?:
"Marcos Zibordi - E o Comando Delta?
O comando delta está mais vivo do que nunca, mas todo mundo fala que sou da teoria da conspiração...
Wagner Nabuco - Você acha que nessa eleição o Comando Delta agora começou a agir mais forte?
Claro que sim. O Comando Delta está com medo que o Lula resolva ser o Lula no segundo mandato e fazer umas coisas sociais que ele não fez, isso aí eu ouvi de um cara que faturou mais de 1 bilhão. Falou pra mim dentro de um avião. O cara faturou mais de 1 bilhão o ano passado.
Sérgio de Souza - O que ele falou?
Falou que o pessoal está cabreiro, e eu sei que ele faz parte desse tipo de rolo. E vocês podem me chamar de doido, mas existe isso.
João de Barros - Composto por quem?
O Comando Delta é o quê? É o cara que fatura 3 bilhões por ano. Que tem lá uma privatização que ele pegou de graça com o dinheiro do governo e fatura 3 bilhões por ano. Esses são os caras que se reúnem e que não deixam mudar.
Sérgio de Souza - O Ciro Gomes diz que eles se reúnem uma vez por mês em São Paulo.
Só que eles não ficam com quem vai perder e me parece que eles estão indo pro lado do Alckmin, por isso que é perigoso o Alckmin. Porque o Alckmin já era membro. A turma do tucanato é membro. E o negócio deles é grana, só grana. São esses malditos que tocam este país, foram eles que chegaram pro Lula e: 'Você pode isso, pode isso, pode isso, se fizer assim, estamos com você'. E os estudiosos da economia do Lula falaram para ele: 'Se você mexer nisso, cai o castelo de cartas'. E cai, não adianta você querer ser petista ou outra coisa, cai mesmo.
Marina Amaral - E o Comando Delta atua nessa área de dossiês?
Eles fazem tudo. A Kroll era o braço de investigação deles, vocês não viram aí? Pega os clientes da Kroll.
Thiago Domenici - Tem gente da mídia no comando Delta?
Eles interferem no mecanismo de comunicação, sim, é muito claro isso. Você viu, por exemplo, a explicação que a Globo deu quando foi dizer que o Lula não ia comparecer. O Bonner ficou meia hora falando: 'Ele não vai porque vai ser atacado, porque vai ser esculhambado, se fosse ele também não viria. E você, telespectador, você viria? Não viria. Então o Lula está certo, não deve vir mesmo'. E outra, é um apoio que, se eu fosse o Lula, também ia querer. Que é da maior emissora de televisão do país. Mas todo mundo sabe que é um apoio eventual. Amanhã, quando o interesse dela não for atendido, ela muda de lado".
ulalá!
pedro alexandre sanches |
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10.21.06 - 2:44 pm | #
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tiago, ex-pedrowk, você também tá aqui?!, que legal! (tá desbravando os interiores do brasil, ainda?) obrigado, obrigado, "velho camarada" (como diriam o hyldon, o tim maia e o cassiano, hahaha)! o melhor de tudo é que, para este "site" aqui, eu não gasto (mas também não ganho) nenhum tostão furado! só "gasto" tempo e, principalmente, miolo queimado... volte sempre, tiago! (ah, e se quiser contar a historinha do "pedrowk" aqui, em público, fique à vontade, hahaha...)
ian, sensacional o fred zero quatro, né? bacana como, mesmo afirmando o contrário do lirinha (ou seja, que faz toda diferença, sim, o lula ter nascido no nordeste), ainda assim o "pensamento mundo livre s/a" e o "pensamento cordel do fogo encantado" significam e representam coisas tão parecidas: o nosso crescimento, a nossa sofisticação, a partir de um ponto de vista 100% nordestino... (ah, antes que eu esqueça: obrigado pelo link!)
zema, só tenho o textinho sobre o "música" lá no computador da redação, mas prometo colocá-lo auqi na segunda-feira, ok?
madamda, diante da sua explicação sobre a necessidade de equilíbrio entre os candidatos nos meios eletrônicos, fico me perguntando se essa situação de hoje que você descreveu não é efeito tardio, ainda, das distorções dramáticas que aconteceram na eleição de 1989. não é como se o trauma daquela experiência tivesse sido tão forte que, na necessidade de neutralizá-lo, a gente tenha pulado para outras distorções, de sinal contrário àquelas daquela vez? o desequilíbrio lá foi tão evidente e tão pernicioso que agora restou esse mito da necessidade de demonstrar equilíbrio, mesmo quando equilíbrio não haja, né?
mas, puxa, quase não acredito que você esteja mesmo fazendo uma proposição tão ingênua quanto a de que, simplesmente por dedicar tempos cronometradamente iguais aos candidatos, a globo esteja, forçosamente, sendo neutra, imparcial, equilibrada etc. você acha que a globo está sendo?, pode defender e sustentar essa tese? porque, claro que eu também não seria tolo de dizer "a globo só favorece o alckmin" e "a globo só desfavorece o lula" - mas daí a eu achar que há equilíbrio e que, mesmo cronometrando tempos, a globo se desequilibra inteira no tom que imprime à coberturas de corrupção, dossiês e fotos vazadas de dinheiro, vai uma longuíssima distância, né?
sobre você não entender por que é que a gente (a sociedade, posso dizer?) raciocina em termos tão partidarizados, estanques e maniqueístas, ora, eu diria que é porque é esse tipo de entendimento que toda a mídia, sem exceção, nos conduz diariamente a ter. uma coisa é a vivência de bastidor, que você tem e te faz pensar de modo diferente, mas outra coisa diferente é o pensamento binário que toda a mídia (inclusos você e eu) conduz a sociedade a interiorizar, não?
aliás, acho que esse é um foco importante e interessante das grandes cisões que estamos vivendo, porque o pensamento hegemônico de mídia luta para preservar separações distintas entre "pefelistas", "tucanos", "petistas" [com os últimos sempre sendo preferencialmente demonizados (alguém negaria isso?)] etc., mas ao mesmo tempo esse mesmo pensamento hegemônico ataca toda e qualquer tentativa de a sociedade estabelecer critérios estanques de cor de pele, de sexualidade, de "esquerda" versus "direita", e assim por diante... ora, porque seria a coloração partidária estanque, mas não seria estanque a coloração de pele (ou vice-versa)? não daria para a gente incorporar que há horas em que é preciso sermos estanques (para nos auto-afirmar), assim como há horas em que precisamos borrar as fronteiras entre os pólos (que não são) estanques (para não virarmos fundamentalistas, fanáticos, sectários, autoritários etc.)?
samira, confesso que fico orgulhoso de responder tudinho (bem, às vezes eu esqueço umas coisas, né?), e de lembrar até mesmo papos antigos - sinal de que foram marcantes e importantes para mim, e de que o que estamos conversando agora (em qualquer lugar, em qualquer tempo, em qualquer interface) dialoga diretamente com o que conversamos no passado, e com o que conversaremos no futuro. essa idéia é linda, né?, e nestes tempos de agora basta dar um google, ou acionar o free find da janelinha no canto direito superior do blog, ou mesmo simplesmente puxar pela memória (sob o risco gostoso de errar)... grandes tempos, né? ah, adorei as lembranças globais que você puxou, e concordo com você no que diz sobre a postura "carola-crítica" de votar nulo [embora sabendo que isso não se aplica a toda e qualquer pessoa que decida votar nulo ou branco (tão interessante que votar em branco seja expresso por esse termo de votar em "branco", né?)], e sobre o bom e o ruim que tá forçosamente embutido nas nossas posições mais ambíguas (e nas não ambíguas também). e, troféu de "ato falho" mais inteligente do ano até agora, eis aí os "sensores", hehehehe. os sensores SÃO os censores?, os censores SÃO os sensores? e quem não quer ser "sensor" nem "censor", onde é que coloca nesta imensa fronteira de guerra (e paz) chamada interlândia, onde todos nós vivemos? alô, lirinha!
pedro alexandre sanches |
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10.21.06 - 3:50 pm | #
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ulaLULAlá!! meeeeeedo...
agora, essa gente tão rica e poderosa podia ter inventado um nominho mais original que "comando delta", hein! hahahaha
coisa cafona!
pedrinho, não tem jeito, entro aqui e acabado TENDO que comentar a madamada, hihihi. aliás essa discussão, ou melhor debate, de vcs tá interessantíssimo, tipo fico esperando o "próximo capítulo", hehe.
madamada, é tão bom ler os seus posts aqui. dá uma visão tão diferente do que costumamos ler/ver sobre o ambiente político em brasília. na verdade, são umas coisas que eu já imaginava que acontecessem, mas não tinha nenhuma "testemunha" pra comprovar. adooooro!
e, xará, pára de me provocar com os strokes! hahahaha
não sei se isso ajuda a responder sua pergunta, mas eu tenho uma amiga que votou no geraldinho no primeiro turno por pressão do namorado e se arrependeu amargamente no mesmo dia. agora vai votar no lula "pra reparar o erro", acho que como ela tem muitos.
mas nada me tira da cabeça que medidas desesperadas ainda serão tomadas na véspera do segundo turno.
agora fica a folha aí insistindo com esse dossiê, com esse papo de fulano ligou pra cicrano na manchete da capa. não têm mais de onde tirar "denúncia"? quebra o sigilo telefônico do serra e vê quantos telefonemas ele já deu pro zé dirceu esse ano, aposto que teríamos uma surpresa. ou tô viajando?
pedro noizyman |
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10.21.06 - 4:27 pm | #
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pedro, acredita que estão me cobrando há uma semana essa matéria que você falou agora? o lance do alckmin perigar ter menos voto no segundo turno. por alguma razão esotérica ou astrológica, não consigo de jeito nenhum encontrar um especialista, seja de instituto de pesquisa ou cientista político que diga isso. e, sem entrevista, a matéria não sai porque eu não posso dizer que tô com uma sensação disso...bom, se alguém aqui souber de um que fale isso e não seja filiado a nenhum partido, dá um toque, tá?
ah, e da globo eu tô falando justamente o oposto: o tempo está equilibrado, pode conferir, mas até criança percebe que os temas e o peso deles não estão. a lei é bem rígida e muito clara, muito objetiva. os julgamentos do tse são rápidos, demoram no máximo uma semana e dependem de reclamação formal de algum partido ou candidatura. todos os dias tem rádio e tv tirada do ar por fazer até menos do que a globo tem feito. o que eu acho esquisito é o pt não ter reclamado da globo até agora e ficar só nesse joguinho que a gente tá vendo por aí.
e quanto aos critérios de divisão dos políticos, tem uns lances nos quais eu sou xiita, sabe? se eu preciso fazer alguma coisa sobre células-tronco, legalização do aborto, aumento da licença-maternidade, igualdade de direitos para mulher ou união civil, só sei fazer a favor. redução da maioridade penal, só sei fazer contra. eu tento, mas não consigo nem ouvir direito os caras que pensam diferente nesses temas. aí, se me pedem, eu aviso o patrão ou tento convencer de adotar uma linha editorial e defender mesmo o projeto. algumas vezes dá certo. outras vezes mudam o repórter.
madamada |
10.21.06 - 5:50 pm | #
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Madamada, tem um centro no IFCH da Unicamp de Estudos de opinião Pública chamado CESOP. A professora responsável, cientista política, é a Rachel Meneguello. Tem um tel geral da Unicamp: 37882121, lá vc pede qualquer número de qualquer instituto. É melhor por telefone. Ela tem um livro sobre a formação do PT. Talvez conheça alguém ou esteja sabendo ela mesma algo sobre isso. Tem tb o professor Valeriano Costa que às vezes dá umas entrevistas em tempo de eleição por aí.
samira |
Homepage |
10.21.06 - 5:59 pm | #
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pedro e madamada, concordo com o noizyman: a discussão de vocês está imperdível!
eu nunca trabalhei em eletrônico e não sabia dessa coisa institucionalizada de equilíbrio nas edições, foi muito didática essa colocação da madamada para mim, mas concordo com o pedro que tamanho não é documento (ops!), ou seja, o fato de ter o mesmo tempo dedicado aos candidatos não garante a isenção, a neutralidade. além do mais, a tentativa de manipulação pode não estar exatamente no noticiário da eleição, mas em muitos outros conteúdos da programação que podem, até, conter mensagens subliminares que revelam posições e se escamoteiam com a pretensão de doutrinar.
pqp! escrevi a frase mais paranóica da minha vida agora, mas acho que essa gente não dá ponto sem nó. sabe?! é minissérie sobre jk e seu discurso de crescimento e realizações poucos meses antes da campanha, é são paulo mostrada em novela como ícone de modernidade e avanço, é a velha e torpe e abominável martelação em tipos humorísticos estereotipados de nordestino folgado, empregada doméstica burra. ah, não dá para achar que é tudo ao acaso!
ainda sobre o debate acerca dos maniqueísmos partidários, eu achei ótima a visão pragmática da madamada, mostrando como essa promiscuidade de siglas se processa cotidianamente. no fundo, às vezes me sinto idiota de passar nervoso e entrar em discussões ideológicas, sentindo que, ao fim e ao cabo, eles, os do poder, vão se sentar e se acertar entre si.
mas qual é a raiz disso tudo? é a real e premente necessidade de uma reforma política, como o lula tanto tem falado, como a marilena chauí tão beme explicou naquela entrevista da forum. se a conchavada gerenalizada fosse extinta por uma nova estrutura político-partidária, daí eu acho que faria sentido falar em partidos e ideologias. acho mais: se nós chegarmos a esse paraíso ainda perdido, todos os partidos terão de se reinventar, o pt inclusive. porque, sejamos realistas, todos os partidos, os de esquerda inclusive, abrigam sob suas asas gente de toda a espécie, inclusive inescrupulosos que só estão na política para se locupletarem financeiramente. um cenário político que permita um embate de idéias, e não um quem-pode-mais-chora menos de conchavos, colocaria todo mundo a nu, às claras. por enquanto, é um salve-se quem puder.
ainda que não seja possível confundir ao nível de roberto freire, para quem lula é mais de direita que fhc. que que é isso, minha gente, esse cara endoidou ou nos enganou tempo demais?
Alessandra Alves |
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10.21.06 - 6:47 pm | #
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ah, e sobre a queda do alckmin no segundo turno, tenho um palpite: tem gente seguindo o caetano veloso.
Alessandra Alves |
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10.21.06 - 6:50 pm | #
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Ainda na terra, ainda conhecendo, abrindo (terra, cabeça, maturidade etc.) Engraçado que me vi um pouco nessa tua matéria. No domínio do ambiente. E no caminho inverso (?) do Stanley. Vindo de São Paulo pra essa lonjura. Trocando a Vila Madalena pelo cerrado. O jornalismo pela pecuária. Os Strokes por uma calça de couro. Aliás, os Strokes eram uma banda indie e viraram mega. Será que tou fora há tanto tempo ou as coisas é que mudam rápido? Os dois, talvez. Continuo cheio de dúvidas, mas nunca me senti tão livre (será que tous endo muito mala em falar coisas pessoais no meio das amplas discussões do blog?). Viva PAS e seu blog! E viva a internet, que aproxima mundos distantes/diferentes!
Tiago |
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10.21.06 - 9:31 pm | #
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Sobre a queda de Alckmin acredito no seguinte: no final do primeiro turno muitos eleitores da Heloísa Helena migraram, sei lá por qual razão, para o tucano. Tanto que se analisarmos o resultado final comparado com as pesquisas de uma, duas semanas anteriores, a HH caiu e o Geraldo subiu quase na mesma proporção.
Agora, no segundo turno, com um discurso mais esquerdista (inclusive no que diz respeito as privatizações) o PT conquistou todos esses votos: os dos helenistas e dos alckmistas-helenistas.
Emerson |
10.22.06 - 5:37 am | #
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gracias, pas. estive com cb ontem, anteontem e quinta-feira, dois lançamentos e um recital aqui em sl. hoje o cabra volta pra sp e em dezembro apronta de novo por aqui. até amanhã. abração!
zema ribeiro |
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10.22.06 - 9:06 am | #
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pelas barbas do ali kamel!:
http://video.google.com/
videopla...399580329967884
pedro alexandre sanches |
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10.23.06 - 12:34 am | #
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do cientista político wanderley guilherme dos santos, em entrevista à "caros amigos":
"É possível até existirem políticos, deputados absolutamente honestos, tudo é possível! O que é importante é tomar medidas que tentem evitar o erro, mas não ser fanático nem mistificador quanto à eficácia desas medidas. Não há possibilidade de filtrar caráter, seja qual for o sistema, pode sempre acontecer alguma coisa. Não quer dizer que então não vamos cuidar de como as coisas se dão; vamos cuidar, mas sabendo que não existe essa lei que garanta que só vá entrar virtuoso, até porque o que alguém considera virtuoso eu posso não considerar. Posso considerar alguém virtuoso do ponto de vista da moral privada e um devasso do ponto de vista dos interesses públicos. O seu Jorge Bornhausen, por exemplo, que seguramente é uma pessoa honesta privadamente, pode ser considerado um devasso político, porque a opinião que ele tem sobre os pobres do país, sobre as políticas públicas é de uma total devassidão, de uma imoralidade acabada, não tem nenhuma virtude. Então, o que para alguns seria ótimo, pra mim, não quer dizer nada".
pedro alexandre sanches |
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10.23.06 - 12:43 am | #
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e, só para a memória continuar minimamente fresca e as antenas ficarem bem ligadas e conectadas, mais um trecho do livro "o sapo e o príncipe", de paulo markun, acerca do segundo turno da eleição presidencial de 1989, collor versus lula:
"Embora tivesse elogiado o comportamento de Lula para Maklouf, o repórter do Jornal do Brasil, Miriam mudou de tom num depoimento gravado no primeiro semestre e acusou o ex-namorado de ser preconceituoso, alcoólatra, mulherengo, carreirista e de ter proposto que ela abortasse.
O material havia sido oferecido ao comitê de Collor em junho, mas o irmão dele, Leopoldo, concluiu que o depoimento não tinha créditop porque Miriam não fora casada com Lula e estava filiada ao PRN [o partido biônico de Collor, lembra?]. Na reta final, com as pesquisas indicando o crescimento do petista, a equipe de COllor resolveu usar as quatro fitas VHS. Editado pelo jornalista Chico Santa Rita, o material foi ao ar no horário eleitoral gratuito. O efeito da acusação foi devastador, embora Lula faça questão de dizer que ele mesmo pouco se abalou e nem viu a gravação [ãhã, sei...]:
- O partido é que deveria ter tido uma estratégia de atuação minha, não esperar que eu estabelecesse uma estratégia. Eu era a pessoa atingida. Então, era alguém que não tinha sido atingido que tinha que pensar, o chamado estado-maior, falar: 'Olha, a tática vai ser essa'. Aí, pedem para eu convencer a mãe da Miriam a ir para a televisão, ou pedem para eu pedir para a Lurian falar mal da mãe. Eu não vou pedir para a mãe falar da filha, nem para a filha falar mal da mãe. Que mundo cão desgraçado é esse? Então, eu não vou ganhar uma eleição assim. Mas o partido poderia ter feito sem que eu soubesse. Eu lembro que cheguei de madrugada no aeroporto, me levaram para o estúdio. 'O que eu vou gravar? O que eu vou gravar?' Não, eu não tinha nada para falar.
No horário gratuito, Lula falou sobre o caso, com Lurian quieta, a seu lado.
No dia seguinte, a jornalista Maria Helena Amaral pediu demissão da equipe que produzia o programa de Collor e denunciou que o depoimento de Miriam fora comprado pelo irmão mais velho de Collor, Leopoldo, por 200 mil cruzados novos, o equivalente a 123 mil dólares [alô, seu dossiê! alô, dona mídia que veicula veicular um dossiezinho!].
A exploração do caso Lurian não foi a única apelação grosseira empregada por Collor. Houve um comercial em que a bandeira brasileira trocava o verde e o amarelo pelo vermelho e, no programa de TV do jornalista Ferreira Neto, no SBT, o candidato do PRN afirmou que o PT pretendia confiscar as cadernetas de poupança e expropriar quartos nas casas da classe média [olha ela aí, sempre ela...]:
- Corre o risco de pessoas arrombarem a sua porta e tomarem um ou dois quartos para colocar ali outras pessoas, militantes do partido, para morar com você.
[um dos primeiros atos de governo de collor, você lembra, foi confiscar todas as poupanças de brasileiros acima de 1.250 dólares.]
(...)
Collor entrou no segundo turno em posição de vantagem - 48% a 39% em 22 de novembro -, mas já estava empatado com Lula - 46% a 45% - quando aconteceu o segundo debate na TV Bandeirantes. Pouco antes, circulou o boato de que Collor apresentaria uma foto de seu adversário abraçado com uma amante, enquanto o comando da campanha petista recebia sugestões para associar a imagem do adversário ao consumo de drogas.
(...)
O Jornal Hoje da TV Globo colocou no ar uma edição dos melhores trechos do debate que dava três minutos para cada um dos candidatos. Mas o Jornal Nacional exibiu nova versão do material, em que Collor falava um minuto e 12 segundos a mais que Lula e de modo mais enfático e preciso. (O jornalista Francisco Vianey Pinheiro reclamou dessa nova edição do debate para o Jornal Nacional e foi demitido pela emissora. Até hoje, o episódio gera polêmica entre jornalistas.)
No dia seguinte, sábado, véspera da eleição, a polícia cercou uma casa no Jabaquara, em São Paulo, e acabou com o seqüestro do empresário Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar. Os criminosos eram chilenos, argentinos e um brasileiro com passagem por grupos de esquerda, e eles já tinham feito outras ações do gênero, sempre sob pretexto de financiar a guerrilha da Nicarágua.
Alguns policiais [alô, delegado edmilson bruno! alô, jornalistas "crédulos"!] afirmaram ter encontrado material do PT com os seqüestradores. Várias emissoras de rádio colocaram a notícia no ar e o secretário de Segurança de São Paulo, Luiz Antonio Fleury Filho [ele, o que ficaria mais "famoso" depois pelo massacre de 111 presos no carandiru], procurou a direção de jornalismo da TV Globo dizendo que havia fortes indícios de que aquela turma tinha ligações com o PT, e perguntou em seguida se a emissora ia divulgar a informação. João Roberto Marinho, filho do dono da TV Globo, determinou que só dariam a notícia se alguma autoridade assumisse a responsabilidade pela acusação. Fleury recusou-se a falar. Houve pressão do comitê de Collor, mas a Globo não deu nada sobre o caso.
(...)
O resultado da eleição surpreendeu Lula [depois do conchavão brucutu entre mídia & colloridos, o segundo turno acabou com 42,75% para collor, 37,86% para lula] :
- Quando você está na linha de fogo, você nunca acha que a bala vai te pegar. Então, eu conhecia o Collor, eu sabia que o Collor não suportava um debate comigo, sabe? ELe era muito limitado, ele criou quatro ou cinco frases de efeito, acabou, colocava, sabe? (...) E eu tinha certeza que o Collor não agüentava debate. Ele não conhecia coisas, não conhecia nada, ele era uma invenção da Globo. Ele foi eleito prefeito por invenção do pai, foi eleito governador por invenção da família e da televisão dele e foi eleito presidente por invenção da Globo, sabe? Então, nessa derrota eu realmente baqueei".
pedro alexandre sanches |
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10.23.06 - 1:13 am | #
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xará noizyman, quêisso, a provocação-strokes não é pra tu, não, hahahahaha - é só para quem SÓ consegue gostar de strokes & quetais, hehehehe. tipo o pessoal que, se pudesse, não votava em lula nem em alckmin, mas sim em blair, bush, esses "grandes" tenores que arrasam "quarteirões" nas hit parades por aí...
êêê, samira!, até para correio elegante entre possíveis entrevistados e entrevistadores já estamos usando a janelinha vremêia, hahahaha, chique demais!
madamada, assim como o noizyman e a alessandra, também acho que o debate tá uma delícia, saboroso gota por gota, inclusive pelas contradições que vamos apontando um no discurso do outro rumo à conclusão de que nenhum discurso é auto-sustentável só por si..., mas... hihihi, num sei, não..., é impressão minha, ou a gente também ficou aqui de galo na rinha suando na bicada, e a galera ao redor se divertindo a valer conosco?, uffffs, hahahaha.
mas, falando em galo de rinha, putz... outro dia, lá no seminário "antídoto - seminário internacional de ações culturais em zonas de conflito", o celso athayde evocou mais uma vez sua experiência em rinhas... não, não na posição de duda mendonça, mas de galo, mesmo... quando moleque, o athayde, hoje empresário de mv bill e dirigente da central única das favelas, foi galo de rinha, ou melhor, menino de rinha, para diversão de marmanjos que se divertiam em ver os molecotes se baterem até sangrar. chocante, cês não acham?
outra que ele contou lá no seminário, e que eu não sabia, foi que ele também foi morador de rua, por vários anos. e, êita, quanto mais eu sei mais eu admiro esses ativistas e militantes e líderes políticos que não param mais de sair da favela para o mundo, viu? depois vem historiador aristocrático babaca desancar presidente porque presidente prefere citar agnaldo timóteo que, sei lá qual platão ou schopenhauer ou sartre (alô, sartriano fhc! o inferno são os outros, né?, hihihihi)... não tá entendendo (ou querendo entender?) nada, nada, nadinha do mundo em que tá vivendo, argh.
tiago, adorei saber desse seu sentimento de estar tão livre como nunca, sinta-se à vontade para trazer notícias do cerrado para cá! taí uma coisa que a gente não imaginava, nem ao falar sobre sites etc., que em tão pouco tempo quaisquer distâncias seriam assim tão incrivelmente encurtadas, neutralizadas, revertidas e viradas do avesso, né?... bacana, bacana...
emerson, boa explicação!, certamente essa é uma entre várias que devem estar acontecendo ao mesmo tempo, como a do exemplo do noizyman e a da "síndrome de caetano veloso" citada pela alessandra (será que o caetano é o roberto carlos dos "ricos", nesse lance de influenciar e/ou antenar multidões e/ou multidinhas?, hehehe?)... temos que ver ainda o que vai dar nas urnas em si, mas se rolar isso mesmo o fenômeno ainda está por ser destrinchado, né? fico pensando se quem "governa" esse voto volátil não é mesmo o lula, muito mais que o adversário... tipo quem fica na sanfona de "voto no lula", "não voto no lula", a bordo do noticiário moral, e levando o suflê de chuchu de roldão nesse estranho efeito ioiô...
pedro alexandre sanches |
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10.23.06 - 1:45 am | #
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ah, e com inacreditáveis nove dias de atraso, a "folha" enfim tocou no caso "carta capital", das manipulações de mídia entranhadas nas manipulações políticas do jogo eleitoral... verdade que foi só no ombudsman (que fez observações importantes, por entre outras bem à maneira diversionista que anda tão em voga nestes dias), mas foi:
http://www1.folha.uol.com.br/
fsp...m2210200601.htm
o bão mesmo é o aparecimento, enfim, de uma "versão oficial" de um dos jornalões sobre a lambança em que ele também se envolveu. fala o ombudsman marcelo beraba, e (aleluia, gretchen!) fala também a editora-executiva da "folha" [e euzinho, em itálico, palpito, hihihi]:
"A Folha, no entanto, acha que agiu corretamente, segundo Eleonora de Lucena, editora-executiva: 'A Folha considera que agiu com correção, rigor e transparência no episódio das fotos com o dinheiro do dossiê. Em primeiro lugar, as imagens tinham evidente interesse público, o que justificou a publicação. O jornal obteve a informação sob o compromisso do sigilo da fonte, uma garantia constitucional. Por isso a Redação não identificou o responsável pelo vazamento. Na mesma reportagem, a Folha relatou a posição on the records do delegado Edmilson Pereira Bruno, que falava em furto e negava sua participação no caso [ou seja, a 'folha' simplesmente bancou a mentira do cara, de que era testemunha, né, dona eleonora?... e tudo bem, normal, isso é 'correção', 'rigor' e 'transparência', sei, sei...]. Omitir essas palavras significaria censurar uma declaração pública do protagonista do evento [claro, claro, claro, e aqui nesta terra censurar ninguém se atreve, ó, luar tão cândido, né?...]. Qualquer outra ressalva ou adendo representaria a quebra do compromisso de sigilo da fonte assumido pelo jornal [alguém já lembrou, eu lembro também: sigilo de fonte, como o próprio 'manual da folha' deve ensinar, se refere ao NOME da fonte, não ao que a fonte falou ou, pior, o que a fonte fez. tão me chamando de imbecil?, se agora sigilo de fonte virou sinônimo de mentira e omissão seletiva, socorro, pára esse titanic que eu quero descer!!!]. O trabalho criterioso e responsável da repórter Lilian Christofoletti foi crucial para que a Folha acompanhasse todo o caso e seus desdobramentos. No dia seguinte, quando o delegado assumiu a responsabilidade pelo vazamento, o jornal registrou o fato na Primeira Página [só não registrou sua própria participação na farsinha da omissão da fonte, né?, por que será?, a quarta parede não pode virar vidraça?]. Também publicou as opiniões do governo e do PT sobre a divulgação das fotos. Fez jornalismo independente, crítico e apartidário [pronto, começou a loa, tá parecendo o lula, 'eu não sabia', 'eu não sabia' e 'eu não sabia'...], como estabelece o seu projeto editorial, que não se presta a operações de manipulação política e deturpações da realidade [nunca!, nunca!, jamais!, que cidadãos de quinta categoria ousariam duvidar de tão perfeitos e impecáveis procedimentos?]'.
A Folha podia ter publicado as fotos com a informação de que as tinha recebido de uma fonte que não poderia aparecer. Não precisava coonestar a farsa armada pelo delegado [iéééé!, sr. ombudsman! 'coonestar a farsa' eu gostei!].
Desde 1984, quando lançou o seu primeiro 'Manual da Redação', o jornal adotou um procedimento para fugir de artifícios e mentiras quando tem uma informação relevante, comprovada, mas cuja origem deve ser mantida no anonimato: é a fórmula 'A Folha apurou...' [mas nesse caso seria algo do tipo 'a folha apurou que um delegado entregou clandestinamente à folha umas fotos para ferrar um dos dois candidatos em disputa pela presidência do país, não ia pegar bem, né?... êita, como diriam as CEGUINHAS maroca, poroca e indaiá...]. Ela traz para a direção do jornal a responsabilidade pela veracidade da informação e evita que se invente histórias ou personagens e que se engane o leitor [enganar o leitor??? quem???].
No dia seguinte, quando o delegado assumiu o vazamento das fotos, o jornal estava liberado para publicar a conversa dele com os repórteres, de evidente interesse jornalístico".
ai, ai, ai... a que zona fronteiriça desgraçada fomos chegar, hein? [ou será que já estávamos nela há muito tempo (como relembra aí acima o memorial do markun da campanha de 1989) e fingíamos não notar?, marocos, porocos, indaiás?...]
cadê indaiááááá?
pedro alexandre sanches |
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10.23.06 - 2:34 am | #
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e o "caso ali kamel" continua rendendo barbaridades, entre os leitores do observatório da imprensa e até no site do paulo henrique amorim, que o kamel contestou pessoalmente:
http://conversa-afiada.ig.com.br/
aí lá pelas tantas diz assim o amorim:
"Kamel disse também que o horário do Jornal Nacional estava alterado por causa do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Mas no dia 29 de setembro já não havia mais horário eleitoral no rádio e na TV. O último dia de propaganda eleitoral foi no dia 28 de setembro, quinta feira".
hahahahaha, é impressão ou o kamel tá se enroscando nas próprias incongruências? ei, você aí?, se diante de escandalinhos e escandalões já caíram dirceus, paloccis, berzoinis, freuds etc., quando é que vai cair o kamel, hein??? ou escândalo de mídia não conta?
mas, ah, o mais explosivo e bombástico no side do paulo henrique amorim está neste link aqui, ó:
http://conversa-afiada.ig.com.br...5/
396225_1.html
o p.h., ex-globo, tá enfezado, e diz coisas como:
a) "O cargo de manda-chuva no jornalismo da Globo é provavelmente mais importante, no Brasil de nossos dias, do que o de Ministro da Justiça",
b) "Não seja tão subserviente. O patrão não te pede tanto"
e c) "Interessa à Globo construir a imagem de 'ódio' e 'vingança', que transparece das capas da revista Veja? Muitos já disseram que o 'ódio' da Veja é uma forma de 'vingança' contra uma decisão do Presidente Lula sobre livros didáticos, que, este ano, deu um prejuízo à Editora Abril de R$ 40 milhões. Porque o Ministério da Educação resolveu mudar uma pratica que beneficiava a Abril. E decidiu beneficiar editoras menores".
êita, a fervura tá fervente!
pedro alexandre sanches |
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10.23.06 - 3:01 am | #
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ei, e já que uma das polêmicas da hora é sobre se é certo ou errado banir a publicidade dos outdoors e outros espaços públicos, será que não podíamos aproveitar e discutir um pouquinho sobre marketing de natal, hein?
de ontem para hoje, caí em mim que as cafonérrimas árvores natalinas gigantes do pib paulistano (tipo shopping higienópolis, avenida paulista etc.) já estão sendo construídas a pleno vapor. hoje é 23 de outubro, faltam dois meses inteiros para o natal, e, inevitavelmente, passaremos mais de dois meses inteiros submetidos ao massacre mercadológico que confunde mercado com fé, festa com morbidez, boa vontade e livre arbítrio com obrigação e ditadura marketológica autoritária.
porque, me diz aí, alguém acha mesmo natural que a gente passe mais de um sexto do ano inteiro cultuando essas imagens mórbidas que levam àquele cara morto-ensangüentado-sacrificado-martirizado-na-
cruz, quando não a essa ridicularia de pinheirinhos nortistas com floquinhos primeiro-mundistas, justamente aqui num país onde quase nunca neva? quando é que essa outra ditadura vai acabar, hein?
pedro alexandre sanches |
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10.23.06 - 5:41 pm | #
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zema, taí o texto (apesar de você não ter me dado chance de lembrar da promessa por mim mesmo, hehehe):
"CHEGA DE SAUDOSISMO?
Um relicário de referências e influências compõe o painel poético do maranhense Celso Borges, em Música (editora Medusa, editoramedusa@hotmail.com). O livro busca inovar já no formato múltiplo que adota: assemelhado a um velho disco compacto de vinil (com um furo no meio que atravessa todas as páginas), vem acompanhado de um CD em que 25 poemas/faixas que procuram aprofundar a simbiose entre poesia e música.
O leitor-ouvinte pode optar ora por só ler os textos, ora por só escutar o disco, ora por misturá-los, e assim também fazem os muitos compositores, cantores e/ou poetas plantados em São Paulo, mas originários dos quatro cantos do Brasil, que Borges convidou a declamar/musicar suas criações, entre eles Zeca Baleiro, Ademir Assunção, Vitor Ramil, Sérgio Natureza, Carlos Careqa, Chico César, Lirinha, Ceumar, Emmanuel Marinho etc.
Se o formato físico (e também poético) aproxima a obra da poesia concreta, essa é no entanto apenas um dos moldes presentes. A angústia da influência dedicada a Drummond, Bandeira e João Cabral, entre muitos outros, é soberana em Música, em especial no corajoso poema-faixa Chega, que subverte Chega de Saudade e manifesta aversão por 'falsos josés', 'vinícius de moral', 'leminskis vampiros de Leminski' e 'velhas bossas novas de barquinhos naufragados'. Sendo também um desses saudosistas, Borges sabe que é aí que moram as melhores e as mais arriscadas contradições. POR PEDRO ALEXANDRE SANCHES"
pedro alexandre sanches |
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10.23.06 - 5:45 pm | #
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valeu pas, e desculpe aí a "chatice". abração!
zema ribeiro |
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10.23.06 - 5:56 pm | #
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pedro, o que mais me afoba nestas campanhas marqueteiras é a compressão e distensão de tempo que elas (des)organizam na vida da gente.
tipo, eu sou obrigada a ficar vivendo o natal-ansioso durante dois meses, e quando chega a data eu já estou uma pilha de nervos e quase guinchando minha mãe com o garfo do peru assado, espetando minha avó na grelha, essas coisas.
da mesma forma, campanhas megaocupacionais como dia das mães e dos namorados me oprimem pra caramba, eu odeio ser obrigada a viver patrocinada pelos "climas" e ways of life.
eu acho que a gente fica sem espaço pra comemorar as coisas que a gente considera importantes fora do calendário oficial, e isso me oprime um bocado.
márcia |
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10.23.06 - 5:57 pm | #
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O horror.
http://oglobo.globo.com/rio/mat/...3/
286345716.asp
Jô |
10.23.06 - 6:41 pm | #
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adorei a nakamura! a gatinha mandou muito bem! tipo, que mané dança no gelo, eu tô com a cabeça na eleicão! só espero que ela não tenha sido punida pela "gafe".
xará, tô ligado que a provocação não foi pra mim, mas mesmo assim me senti provocado! hahaha! mas numa puta boa, hehe.
e tô ligado tb do que vc tá falando. tem um monte de gente que vive (ou quer viver) no brasil fingindo que tá em londres ou novaiorque, né? então tá...
e se tem uma coisa que eu não suporto é viver bombardeado pelo calendário marketeiro-festivo. anonovo-carnaval-diadasmães-diadospais-
diadosnamorados-diadascrianças-natal-anonovo...
o pior é a idéia que os caras martelam na sua cabeça do tipo "se vc não der presente pra sua mãe, vc é um último dos filhos desnaturados do planeta", "que espécie de pai não dá presente no dia das crianças?", etc.
argh, vá de retro publiciotário!
pedro noizyman |
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10.23.06 - 7:19 pm | #
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zema, disponha!
márcia, hahahahaha, é isso!, é isso!, "tipo, eu sou obrigada a ficar vivendo o natal-ansioso durante dois meses, e quando chega a data eu já estou uma pilha de nervos e quase guinchando minha mãe com o garfo do peru assado, espetando minha avó na grelha, essas coisas", hahaahha. e é para isso mesmo que a coisa toda é organizada, para o martírio da festa, não para a festa do martírio (até que a gente, finalmente, resolva começar a encarar diferente essa festa de zumbis desta nossa sociedade hipocritizada que não faz feliz um só ser vivente no planeta inteiro, né?...)!
essa idéia de sacrifício, coroa de louros, corpo de cristo, sangue de cristo, guinchos familiares com garfo de peru etc. etc., aliás, é a própria essência do hiper-romantismo ultramórbido que eu já andei cutucando por aqui, e que suga nossas almas de natal a natal, de milênio a milênio... a propósito disso, comecei a ler um livro que ainda não saiu, "história sexual da mpb" (!!!!! eu queria taaaaanto ter escrito !!!!!), do jornalista rodrigo faour, e aí entra uma fala da sexóloga regina navarro lins, olha só se não é perfeito, e se não serve também para os natais ultra-românticos que sugam as almas da gente:
"Ele [o "amor romântico" à moda de roberto carlos & cia. ilimitada] é basicamente regido pela impossibilidade, pois quanto mais difícil ou impossível de dar certo, mais apaixonada a pessoa fica. É como se ela precisasse mais da ausência [jesus cristo??? jesus cristo!!!] que da presença do outro para se satisfazer. Então, essas músicas que falam de tantos dramas e vinganças representam justamente a impossibilidade para alimentar o amor. E se você for ver, hoje em dia muita gente ainda idealiza esse tipo de amor sem perceber: 'Não sei por que não amo fulano, que é tão legal para mim, e fui amar beltrano que não me dá bola', ou aquela pessoa que até esnoba o seu parceiro, mas quando ele chega e diz que vai deixá-la quer se matar. Como já disse num artigo meu: não é Marlboro, Coca-Cola ou IBM. A propaganda mais poderosa do mundo é a do amor romântico, que está entre nós há 800 anos! As pessoas na nossa cultura amam 'estar amando', apaixonam-se pelo ato de estarem apaixonadas".
há 800 anos só se for o marketing corporativo-escravizador do "amor romântico", porque o marketing do "amór-bido a jesus cristo" já tem uns 2006, né? desculpem se blasfemo, mas ninguém merece...
jô, o horror, o horror! o que é a cara de "estou de mal com a vida" da aposentada-pistoleira-premiada?! o horror...
por outro lado, concordo com o noizyman, o peso simbólico da fala da bailarina do faustão é imenso, monumental: tipo "dança no gelo, faustão?, que dança no gelo, eu posso estar aqui pagando mico pra você, mas eu tô mesmo é pensando nas eleições presidenciais, viu, sua anta?!"
mas quem sabe a gente um dia instaura um boicote via janelas vremêias (& de todas as cores), tipo "ninguém compra mais presente nenhum nesses dias de festa babaca do marketing do meu-cu-vinicius!", aí passa a valer só presente manufaturado, plantado ou comprado na feira, hahaha... o boicote será a grande arma não-fatal da era de aquário?! os hippies estão de volta?!, hahaha...
pedro alexandre sanches |
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10.23.06 - 8:20 pm | #
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Senhor, Pedro
Fiquei esperando vc postar algo a respeito, mas como isso não se deu...O que achaste do último do Caetano?Me pareceu um disco mais límpido, de maior concreção, bem longe daqueles arranjos pomposos de Morelembaum.E com uma visceralidade rara no artista.
Desculpe-me esse desvio, mas foi irresistível minha curiosidade.Grande abraço!
Alessandro
alessandro |
10.24.06 - 12:40 am | #
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Pedro, os últimos comentários me lembraram da letra de uma canção chamada Presente, do Wellington Vela de Curitiba:
não dou presente em maio
será que eu não amo a mamãe?
não dou presente em junho
será que eu não amo o meu bem?
não dou presente em agosto
será que eu não amo o papai?
não dou presente em outubro
será que eu não amo o neném?
não dou presente em dezembro
será que eu não amo ninguém?
o meu amor se faz presente
e não se compra no shopping center
365 dias por ano eu amo, eu amo (bis)
Makely |
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10.24.06 - 4:19 am | #
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márcia, pedro, makely, eu sou conceitualmente muito alinhada com essas colocações sobre datas e pressões comerciais. estive alheia a tudo isso durante boa parte da minha vida.
mas, olha, é muito, muito foda sobreviver a isso quando se tem criança em casa. o bombardeio é tão grande que já vira uma coisa natural: o que vamos comprar para o papai no Dia dos Pais? quero tal coisa no Dia das Crianças.
a influência da mídia é assustadora nesse aspecto. tem uma propaganda da quaker, que passa no canal de desenhos que meu filho assiste, que diz assim: filho vem em primeiro lugar. ele se envolveu tanto com a propaganda que agora deu de comer aveia pura! menos mal que é aveia, que um troço saudável, mas quanta porcaria - física e emocional - a mídia não empurra pra dentro da gente.
graças a deus, a gente tem nossos antídotos. o moleque anda roqueiro à beça e deu de gostar da pitty. pois em casa toda hora está tocando "admirável chip novo" (pense, fale, compre, beba/leia, vote, não se esqueça/use, seja, ouça, diga, tenha, more, gaste e viva)e o petiz é chegado a uma interpretação de letra! não deixo por menos!!! hahahahahaha
Alessandra Alves |
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10.24.06 - 9:47 am | #
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Amigos, estou de volta para uma leitura rápida e bater cartão. De segunda passada até agora, o bicho pegou. Cheguei a ficar sete dias seguidos dormindo três, quatro horas por noite no máximo. Domingo que vem acaba esta fase de trabalho alucianado. E, espero, isso será condignamente comemorado com a vitória de LULA 13!
Abraços a todos.
Luiz Alberto |
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10.24.06 - 11:51 am | #
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Olá Makely! Fiquei surpreso de você falar dessa música do Wella. Acabamos de produzir um disco dele que tá sendo finalizado. Essa canção foi gravada e é uma das minhas prediletas. Um abraço
Ulysses |
10.24.06 - 1:29 pm | #
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copio-e-colo aqui artigo recente do luis nassif ( http://luisnassif.blig.ig.com.br/ ), porque é de suma importância e interesse para nós aqui da janela rubra:
"O fim do oligopólio da opinião
As eleições de 2002 marcaram uma virada inesquecível na mídia espanhola. Poucos dias antes do final, houve o atentado na estação de trem de Madri. A mídia governista espalhou a versão de que havia sido detonada pelo ETA, a milícia separatista basca. A reação veio através de um enorme zumbido popular, valendo-se das novas formas de comunicação, especialmente mensagens curtas em celulares. Em poucos dias, ampliou-se a vantagem da oposição e o governo e a grande mídia foram derrotados. Ali, simbolicamente, cessou o oligopólio da informação por parte da mídia convencional.
As eleições de 2006 no Brasil terão o mesmo significado no futuro. O episódio em questão foram as fotos do dinheiro que seria utilizado para a compra do 'dossiê Vendoin'. A rigor, as fotos não trariam nenhuma informação adicional para elucidar o caso. São tão informativas quanto qualquer foto de dinheiro amontoado. Esperava-se apenas que a exposição das notas de dinheiro tivesse um efeito eleitoral, como teve a foto do dinheiro encontrado no comitê eleitoral de Roseana Sarney em 2002.
Se o interesse na foto era puramente em torno dos efeitos eleitorais, a matéria jornalística mais relevante seria sobre a forma como as fotos foram vazadas para a imprensa – do mesmo modo que, em relação ao dinheiro do dossiê, o interesse jornalístico seria sobre sua origem, não sobre sua aparência.
No entanto, durante alguns dias os principais órgãos da imprensa se limitaram exclusivamente a repercutir a imagem das fotos. A conversa do delegado que vazou as fotos com os repórteres que cobriam o caso é extremamente significativa. Mostrava claramente uma armação, inclusive na intenção de passar as fotos para emissoras de TV de menor audiência para despistar a entrega ao 'Jornal Nacional' – não por razões de cumplicidade, mas por ser o jornal de maior audiência do país.
Os fatos foram denunciados na reportagem de Raimundo Pereira na 'CartaCapital'. Através dela, se fica sabendo da existência da gravação da conversa do delegado com os jornalistas.
Em outros tempos, o assunto morreria por ali. Não haveria repercussão da reportagem, e a gravação do delegado no máximo circularia por algumas redações de forma quase clandestina.
O advento dos blogs e da Internet inverteu a lógica. Em pouco tempo, a matéria de Raimundo passava a repercutir em vários blogs. Os leitores passaram a descarregar a ira contra a encenação na parte de comentários. A repercussão foi tal que obrigou o jornalista Ali Kamel, porta-voz da Globo, a sair a público defendendo a emissora.
Nos anos 80 a denúncia de desmandos jornalísticos sairia por outro órgão da mídia. Em 2006, houve um pacto tácito que juntou grandes jornais, revistas e grandes emissoras de televisão, de homogeneização da opinião, de redução do contraditório, de diminuição do espaço crítico. Não se percebeu que a tecnologia estava mudando tudo.
Foi esse pacto que, no fundo, acabou impedindo a oxigenação do debate e abriu um espaço extraordinário para os blogs. As eleições de 2006 marcam definitivamente o fim do poder absoluto da grande mídia sobre o mercado de opinião brasileiro".
pedro alexandre sanches |
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10.24.06 - 2:06 pm | #
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nossa senhora dos nós atados e dos martírios alados! haha
HISTÓRIA SEXUAL DA MPB É A HISTÓRIA DO MILÊNIO!
TUDO!
pedro, e o lucas do michael cunningham, e aquelas máquinas que vão comendo os dedos das pessoas, fazendo lulas?????????????!!!!??????
e o encontro com walt whitman????????
to tipo amando.
márcia |
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10.24.06 - 2:22 pm | #
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oi, alessandro, viva a curiosidade!, hahaha. não é bem que eu tenha ficado calado sobre, logo no começo escrevi um pequeno texto sobre o "cê" na "carta capital", olha ele aqui:
"CAETANO ESTÁ NU, CRU E CRUEL
Às primeiras audições, Cê (Universal, R$ 40), de Caetano Veloso, surge como um disco de especiais dureza e rudeza na trajetória do artista. Criado e executado de forma mínima com os jovens músicos Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado, pesquisa prioritariamente os universos do rock'n'roll e, às vezes, daquela tela quase em branco que círculos mais vanguardistas (e/ou afeitos a modismos) costumam denominar 'pós-rock'.
A ressonância inicial é de um trabalho despido, emagrecido de referências explicitamente brasileiras. Nu, cru e cruel, Caetano discorre sob odores autobiográficos sobre o ódio (em Odeio), sobre a inveja (Homem), sobre a morte (Waly Salomão), sobre a dor (Minhas Lágrimas)... O discurso investe agressivamente na já bem conhecida ambigüidade, pelo uso e pelo abuso de pistas falsas, de ironia séria, de seriedade irônica.
Mais que nunca, a máxima que governa a criação é aquela de que 'eu vim para confundir, não para explicar'.
O ápice disso é o quase-rap de encerramento, O Herói, em que o narrador, dúbio, parece tentar vestir a túnica de um rapper ao mesmo tempo racista e anti-racista, ou de um certo presidente-operário, ou de... Caetano Veloso. Vi que o meu desenho de mim é tal e qual o personagem pra quem eu cria que sempre olharia com desdém total, afirma, tenso, o (anti)herói. Se tal personagem for o próprio autor, então Cê não é 'você', mas sim a primeira letra do primeiro nome do cantor-compositor. POR PEDRO ALEXANDRE SANCHES"
na verdade, ouvi bastante o disco do caetano nos primeiros dias, mas logo fui perdendo a vontade de ouvir, me distanciando, sentindo preguiça de ter que formular altas considerações sobre (quem disse que é preciso, né?, ter aquela velha opinião formada sobre tudo?...). se a semente desse afastamento pudesse estar já presente no textinho que escrevi cedo demais, eu diria que o cheiro de repelente que o "cê" exala em mim tem a ver com aquela postura do cv que, apesar de muito sincera, é também muito agressiva, tipo aparentada indiretamente (mas muito mais charmosa e talentosa, é evidente) do arsenal bélico que a "veja" costuma expor nas suas piores capas e que tem levado jornalões (sobretudo "folha") e televisõezonas (sobretudo globo) a escorregar na casca da banana da própria agressividade belicosa... dá preguiça, preguiça de guerrear com caetano (mesmo que seja pela simples audição do disco), preguiça da "guerra sem limites" tipo bush que se espalha por tantos e tão variados signos, sabe?...
pedro alexandre sanches |
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10.24.06 - 2:34 pm | #
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makely, hahaha, sensacional, sensacional, essa letra! (ulysses, não conheço o wella, depois manda notícias...) podia ser o tema de natal de 2006, né? quanto a mim, putz, confesso conflitos e sentimentos de culpa em relação a isso... porque se insurgir contra o marketing corporativo é uma coisa (essencial para os nossos dias, eu diria), mas lá no fundo isso também se mistura com uma dificuldade ááááspera em presentear o outro, os outros, em ser gentil com o(s) outro(s)... [eu sinto isso, cê não sente? depois junta essas imagens com o espírito-depressivo-de-natal-do(s)-crucificado(s)-
martirizado(s), vira uma tortura só...] mas, bem, a conclusão da música neutraliza isso, e é maravilhosa, não é?
ai, alessandra, acho que é por essas e por outras que eu não peito a idéia de ser pai, hahaham, e nem tenho o menor tino para educador, mas... a gente não podia dar uns golpezinhos "de estado" nos massacres mercadológicos?, tipo dar o presente do dia das crianças uma semana antes, ou uma semana depois do dia "certo", tipo "tô te cafundindo pra te esclarecer"?, será?, hahaha.
luiz alberto isso tudo tem a ver com o brasileiro campeão na fórmula 1? confesso que não sei de nada além do nome dele (felipe massa, acertei?, hihihi), mas ai, ai, meu deus, o que foi que aconteceu com a fórmula 1 popular brasileira? um "novo" ayrton senna? um lulinha? que que tá acontecendo??
ai, márcia, tá vendo? um dos livros que eu sonhava fazer (e nunca fazia), o rodrigo faour chegou primeiro, hahaha... tô aqui escandalizado com a imagem 90% negativa que o brasil pinta do amor que sente (ou seja, de si mesmo, né?), ao longo dos anos 30, 40 e 50, que o faour retrata por intermédio das mais belas canções da história da música brasileira (ou seja, do brasil)... como diz a sexóloga que fez o prefácio, isso se chama "história das mentalidades" (que, no fundo, é o que constitui o "eu não sou cachorro, não", do paulo césar de araújo, e também, sem querer e sem saber, o meu "como dois e dois são cinco"... enfim, jornalistas desgarrados tentando fugir do oligopólio da "opinião" de que fala o luis nassif, né?)
e, sim, sim, márcia, quanto ao "dias exemplares" do cunningham! a máquina de fazer lulas, com as rotativas à toda, e não é no brasil (esta terra de índios pelados abusadores de criancinhas & de balbúrdia no espaço aéreo, né?...), é no coração dos... estados unidos da arrogância!!! incrível, né?
pedro alexandre sanches |
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10.24.06 - 3:09 pm | #
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biu!
temos que votar em você!!!!!!!!!!!!!
e você nem conta, cáspita!!!!!!!!!
http://www.thebobs.com/
index.php...9562327HVPMPGSD
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
márcia |
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10.24.06 - 3:27 pm | #
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biu, e eu lá estava sabendo?, sei lá como é que eu fui aparecer lá... mas, er (orgulhoso), cês viram o que fala lá de "nóis"?:
"Description:
Cultural page journalist Pedro Alexandre Sanches' blog is a must-read for anyone with even the slightest interest in contemporary Brazilian pop music (MPB), but those interested in politics and literature will also find plenty to keep themselves occupied".
chique, né? quem será que foi que escreveu isso???
bão, eu que não vou ficar fazendo campanha porque num tenho a pachorra, mas... vota aí em mim (quer dizer, em nós), freguesia?, hihihi...
e vamos manter os themselves ocupados no must-read!, hahahaha...
pedro alexandre sanches |
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10.24.06 - 4:46 pm | #
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ai, pedro, mas se você tivesse um filhinho que vai cortar o cabelo e, enquanto espera, pega uma escova, faz de microfone e fica na frente do espelho cantando, nesta ordem: linha de passe (bosco & blanc), joão ninguém (noel rosa), bom dia tristeza (adoniran e vinícius), o que é que a baiana tem? (caymmi), ia compensar todo o resto, não ia?
(juro, gente, eu vivi isso no sábado!)
pedro, eu uso direto essa tática de subverter as datas. o que eu mais gosto, na verdade, é de bater o olho em alguma coisa, sem data, sem aniversário por perto, comprar e dar, seja pra quem for.
pô, tem coisa mais gostosa que receber um presente sem maiores justificativas? tem coisa pior do que se espremer em um shopping na antevéspera do natal procurando alguma coisa para alguém só para cumprir tabela? assim, acho que a gente não anula o gesto (dar, receber), mas neutraliza a diabólica pressão do marketing abusivo.
Alessandra Alves |
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10.24.06 - 5:25 pm | #
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gente, e o video do goleiro holandês? vocês viram?
eu não vou linkar aqui porque é tipo cicarelli, mais hardcore ainda.
a questão é: a ex-namorada, ao que parece, fez vazar um vídeo dos dois transando, uma cena em que ela usa uma daquelas cintas com apetrecho fálico. é nitidamente uma cena de sexo anal, embora não dê para ver a cara de nenhum dois, pela pouca luz do ambiente.
é na holanda, país conhecidíssimo pela liberdade sexual. mas, mesmo assim, o vídeo é o grande destaque da imprensa esses dias lá.
o detalhe que apimenta tudo, a meu ver, é o ambiente em que vive o cara: o futebol.
daí eu pergunto: e daí que o cara gosta de fazer sexo anal? ele é gay por isso? e se for gay, deixa de "merecer" ser um jogador de futebol?
todo mundo está pronto para mostrar o que faz entre quatro paredes? quem precisa saber o que se faz entre quatro paredes? o que se faz entre quatro paredes enobrece ou desqualifica o que se faz em público?
Alessandra Alves |
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10.24.06 - 5:34 pm | #
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hahahaha, o cinto é o conhecido strap-on!
hahahahahahahahahahahhahaah amei.
pedro, eu descobri sua votação lendo meu conterrâneo idelber avelar. 
márcia |
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10.24.06 - 5:50 pm | #
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Pedro, eu que acabo de me tornar pai fico pensando numa estratégia (alô Alessandra!)para não entrar novamente no cículo vicioso das datas de obrigação. Talvez dar presentes o ano inteiro, ainda que insignificantes (materialmente falando) e sempre fora das datas. Ou então me mudar pro interior, sem TV, shopping, etc.
Makely |
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10.24.06 - 6:18 pm | #
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alessandra, põe o link pra nós aqui, por favor!, que eu quero ver!, hahahaha!
hum, mas a minha maior curiosidade (extra-visual), a princípio, é saber se o cara se envergonha ou leva numa boa a "informação" que foi "vazada"... no caso da cicarelli, por exemplo, imagino que ela tenha ficado fula (será que ficou?) por ter sido exposta, o que não quer dizer que ela negue ou tenha vergonha de transar com o namorado, né? - essa vergonha ela nunca demonstrou, pelo menos não em público, e é o que eu acho mais legal na história toda...
ai, meu deus, márcia, até o idelber já sabe? será que foi ele???
pedro alexandre sanches |
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10.24.06 - 6:20 pm | #
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Pedro, desculpe o off-topic, mas nao encontro nenhum contato seu. Estou ajudando na organização de uma super Festa Cigana, que vai rolar agora em dezembro em Embu, SP.
Vi que o conteudo do seu blog eh licenciado via CC, mas ainda assim, alem da atribuição a voce, gostaria imensamente de uma autorizacao sua pra usar um trechinho do seu post de 2005 sobre a materia "Vida Cigana" que fizestes pra Carta Capital.
Rola?
Vc pode me contactar?
eduardo@academia.nu
agradeço muito.
abraços
dudu
ps: http://pedroalexandresanches.blo...-
desiguais.html
Eduardo Camargo |
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10.24.06 - 6:35 pm | #
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eu ouvi e reouvi o disco do caetano muitas vezes, e apesar de opiniões favoráveis (e algumas até entusiasmadas) de gente que considero muitíssimo, cheguei à triste conclusão de que, à luz de toda a obra do velho baiano, o 'CÊ' é uma bosta.
Marcio Gaspar |
10.24.06 - 6:40 pm | #
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eduardo, que legal, pode usar, sim, o tópico do blog! e, puxa, me dá notícia dessa festa cigana (pas@cartacapital.com.br), quem sabe não vou lá fazer uma cobertura pela "carta capital"?...
hahahaha, marcio, taí, tá registrada a sua opinião sobre o "cê"! eu não iria tão longe quanto você foi, hihihi, mas, ok, confesso que me dá um sono danado a bajulação acrítica que zanzou por aí nos jornalões (a gente precisa mesmo hiper-bajular? ou, fazendo a pergunta ao contrário, a gente precisa mesmo hiper-espinafrar? não dá para ir pelo "justo meio" do outro baiano, sem fazer papelzinho triste de puxa-saco e/ou de ranheta-policial-à-paisana?), em torno do "velô 2", hihihi...
mas, e aí, mais opiniões sobre o "cê"?, quem se habilita? ou vão deixar o galinho (quase) sozinho aqui na rinha do grande circo místico?, hehehe.
e sobre as opiniões do pessoal do cordel do fogo encantado sobre o luiz gonzaga, ninguém?...
pedro alexandre sanches |
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10.24.06 - 7:16 pm | #
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então lá vai:
http://dump.geenstijl.nl/mediaba...92c4/
index.html
parece, pedro, que o cara só comentou uma coisa: que daqui pra frente ele ia ficar com vergonha dos pais!
ou seja, parece que ele levou (!) numa boa. hahahahaha
achei o máximo, gostei e fiquei na base da preta gil quando viu o vídeo da cicarelli!!! ahahahaahaha
pedro, não sei se foi o idelber, mas apóio. vamos todos votar em nós! viva nós, viva a janela encarnada!!!
Alessandra Alves |
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10.24.06 - 7:18 pm | #
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ah, e por falar em velhos & novos baianos, o cartaz de hoje lá no "prata da casa" do sesc pompéia é a novíssima baiana marcela bellas, vamos lá variar um pouquito o repertório?, hehehe.
aqui o textinho de apresentação que fiz pro show dela (hoje, 21h, grátis, sesc pompéia):
"'Baiana, levante essa saia, tomara que caia que eu quero ver.' A música popular baiana pós-axé music não pára de render surpresas. É assim, no caso da cantora e compositora Marcela Bellas, que enriquece sua música com abundantes referências extraídas do rock'n'roll, da MPB, do samba de roda do Recôncavo, da música eletrônica, do rocksamba à moda dos Novos Baianos, do trip-hop, da velha bossa nova, do forró. Um de seus trunfos é a apresentação de novos autores da Bahia, como Ronei Jorge, Helson Hart, Mário Mukeka, Hebert Valois... 'Até o que eu não gosto me inspira', condensa ela, democrática e agregadora".
pedro alexandre sanches |
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10.24.06 - 7:40 pm | #
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votado, pas.
tou curioso por ouvir o "cê", mas não devo comentar tão cedo, risos.
abração!
zema ribeiro |
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10.25.06 - 12:16 am | #
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Pedro, sempre me causou um certo incômodo a relação de Luis Gonzaga com os políticos mais tradicionais de sua época. Dizem que era uma relação meramente comercial e acho que isso piora um pouco a situação. Nesse sentido Asa Branca ganha uma conotação política de manutenção daquela estrutura fundiária, da migração, da indústria da seca.
Fico pensando na relação semelhante que os músicos ligados ao Clube da Esquina aqui em Minas mantém com alguns políticos. Nas eleições de 2002 quase todos apoiaram o candidato do PFL para o governo do estado, Roberto Brant, irmão do Fernando. Em outras ocasiões Milton apoiou abertamente Hélio Garcia, sem contar a relação histórica com Tancredo e por contigüidade com Aécio Neves.
Por isso tudo eu acho louvável essa atitude do Cordel, de dessacralização.
Makely |
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10.25.06 - 12:35 am | #
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não ouvi o cd novo do caetano, só a "música de trabalho", de modos que não posso opinar por enquanto.
hoje, no caminho para o trabalho, ouvi "agora tá", tunai e sergio natureza, gravada pela elis no "saudade do brasil". essa letra me pareceu tão atual:
já que taí
pela metade, mas tá
melhor cuidar
pra peteca não cair
pra não deixar escapulir
como água no ralo
aquilo que já fez calo
doeu feito joanete
castigou nosso cavalo
cortou como canivete
feriu, mexeu, mixou
nunca comeu melado
e vai lambuzar
se vacilar
pode cantar pra subir
porque não dá pra começar
todo rolo de novo
se o bolo fica sem ovo
se a massa não tem fermento
se não cozinha por dentro
vai tudo por água abaixo
eu acho, acho, acho
que agora tá
quase no ponto tá
no ponto de provar
eu acho que agora tá
pra lá de pronto tá
acho que agora tá
vamos cuidar pra peteca não cair!
Alessandra Alves |
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10.25.06 - 9:35 am | #
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eu gostei do cê. depois do a foreign sound jesus cristo superstar e versões e aversões chatas pelo menos é inédito.
ele tá em forma, e eu pelo menos me pego nessa sanha pra ficar sempre aferindo se as grandes divas continuam confirmadas, glamourosas & purpurinadas pra investigar se merecem mesmo todo o culto uqe lhes é destinado, mas assim como a gente cansa na nossa vida&obra, elas cansam também e nem sempre o vinho se torna melhor com o passar dos anos, às vezes o vinho se transforma em água choca e morna, mas quem tá com areia rasgando o olho do deserto bebe mesmo qquer coisa que tiver no cantil inda rendendo um brinde a"os velhos tempos que não voltam mais" né.?..
denise |
10.25.06 - 9:43 am | #
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mais uma coisa. gente, eu sou um zero à esquerda pra televisão. assisto pouquíssimo, acho chato, parado, enfadonho, não tem interatividade, enfim, não é minha praia. por isso, atravessei todo o primeiro e quase o segundo turno inteiro sem ver NADA da propaganda eleitoral gratuita.
ontem, vi um pedaço do programa do lula e achei um primor. como leiga total que sou, não tenho conceitos para embasar minha percepção, mas acho que essa campanha deve ser valorizada como "caça votos" também.
os marketeiros do pt acertaram a mão na dose de fatos e emoção, na postura serena do lula, reeditando um pouco o paz e amo
Anonymous |
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10.25.06 - 9:49 am | #
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falhou lá em cima, desculpem.
mais uma coisa. gente, eu sou um zero à esquerda pra televisão. assisto pouquíssimo, acho chato, parado, enfadonho, não tem interatividade, enfim, não é minha praia. por isso, atravessei todo o primeiro e quase o segundo turno inteiro sem ver NADA da propaganda eleitoral gratuita.
ontem, vi um pedaço do programa do lula e achei um primor. como leiga total que sou, não tenho conceitos para embasar minha percepção, mas acho que essa campanha deve ser valorizada como "caça votos" também.
os marketeiros do pt acertaram a mão na dose de fatos e emoção, na postura serena do lula, reeditando um pouco o paz e amor de 2002, mas imprimindo muita, muita credibilidade de realizador.
vendo a campanha na tv, eu até revi um pouco meu desagrado em relação ao slogan "não troco o certo pelo duvidoso". de cara, eu detestei esse mote, porque achei que deveria ser mais incisivo. EU não tenho dúvidas quanto ao psdb, para mim ele é o lado errado, mas a linha que o pt adotou é muito madura, na minha opinião, e gostaria de saber a de vocês. por quê?
ora, estamos falando de uma candidatura - alckmin - que teve o apoio de quase 40% dos eleitores. mais que isso: com aprovação decisiva no estado por ele governado e com altos índices em regiões como o sul e o centro-oeste. é natural que pinte na cabeça do eleitor uma dúvida - peraí, muita gente aprova esse cara, por que será? é lícita essa dúvida. então, o eleitor se vê diante de uma incógnita - quem é esse alckmin? por que tanta gente gosta dele? (sim, é tanta gente!) por outro lado, o eleitor também se vê diante de uma realidade com inflação baixa, aumento do poder de compra do salário, geração de empregos, política econômica estável etc. o certo pesa muito mais que o duvidoso. por isso, achei a campanha do lula madura e esclarecedora, instigante ao pensamento, menos maniqueísta que o outro lado.
será que o povo brasileiro não está respondendo a essa postura respeitosa, que valoriza a avaliação do indivíduo, em detrimento de uma postura autoritária - nós somos os certos, os outros são o demônio? eu, firmemente, acho que sim!
Alessandra Alves |
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10.25.06 - 9:50 am | #
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Votado!
Estou num misto de curiosidade e preguiça com relação ao Cê. rs
Henrique |
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10.25.06 - 11:17 am | #
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e o jornalista jorge bastos moreno, d'"o globo", sai maravilhosamente do armário e se assume negro (isso ele já fazia, mas agora o faz politicamente) no tópico "chegou a hora de o negro defender o negro" de seu blog. imperdível (e importantíssimo), ó:
http://oglobo.globo.com/online/b...e/blogs/moreno/
trecho:
"Acho piada esses brancos escreverem verdadeiros tratados, até em nossa defesa, mas sem o mínimo de experiência.
Trazemos na pele, na origem, na história, na pobreza, na prostituição, na criminalidade, na conquista, na vitória, na luta.
Perguntem aos nossos 'tutores' o que fizeram para a punição dos que massacraram e massacram nossa raça. Eles ficam na tranquilidade do academiscimo, no politicamente correto. Nunca vi essa gente que escreve sobre cota lutar contra o neonazismo, contra o trabalho escravo, a prostituição infantil, a discriminação, a humilhação".
por outro lado, um dos comentaristas do staff conservadoríssimo da "folha" sai dos trilhos habituais ao comentar a ruína atual do pfl, a bordo (e entre outras muitas razões), entendo eu, da manifestação branca-nazifascista de jorge bornhausen que nos tratava por "essa raça" e que pretendia nos exterminar simbolicamente (entenda esses "nos", esses "nós", como quiser, mas é um "nós" beeeeem amplo, um "nos" bem aaaaaaaamplo):
http://www1.folha.uol.com.br/
fsp...c2510200606.htm
o título, cê notou?, ainda guarda terríveis humores simpatizantes a causas nazifascistas - pois devo compreender que "dura de matar" é "essa raça", ou estou redonadamente equivocado?
mas, ainda assim, trechos:
"O segundo mandato de Lula vai montar um pólo político de dupla sustentação, com PT e PMDB, ao mesmo tempo em que vai minar como puder o bloco PSDB-PFL. Será uma estratégia de isolar o quanto possível o PSDB, tarefa facilitada pelo próprio declínio do PFL, que não deverá governar nenhum Estado, apenas o Distrito Federal. Deve perder até mesmo Roseana Sarney para o PMDB.
Teve a maior perda proporcional de bancada na Câmara (quase 20%) e, sem o governo de Estados eleitoralmente importantes, deverá perder mais deputados e prefeitos para outros partidos. Só se mantém forte no Senado porque a Casa tem uma 'inércia política' muito grande, com mandatos mais longos e um grande número de ex-governadores".
e, principalmente,:
"[o pfl] passou quase duas décadas se orgulhando de ser o partido com maior capilaridade política do país, atingindo os rincões mais profundos. Tudo isso acabou nestas eleições. Ditaduras demoram a morrer, mesmo depois que acabam. O atual encolhimento do PFL é uma das mais importantes e significativas mortes da ditadura militar brasileira.
Jorge Bornhausen vai ter de agüentar bem mais que a 'raça petista'. Terá de agüentar o resultado de uma eleição democrática que pode fazer com que o PFL venha a se juntar em futuro não tão distante ao time dos pequenos partidos brasileiros".
cê tá entendendo?, que é só agora, quase 18 anos depois de instalada a atual democracia brasileira, é que estamos de fato começando a matar a(s) ditadura(s)? [cê tá entendendo, coronel bornhausen?] e, nesse contexto, o que é esse título tosco-ambíguo-hollywoodiano fazendo preá de ditadurinha, "dura de matar" [a "ditadura"?, a "raça"?, ou amb(ígu)as???], hein, dona "folha"?
pedro alexandre sanches |
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10.25.06 - 2:53 pm | #
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em foco, a "caixa-preta" do atual jornalismo político brasileiro (escrito & falado), fenomenal!:
http://observatorio.ultimosegund...p?
cod=404JDB002
http://observatorio.ultimosegund...p?
cod=404JDB003
http://observatorio.ultimosegund...4-005625763C38}
pedro alexandre sanches |
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10.25.06 - 3:23 pm | #
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bão, e a imagem do dia é, definitivamente, esta dos gêmeos nascidos no reino unido, sob a regência de escorpião e do neo-planeta-anão conhecido como plutão (alô, márcia!), não?!!!:
http://noticias.uol.com.br/ultno...htm?
abrefoto=11
pedro alexandre sanches |
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10.25.06 - 3:26 pm | #
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zema e henrique, obrigado pelos votos! fui lá agora há pouco e constatei que o blog tá só com 32 votos - será que neurotizo e concluo que todo mundo que passei por aqui não gosta daqui???, hihihihi... ou será que é porque quem não tem estratégia de marketing não se estabelece neste mundo cruel das blogcorporações?, hohoho...
makely, pois é, tem esse incômodo do adesismo dos artistas e pensadores aos pensamentos vigentes de suas épocas... mas, ih, será que no futuro nós que apoiamos "coronel" lula seremos vistos assim, também?, iiih...
um outro aspecto é o do peso que a música (espetacular, na minha opinião) do luiz gonzaga exerceu e exerce no imaginário popular nordestino, que é o que parece indignar os rapazes do cordel do fogo encantado... por lindas que sejam, as poesias de "asa branca" e outras tantam também tratam de confinar o homem nordestino em estigmas muito negativos, muito pesados, muito parciais, né?
legal é que isso é igualzinho ao imaginário da favela, que os rappers começaram reforçando (imagens de violência, morte etc.), mas que agora combatem com muito vigor - num curto espaço de tempo, é a periferia de "cidade de deus" versus a periferia de "antonia" (alguém já viu?), assim como, num espaço longo de tempo, é pernambuco de luiz gonzaga contra pernambuco do cordel do fogo encantado...
não que uns tenham que anular e exterminar os outros para se firmar, essas visões contrárias têm mais é de se complementar, se relativizar umas nas outras, não? tipo assim os gêmeos preto-e-branco do reino unido...
alessandra, hihihi, que será que dona elis estaria pensando se estivesse aqui agora, pronta pra votar?... mistéééério...
denise, a gente não consegue, mesmo, ficar sem aferir, né?, haha... me identifico com o que você tá falando, mas puxo também o causo lá dos "ídolos" versus "fãs": não seria mais um quesito da nossa perversidade de fãs esse outro hábito, o de sempre e sempre e sempre comparar os caetanos d'hoje com os caetanos d'ontem, os chicos paratodos com os chicos pra seus caros amigos?...
imagina nóis na pele deles, na hora de "competir" contra o próprio passado luminoso, credo, deve ser um trauma... e nóis aqui, nos "advertindo" com a desgraça alheia dos nossos bem-amados, hihih...
alessandra, e pegando carona no seu comentário (não vi os programas mais recentes), e os 42% do alckmin no primeiro turno, estão mesmo encolhendo para 39%, 36%? por que, por que, por quê??? quem tá desembarcando dessa canoa, e por quê???
outro ponto: circulando aqui pela cidade de são paulo, quase só vejo carros com adesivos pró-alckmin, o que estimula várias aflições, sendo estas as duas mais fortes:
a) o eleitorado paulistano de lula está envergonhado de se dizer pró-lula? (ou tá hostilizado, acuado, com medo de perder o dedo?)
b) somada à vitória acachapante de serra no primeiro turno, a previsível grande votação de alckmin no primeiro turno indica que são paulo dá salvo-conduto entusiasmado às políticas tucanas de 12 anos no estado? depois de tudo que aconteceu, esse eleitorado não está nem aí com o pcc?, acha que o pcc não é problema do psdb?, acha que o pcc não é seu problema? socorro, são ferréz!!!
pedro alexandre sanches |
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10.25.06 - 5:32 pm | #
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welch on a bet welch on a bet welch on a bet // cendant mortgage corp cendant mortgage corp cendant mortgage corp
izuauxq |
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02.03.07 - 5:55 pm | #
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