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Eu consegui imaginar a mesma coisa quando eu ainda morava no Brasil, pelas ruas de Sampa. Uma frase, um sonho, uma esperança, um temor, uma imaginação... a minha. Com quem será que eles falam? Será que a propaganda é por estarem sendo pagos pra falarem aquilo e por ai vai. E hoje, a mesma correria aqui, mas pelo fato da língua ser diferente, eu faço essas interpretações através das roupas e dos estilos das pessoas que andam na rua. E continuo perdida rs. Mas o lado positivo dessa análise é que faço usando meus fones de ouvido, tendo música como fundo. É uma experiência diferente.
Kisu
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Fico imaginando que as conclusões às quais nós chegamos quando observamos essas pessoas provavelmente são aquelas às quais elas próprias gostariam de conduzir suas vidas. É uma versão da "grama do vizinho": sempre parece que, para os outros, as coisas dão certo...rs
Kisu
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:: Bah :: |
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07.20.08 - 12:20 am | #
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Me lembrei do que aconteceu comigo:
-Peguei o ônibus e sentei na janela, vi se aproximando um senhor com um rosto inteligente, desliguei meu MP3 para que eu pudesse puxar algum assunto com ele, mas ele só sentou e abriu sua mochila e pegou seu MP3.
Outro fato que me irrita e muito, são óculos escuros, e como eles também me odeiam vivem cada vez maiores, escondendo “as janelas da alma”, uma isolação do mundo lá fora, uma prisão dentro de si que esconde todas as janelas de contato, por fones, óculos e cigarros.
“o cheiro sufocante da pipoca com queijo em inúmeras barraquinhas”
É tão perfeita as descrições, que por minutos sinto mesmo este cheiro só em ler.
Abraço Talento Alt.
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Tiago, tenho um amigo que sempre anda com fones de ouvido na rua mesmo que não esteja ouvindo nada, apenas para poder, alegadamente por estar ouvindo música, ignorar quem lhe dirige a palavra. E o curioso a respeito dos óculos é que já percebi, também, que quem os usa é porque, muitas vezes, quer olhar para alguém mas não tem coragem de fazê-lo de "cara limpa". Um paradoxo, né?
Obrigado por estar sempre aqui no Aperte! :-)
Abração.
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TIAGO |
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07.18.08 - 12:06 pm | #
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A impessoalidade a qual estamos submetidos me impressiona. Somos bombardeados os tempo todo, por informação, por compromissos, por sentimentos... E nos falta a percepção de que muitas vezes o que nos completa é o mínimo.
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E ainda há quem se surpreenda por, numa sexta sóbria à noite, sentir-se solitário. O que há, plantado, para evitar isso? Sinceramente, me assusta que as respostas mais freqüentes tenham se tornado "msn" e "orkut"...
Beijos e não abra mão dos seus pontos de vista! (entendeu?) ;-)
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Gabi |
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07.16.08 - 5:05 pm | #
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A narrativa solta e leve me lembra o quão fugaz são os tempos modernos. E a citação machadiana no fim foi perfeita, pois Machado iniciou ese tipo de escrita no país. Uma narrativa onde os espaços urbanos e o comportamento humano davam asas às histórias.
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Oi, Lucas. É verdade, o tempo em que vivemos pouca oportunidade dá para que nos ocupemos com outras coisas que não o estritamente necessário. Curiosamente, é também o que pode nos dar material para tanta observação e tantas letras... assim como fazia Machado, conforme você salientou...
Obrigado pela visita!
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Lucas Fernandes |
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07.16.08 - 3:50 pm | #
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Muito legal esse estilo de narrativa, solta, livre. Se deixa levar. Dá aliás uma excelente idéia para se começar uma longa história, em busca de um personagem interessante e aleatório na multidão.
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Fazia já algum tempo que você não comentava por aqui, né? :-)
Obrigado pelo que disse sobre o texto, e realmente essa sugestão leva à uma história que poderia até mesmo não ter fim, emendando a vida de uns com a de outros... dá o que pensar...
Abraço!
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Cineasta81 |
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07.16.08 - 3:17 pm | #
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este andar "deslumbrado" bastante me lembra um personagem sem nome, ora identificado como homem d gris, ora como desconhecido mesmo, da obra d verissimo.
... perdi o interesse pelo autor, o erico! tb pelos fragmentos!
sobre o novo layout, esse em nada fere o anterior, mantém a sobriedade (e, claro, o preto e o laranja).
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Bom rever você por aqui, Fausto. Sobre os fragmentos, eu mais e mais me permito deixar o pensamento correr a respeito de quem são as pessoas por detrás das palavras... e, em seguida, imaginar o quão possível seria que o lugar ao qual cheguei seja o mesmo em que elas estão.
Obrigado pela visita. E obrigado pelo que disse sobre o layout: afinal, eu precisava modernizar, mas justamente temia perder a identidade.
Abraços!
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fausto |
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07.15.08 - 5:33 pm | #
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Engraçado q seu post lembra Machado (o de assis, claro)...
rs
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Nossa! Quem sou eu! :-)
Obrigado, Rackel!
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Rackel |
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07.15.08 - 12:33 pm | #
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Oi Renato, as pessoas andam muito agressivas mesmo...sempre esperando uma briga ,uma "querelle".Gentilezas espantam ,surpreendem!Estava refletindo sobre o seu texto, pensei que se a minha querida Vo renascesse agora escutando e vendo o povo na rua falando nos celulares ,escutando mp3 ,mp4,tao isolado ,ensimesmado...certamente ia achar que nos enlouquecemos de vez!bjs
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É, Nine... será que já não enlouquecemos mesmo?
Beijos...
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Nine |
07.14.08 - 8:34 pm | #
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Commenting by HaloScan
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