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Concordo com a ideia em geral, ainda que pense que se deve bastante à pouca tendência que os portugueses têm para causas folclóricas. Muita gente pensa como esses 600 mas não se ia pôr a gritar frases de ordem em frente da embaixada, em conjunto com os representantes do PCP e do BE.


Gravatar Apenas 600 pessoas porque em geral os portugueses, apesar de em média com pouca instrução e muitíssimo mal informados, sempre têm alguma lucidez e não se colocam imediatamente ao lado "pacirroristas".


Gravatar Pocos manifestantes......


Gravatar 600 pessoas.


Gravatar Las palabras de Olmert recuerdan las de Reagan: Podeis correr, pero no os podreis esconder......


Gravatar ¿Cuántas personas se manifestaron el dia 26 ante la Embajada de Israel en Lisboa?


Gravatar Sim, essa técnica resulta especialmente bem quando ninguém faz as perguntas certas e as ideias fáceis e imediatas são deixadas para ser aborvidas pelo pensamento de grupo acéfalo.

1) Pede-se o cessar fogo. O que acontece ao Hezbollah? Desintegra-se automaticamente por artes mágicas? Ou o Hezbollah não constitui um problema?...

2) A reacção de Israel é desproporcional. Qual é a proporcionalidade certa? Como deveria Israel reagir, então? Sucídio colectivo não vale... [Esta pergunta tem sido repetidamente colocada no Bloguítica]

3) Se não se deve potenciar o fundamentalismo islâmico dando-lhe mais razões para odiar o ocidente (como se eles precisassem), que se deve fazer em relação ao terrorismo? Seguir a técnica da avestruz?

4) Melhores mesmo são os fanáticos seguidores da ONU. Nunca se lembram da resolução 1559 e de que Israel saiu do sul do Líbano em 2000 sob a condição de que o Hezbollah seria desarmado pelo estado libanês, coisa que não se verificou, obviamente, porque o Hezbollah detém o controlo de facto sobre a totalidade da zona.

5) Se tivessem de escolher um dos lados (aquela opção de aceitar que a guerra existe para lá das intenções pacifistas), qual seria? O do grupo terrorista cujo único objectivo é matar por matar ou do estado democrático (regime que a maior parte das pessoas defende) que está a tentar garantir a sua sobrevivência?

Da pouca cobertura televisiva que (felizmente) tenho visto, não parece que os comentadores, repórteres ou jornalistas estejam interesados em colocar estas questões, limitando-se apenas a usar o sentimentalismo do "civil inocente libanês" morto pela cruel ofensiva israelita cuja única intenção é aniquilar civis.

Desfazer estas percepções é um trabalho árduo quando os meios de comunicação fazem o possível e mais algum para que as pessoas não tirem as suas próprias conclusões. Excluindo aqueles que definem as suas ideias de acordo com a política externa americana, claro. Esses não têm emenda.

Mas que importa isto à maioria dos especialistas em política externa e relações internacionais que Portugal aparenta ter? Quando confrontados com as perguntas cruciais, desviam o assunto ou continuam, efectivamente, a tradicional fuga para a frente.


Gravatar Para se perceber a coerência destas pessoas há que perceber quais os seus objectivos essenciais.

Os movimentos reactivos são apelativos como terapias rápidas. A lógica é ir sempre fazendo a fuga para a frente à procura do "shot" seguinte.


Gravatar E o que fazer quando aqueles que supostamente deveriam ver o rídiculo fazem parte dele?


Gravatar É aquilo a que se chama cair no ridículo. Deixá-los...




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