Os comentarios em negritalico são meus (SPassos)

Tambem eu reneguei "Portugal". O "Portugal" fisico. O "Portugal" da ficcao da minha juventude emigrada. Tornei-me um "luso hifen americano," sem ser nem um nem outro. Um hibrido que pensa e fala em duas linguas/duas culturas - antagonicas - mas que encontra comforto e identidade neste EUdaA e no dialecto (na dialectica???)americo-ingles enquanto caos (poetico?) na coisa (dita) "portuguesa".

Mas as correntes "subterraneas" que se movem debaixo da fluidez do nosso dia-a-dia trazem-me (indiscretamente) pelo solo (de novo, ficticio) da Lusitania perdida e do Portugal (des)encontrado que ora se revela ora se oculta, mas (quase) sempre e' lido nas entrelinhas deste meio etereo. Um Portugal afastado e estranho; uma gente simultaneamente a tentar romper os veus do atraso secular e a perder-se continuamente nos labirintos das teias psicologicas dos varios passados que "teimam em nao ir embora..."

Resta-me este Mar que e' esta Lingua, que tanto ata como (des)ata...que me am


...que me amarra no intimo ser afastado...e que desembarca em noite polifonicas no cais da Saudade.

Boa Sorte!

Tambem eu choro (de quando em vez) - talvez ate demais para alem daquilo que e' tido como aceitavel nestes tempos que galopam a ritmo desenfreado.

Um abraco de NYC




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