My Guide to your Galaxy
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Totalmente de acordo caro Anonymous.
dos ∫antos |
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08.09.06 - 2:38 am | #
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Muito engracado ver como as pessoas se convencem de fantasias!! Perigosas fantasias...
Anonymous |
08.09.06 - 12:16 am | #
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Creio que tanto eu como o Mário nos referíamos à questão da neutralidade perante os princípios segundo os quais se rege cada uma das pessoas, nas suas decisões.
Todavia, essas escolhas acabam por ser afectadas pelo que na verdade são princípios morais como o respeito pela propriedade privada, as liberdades negativas e a vida, que formam por si mesmo um sistema moral. E nesse caso, é, provavelmente, o mais moral de todos. Julgo que quanto a isso todos concordamos.
As recomendações de leitura são muito interessantes porque não só as raízes da ciência económica se encontram aí (os enunciados escolásticos, por exemplo) como essa intersecção constitui uma área de estudo multidisciplinar (de que é exemplo o Acton Institute).
dos ∫antos |
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08.06.06 - 5:06 am | #
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Uma matéria a estudar com atenção...
mário |
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08.04.06 - 3:18 pm | #
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(El mensaje anterior fue cortado, aquí el resto)
Para ver mas sobre esto (que es un tema muy amplio y no me quiero extender aqui) echen un vistazo a estos libros:
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M. De la Torriente |
08.04.06 - 1:33 pm | #
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Una aclaración.
No tenia intención entrar en este discusión, (por estar de acuerdo) pero hay un par de cosas que quería puntualizar.
Mas penso haver ainda uma razão extra para a recusa do pensar liberal. É que o liberalismo parece muitas vezes imoral e frio. Talvez por o liberalismo ter um conjunto relativamente reduzido de valores (liberdade negativa, propriedade, racionalidade) e ser em grande parte amoral, não serve lá de grande muleta emocional. As teorias marxistas têm um âmbito bastante mais amplo que o da política e economia, dando directrizes para quase todos os aspectos da vida. Por princípio, o liberalismo não dá essas directrizes para a vida privada. Erradamente, os críticos pensam que o liberalismo acha que essas matérias são irrelevantes. Pelo contrário, só que a sua condução não deve ser imposta a partir de uma autoridade exterior que não foi aceite voluntariamente pelo indivíduo, que pouco conhecimento tem sobre a vida de cada um.
O liberalismo também parece frio por não defender uma distribuição compulsiva da riqueza. Daqui vai um passo para dizer que os liberais não são solidários e só se preocupam com os ricos. É curioso que os ricos e poderosos em regra não são grandes adeptos das ideias liberais. Depois de terem firmado a sua posição mostram-se em regra bastante anti-liberais, por razões óbvias. A frieza dos liberais em não defender a distribuição de riqueza à maneira socialista não é obviamente real. Trata-se apenas de uma questão de seriedade. Para além de vários autores liberais defenderem algum tipo de distribuição de riqueza para os mais pobres, a oposição que fazem explica-se facilment
Mario solo hacerle notar, que aquí esta intentando justificar la ideología liberal (de cara a la izquierda), pero desde el prisma socialista. La propaganda de esta gente es tan omnipresente que se acaba viendo todo a través de ella. No nos dejemos manipular, no hay nada mas digno ni caritativo con las personas que reconocerles sus derechos, su libre iniciativa, el que no están sometidos al mando arbitrario de nadie, ni siquiera al de ese tirano abstracto (o no tan abstracto) al que eufemísticamente se invoca con el nombre de sociedad. En las sociedades carentes de esos principios se han generado los mayores horrores y atrocidades. Así que no tenemos nada que justificar. Irónicamente ellos sí tienen que hacerlo. Solo hay que ver unos países y otros.
A Mario y Sérgio ahora, respecto al conjunto de valores de la ideología liberal -- y este es un punto importante -- teniendo en cuenta que somos el mayor exponente de los principios que sustentan la civilización occidental (y estos parten en su origen del cristianismo), mal puede ser por tanto descrito el liberalismo como amoral. Y no me refiero con esto al conservadurismo; si no a la misma base de pensamiento occidental, sin la cual, conceptos tales como "individuo" "derechos individuales" "derecho natural" "derechos humanos" etc. no existirían.
M. De la Torriente |
08.04.06 - 1:28 pm | #
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Mário, a propósito, nada de pedir desculpas pelo comprimento do texto.
Quem me dera a mim que todos os comentários que aparecem por aqui fossem de igual qualidade. (Ainda que se fosse esse o caso, talvez o meu blog não tivesse muita razão de ser).

dos ∫antos |
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08.04.06 - 6:53 am | #
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Obrigado, caro Zé 
dos ∫antos |
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08.04.06 - 6:48 am | #
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«Passadas décadas de catequese ideológica (que já vêm do tempo de Salazar…), que a esmagadora maioria dos indivíduos aceitou sem questionar, a mentalidade socialista tornou-se tão comum que se encontra indiferenciada do senso comum. Dizer que “o capitalismo é a exploração do homem pelo homem” ou que “se o tempo está nublado é provável que chova” parecem duas afirmações tão óbvias que quem as contraria só pode ser estúpido ou mal intencionado.»
Creio que precede Salazar. Já na altura dos nossos "liberais" históricos se criticava como era a vida em inglaterra durante a revolução industrial, esquecendo-se que era apenas um processo e que historicamente inglaterra era verdadeiramente pobre. Com o problema do senso comum está precisamente relacionado o que surgiu há uns meses nas notícias sobre França:
--Danielle Scache tries to avoid using the term "capitalism" in her economics class because it has negative connotations in France.--
Portugal segue o exemplo.
Quanto ao resto, estou totalmente de acordo. Creio que uma das razões pela negação é precisamente essa questão da tendência amoral do liberalismo. Os seus críticos tendem a interpretá-lo como "imoral", contestá-lo nessa base e na premissa de que os liberais desejam remover todo o bem do mundo (ler, direitos positivos). Claro que a dificuldade começa em explicar o que se está a propor, quando o conceito de amoralidade é díficil de apreender por quem não está disposto a pensar.
Relativamente à ingenuidade da transferência de riqueza, estas conclusões e sugestões vêem no seguimento de análises simplistas usando ceteris paribus. O que me deixa preocupado é o facto de tanta gente cair na mesma esparrela sem se dar conta. E sem admitir que há ali qualquer coisa que não é consistente.
dos ∫antos |
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08.04.06 - 6:44 am | #
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entrada imediata para os meus favoritos ... mais um blog para ler todas as semanas . parabens ao autor pelos excelentes textos .
zé |
08.04.06 - 1:21 am | #
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(cont.)
O liberalismo também parece frio por não defender uma distribuição compulsiva da riqueza. Daqui vai um passo para dizer que os liberais não são solidários e só se preocupam com os ricos. É curioso que os ricos e poderosos em regra não são grandes adeptos das ideias liberais. Depois de terem firmado a sua posição mostram-se em regra bastante anti-liberais, por razões óbvias. A frieza dos liberais em não defender a distribuição de riqueza à maneira socialista não é obviamente real. Trata-se apenas de uma questão de seriedade. Para além de vários autores liberais defenderem algum tipo de distribuição de riqueza para os mais pobres, a oposição que fazem explica-se facilmente pelos efeitos nocivos que podem advir. Em termos teóricos é fácil perceber que a distribuição de riqueza diminui o estímulo para a sua produção e aumenta o estímulo para quem nada quer fazer. Na prática a situação ainda é pior e a transferência não se dá dos ricos para os pobres mas sim da classe média que trabalha no privado para as classes médias que trabalham na FP mas também para as classes altas com poder de influência.
Peço desculpa por me ter alongado.
mário |
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08.03.06 - 11:13 am | #
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Falar de liberalismo devia ser mais fácil do que ensinar umas noções de mecânica quântica, contudo a experiência mostra que acontece o contrário. A dificuldade não está na dificuldade das matérias em si mas na disponibilidade do receptor.
Um indivíduo que se disponha a saber algo sobre mecânica quântica realmente tenta absorver os conhecimentos que existem sobre assunto, com humildade. Se desiste a meio é porque o assunto lhe parece demasiado difícil ou porque quem o comunica é muito fraco pedagogicamente. Mas esta desistência nunca irá acontecer porque o receptor embirra com o conhecimento que existe sobre o assunto.
No caso do liberalismo esta embirração é, de facto, pavloviana. Passadas décadas de catequese ideológica (que já vêm do tempo de Salazar…), que a esmagadora maioria dos indivíduos aceitou sem questionar, a mentalidade socialista tornou-se tão comum que se encontra indiferenciada do senso comum. Dizer que “o capitalismo é a exploração do homem pelo homem” ou que “se o tempo está nublado é provável que chova” parecem duas afirmações tão óbvias que quem as contraria só pode ser estúpido ou mal intencionado.
As ideias liberais precisam, por isso, algo mais do que ter uma mente aberta, porque não é apenas uma questão de estar disposto a aprender algo de novo. É preciso também coragem para confrontar as próprias crenças. É muito curioso serem precisamente as pessoas de mentalidade revolucionária as que mais aversão têm em relação a esta mudança.
Mas penso haver ainda uma razão extra para a recusa do pensar liberal. É que o liberalismo parece muitas vezes imoral e frio. Talvez por o liberalismo ter um conjunto relativamente reduzido de valores (liberdade negativa, propriedade, racionalidade) e ser em grande parte amoral, não serve lá de grande muleta emocional. As teorias marxistas têm um âmbito bastante mais amplo que o da política e economia, dando directrizes para quase todos os aspectos da vida. Por princípio, o liberalismo não dá essas directrizes para a vida privada. Erradamente, os críticos pensam que o liberalismo acha que essas matérias são irrelevantes. Pelo contrário, só que a sua condução não deve ser imposta a partir de uma autoridade exterior que não foi aceite voluntariamente pelo indivíduo, que pouco conhecimento tem sobre a vida de cada um.
O liberalismo também parece frio por não defender uma distribuição compulsiva da riqueza. Daqui vai um passo para dizer que os liberais não são solidários e só se preocupam com os ricos. É curioso que os ricos e poderosos em regra não são grandes adeptos das ideias liberais. Depois de terem firmado a sua posição mostram-se em regra bastante anti-liberais, por razões óbvias. A frieza dos liberais em não defender a distribuição de riqueza à maneira socialista não é obviamente real. Trata-se apenas de uma questão de seriedade. Para além de vários autores liberais defenderem algum tipo de distribuição de riqueza para os mais pobres, a oposição que fazem explica-se facilment
mário |
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08.03.06 - 11:12 am | #
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