Comentarios
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errado
fora do anticapitalismo (ou seja fora duma perspectiva socialista) não existe suporte teórico para a inclusão dos milhões de trabalhadores (ou indiferenciados que nunca foram trabalhadores, como em África) que actualmente são excedentários para as cadeias de produção das corporações protegidas pelos Estados.
As firmas de contabilidade não empregam trabalho vivo, mas sim aquilo que Marx define como trabalho morto, terceirizado. (se não houver empresas dentro da iniciativa privada os contabilistas são descartáveis; ou incorporados nos custos da produção centralizada, não auferindo mais valias por conta própria).
Quanto às fábricas robotizadas, os capitalistas (lembro que quem não possuir Capital não o fará) podem mecanizar e informatizar tudo, porém aquilo que os robots não farão é vir cá para fora para o "mercado" vender por si mesmos os produtos que fabricaram sózinhos - por exemplo, um Audi ou mesmo um Panda a um haitiano saído de uma catástrofe. Há aqui uma incompatibilidade de valores; e só o trabalho cria valor, como deverias saber (se pescasses pêva que fosse da teoria marxista)
p/f poupa-nos a esoterismos
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ps: contradizeste-te a ti próprio: "vamos nacionalizar a produção" - força, fazemos isso com a AutoEuropa que é um dos maiores contributores para o PIB nacional, e vamos vender a produção a quem? se não existe "compradores" com poder de compra?
Foi isso que Cuba fez em 1960, e ainda hoje os donos das propriedades reclamam os valores e indemnizações através do bloqueio económico
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xatoo |
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11.15.08 - 7:00 pm | #
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Xatoo, arranjo-te todos os suportes teóricos que tu quiseres. Conheço pessoalmente uma firma de contabilidade que há uns anos atrás tinha mais de 15 pessoas a trabalhar. Hoje são três, e o volume de trabalho aumentou. Se olhares para qualquer fábrica moderna só vês braços robotizados. Isto passa-se na indústria e nos serviços a todos os níveis. Os exemplos são aos milhões.
Em vez de estarmos a seguir as lições empoeiradas do Marx, devemos é começar de facto a nacionalizar, a regionalizar e a localizar os meios de produção e as riquezas naturais, em parte ou na totalidade, mesmo mantendo alguma gestão privada enquanto tal for necessário.
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Diogo |
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11.15.08 - 1:27 pm | #
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a reinvindicação de "menos horas e mais salário" já foi uma conquista da Frente Popular de 1936 em França.
A classe operária faz o seu trabalho e o Estado burguês faz o dele; uns têm apenas a força de trabalho para vender e os patrões pagam-lhe o salário queixando-se sempre que isso lhes vai acabar com os lucros. Actualmente estão a despedir milhões de trabalhadores evocando isso mesmo. Qual é a mudança da "lógica económica"? - na década de 70 Poulantzas (um dos pais teóricos do "eurocomunismo" tambem disse o mesmo: que "Marx precisava de ser actualizado" - mas afinal o que é que essa pseudo corrente visionária trouxe de novo ao movimento popular e aos trabalhadores?
nicles, excepto a falência e a precaridade
Diogo, para essa "tese" do fim do trabalho e dos trabalhadores não consegues nem apresentar um único suporte teórico
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xatoo |
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11.14.08 - 10:17 pm | #
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«com novas possibilidades de emprego (no campo das novas tecnologias e das energias ditas verdes) e não do "fim do capitalismo"»
Qual emprego, Xatoo? Que empregos vês tu nas novas tecnologias e nas energias ditas verdes? As novas tecnologias vão rebentar com os empregos todos e ainda bem. Será o fim do lucro e da produção privada.
É por esta realidade que as pessoas já deviam ter começado a lutar. O emprego está a diminuir? Substitua-se o dia de 8 horas pelo dia de 4 horas com aumento de salário. O resultado deve ser colocar as máquinas a trabalhar para todos. Sem salários não há lucros. Sem lucros não há propriedade privada dos meios de produção. Marx viveu há mais de 100 anos. A tecnologia mudou a lógica económica.
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Diogo |
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11.14.08 - 10:03 pm | #
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"é por isto que o capitalismo está a dar as últimas" pois é por aqui que bate o ponto. Se a crise é provocada deverias saber que se trata de uma reconversão capitalista para um novo paradigma, com novas possibilidades de emprego (no campo das novas tecnologias e das energias ditas verdes) e não do "fim do capitalismo"!.
O sistema só iria "estoirar" se houvesse uma oposição de classe organizada. Na verdade a intenção deste post é responder a isso, quando digo que o grupos sociais agrupados em redor do liberalismo e da social democracia estão desacreditados e fora do baralho. Mas a esquerda está desarmada pelos revisionismoS de toda a espécie; como não são movimentos espontâneos que vão tomar o Poder, e a maioria se dispõe a aceitar apenas mensagens positivas, as grandes massas entregam-se de bandeja a homens providenciais e às mensagens dos media corporativos que lhe prometem esperança em vez do caos de uma possivel revolução.
Isto é uma visão pessimista, mas corresponde ao que penso ao ver a ausência da compreensão do que é a luta de classes, excepto numa pequena fracção de intelectuais académicos que se dedicam ao estudo historiografico dos movimentos sociais
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xatoo |
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11.14.08 - 12:46 am | #
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«El banco no presta dinero»
Exactamente a prática de contracção de dinheiro para provocar recessão. Os banqueiros continuam a brincar e a roubar.
Mas não é por isto que o capitalismo está a dar as últimas. Isto seria um sinal de vitalidade do capitalismo monopolista. É o fim do emprego que vai estoirar este sistema.
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Diogo |
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11.13.08 - 8:24 pm | #
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Commenting by HaloScan
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