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pistas:
Após a malograda tentativa de restauração da monarquia, em Março de 1919 formou-se um novo Ministério, com maioria de Democratas, seguindo ideais da República Velha, que decidiram fortalecer a GNR, aumentando os seus efectivos e equipando-a com artilharia, na intenção de a transformar numa força capaz de manter a ordem.
Ao contrário do desejado, a GNR tornou-se num partido político-militar que em muito contribuiu para a instabilidade, pondo e depondo governos, e assim os governos de pouca dura sucedem-se (com 4 Presidentes da República: Canto e Castro, José Almeida, Teixeira Gomes, um escritor, e Bernardino Machado). Só em 1920 houve sete ministérios.
A Noite Sangrenta
Em 1921 o tenente coronel Liberato Pinto, chefe do estado-maior da GNR e presidente do ministério é acusado de corrupção, sendo julgado e condenado. Este episódio e outros factores, como rumores de que a GNR iria ser desarmada, provocaram uma revolta que gerou uma série de mudanças de ministérios.
A 19 de Outubro eclodiu uma revolta radical, dirigida pelo coronel Manuel Maria Coelho, Camilo de Oliveira e Cortês dos Santos, oficiais da G. N. R., e o capitão-de-fragata Procópio de Freitas, iniciada com tiros de canhão, disparados pela GNR e pela marinha de guerra. Durante a noite, elementos da marinha e da GNR (Da esquerda? Da direita? Monárquicos? Maçónicos? Criminosos?) mataram vários políticos republicanos como Machado Santos, Carlos da Maia e Antóno Granja, este último sendo chefe do governo formado a 30 de Agosto.
Este massacre (A Noite Sangrenta) descreditou os rebeldes, impedindo-os de se agarrarem ao poder por muito tempo e, posteriormente, enfraqueceu a GNR, que foi despojada do equipamento militar pesado.
Os Integralistas, em 1920 pediram o regresso de D.Manuel II para assumir o poder como rei, condicional deste adoptar certas regras de remodelação social. Quando este se recusou a tal, os Integralistas reconheceram D. Duarte Nuno (D. Miguel I ---> D. Miguel II ---> D. Duarte Nuno ---> D.Duarte Pio) como pretendente ao trono português.
Existia um outro partido monárquico, o Partido Legitimista que, à altura de sua criação, apoiava a candidatura de D. Miguell (II) ao trono de Portugal, e ao qual os Integralistas se juntaram, mais tarde.
Mais pormenores do dia do assassinato de Machado Santos, aqui:
http://www.vidaslusofonas.pt/machado_santos.htm
ou
nesta biografia:
http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_out2000/
pag17.html
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10.25.05 - 7:25 pm | #
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